Satyricon: mais uma bela aventura satânica em São Paulo

Resenha - Satyricon (Fabrique, São Paulo, 11/11/2017)

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Por Diego Camara
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Uma bela noite para um ótimo black metal. Foi para isso que os fãs do gênero se dirigiram a Fabrique Club em São Paulo para apreciar o show do Satyricon em terras brasileiras. Também marca um dos primeiros grandes shows da cidade na nova casa, opção agora com o fechamento da vizinha Clash Club para shows de menor capacidade. Confiram abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

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A casa no geral não é ruim. O público era grande e encheu todo o espaço, que se assemelha muito ao do Hangar 110 em termos de tamanho (provavelmente um pouco maior). Seu desenho, porém, é muitíssimo superior ao da Clash Club, com uma pista mais aberta para as laterais do que o estilo de "corredor" da antiga casa. Isso também é bom para o público, que esta mais próximo do palco. A qualidade no geral dos equipamentos da casa foi muito boa, e pareceu agradar aos fãs.

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É de se notar a qualidade do som e a boa iluminação. Isso ficou bem claro quando o Satyricon subiu ao palco para começar sua apresentação, abrindo o show com "Midnight Serpent". A música soava firme, e as guitarras estavam ótimas. A bateria de Frost estava muito potente, retumbante, e isso empolgou o público desde o início. A seguinte foi "Our World", muito bem recebida pelo público, que bateu cabeça em empolgação junto no ritmo da música.

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A banda soube usar muito bem a empolgação do público. Não demorou muito, e o show se dividiu entre o bate cabeça e a pancadaria no mosh que se abriu no centro da pista. Músicas com estilo clássico do bom e velho black metal, como "Walker" e "Repined", foram dos pontos altos para a festa macabra que ocorria na pista da Fabrique. A banda, especialmente Satyr, estava muito empolgada pelo público, devolvendo em incrível performance a vontade dos fãs.

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Quando o show foi chegando ao seu final, a performance foi ficando ainda mais macabra. Primeiro veio a excelente "Now, Diabolical", com muita violência na pista e um público empolgado em puxar o refrão junto com Satyr. "Brethren" quebra um pouco o ritmo frenético do show, com uma performance bastante cadenciada da banda, em um ritmo mais lento do que o estilo frenético imposto pelas baquetas.

Fechando o show, a banda trouxe dois clássicos do "Nemesis Divina". Começando com "Transcendental", em uma abertura macabra puxada pelas guitarras, em uma performance mais cadenciada. Aqui, Satyr acompanha a banda nas guitarras, para depois esbanjar no vocal de "Mother North", em uma performance extremamente crua do vocalista. Vale notar como Satyr domina o público com genialidade, comandando o coro do público com mão de ferro. O homem é um mestre, e se impõe no palco como poucos.

Para o bis a banda voltou rapidamente. "Pentagram" é a primeira a ser tocada, deixando o público animado já nas primeiras notas, gritando e abrindo novamente o mosh no centro da pista. Satyr, porém, não estava nada contente ainda, e pediu mais: queria que a casa inteira se tornasse um mosh em "Fuel for Hatred", indo e de volta ao bar no lado esquerdo da pista. Visceral é pouco para dizer o que foi esta performance, com o público aderindo em massa aos desejos insanos do vocalista. "é um privilégio tocarmos para vocês, vir até o outro lado do mundo para fazer este show e sermos tão bem recebidos", diz Satyr, sendo aplaudido pelo público.

A banda fecharia o show então com "K.I.N.G", outra das queridinhas dos fãs. Não foi uma festa como a anterior, mas também digna de nota a empolgação dos fãs. A produção foi de mestre e o show excelente do início do fim: o Fabrique Club realmente aceitou o desafio e conseguiu entregar um ótimo show, podemos esperar muito da casa, que tende em 2018 em ocupar uma posição de destaque recebendo shows que anteriormente iriam para casas como a Clash Club e o Hangar110.

Setlist:
Midnight Serpent
Our World, It Rumbles Tonight
Black Crow on a Tombstone
Deep Calleth Upon Deep
Walker Upon the Wind
Repined Bastard Nation
Commando
Burial Rite
Now, Diabolical
To Your Brethren in the Dark
Transcendental Requiem Of Slaves
Mother North
Bis:
The Pentagram Burns
Fuel for Hatred
K.I.N.G.

Veja a seguir fotos do Patria, a banda de abertura:

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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