Para Bruce Springsteen, música e política sempre estiveram interligadas
Por João Renato Alves
Postado em 03 de novembro de 2026
Quem acompanha a carreira de Bruce Springsteen, sabe que The Boss nunca teve problema em se posicionar através de suas canções – o que só aumentou diante da atual situação política dos Estados Unidos. Durante entrevista ao canal Home of the Brave, o músico falou sobre a importância das manifestações através da arte.
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"Só há raiva lá fora. Vivemos uma tragédia americana. Ainda assim, você precisa dominar o seu ofício e criar a arte. Já senti raiva de muitas coisas sobre as quais, antes, eu não conseguia escrever. Neste caso específico, consegui compor a música 'Streets of Minneapolis'."
O astro também deixou claro não concordar com a ideia de que música e política não se misturam. Ao contrário, ele reconhece que junto com a diversão há uma responsabilidade social em um movimento artístico.
"Para mim, música e política, em certo nível, sempre estiveram interligadas. Afinal, o que são o rock 'n' roll ou o hip hop? São uma expressão de liberdade. Nós fazemos, sim, muita música voltada para a diversão, mas também queremos levar você a refletir sobre o que significa ser norte-americano, sobre a sua responsabilidade para com a sua comunidade e para com o seu país."
Bruce ainda fez questão de mencionar não pensar que, necessariamente, todo artista precise ser político. No entanto, também entende que é um direito daqueles que entendem ter a necessidade de se expressar nesse sentido.
"Não penso que seja assim. Elvis, James Brown, Curtis Mayfield - pode-se argumentar que eles mudaram o mundo tanto quanto Woody Guthrie, apenas pelo que transmitiam e pelo que apresentavam. Portanto, não creio que todo artista precise usar sua voz dessa maneira. Mas, se você tiver essa inclinação… acredito que isso seja de grande valia para a sua própria busca por identidade. Essa é uma das coisas que fiz com a minha voz."
Entre março e maio de 2026, Springsteen realizou a "Land of Hope and Dreams American Tour", acompanhado da E Street Band e Tom Morello. Foram 20 shows de forte teor político em 18 cidades dos Estados Unidos. Apesar de algumas tentativas de boicote de apoiadores de Trump, o giro foi um grande sucesso.
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