Lovedrive Reunion & Tokyo Tapes: bom show, mas aquém do esperado

Resenha - Lovedrive Reunion & Tokyo Tapes (HSBC Brasil, São Paulo, 22/06/2013)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Em meio a tantos e tantos shows internacionais que o Brasil tem recebido em 2013, sábado foi a vez dos renomados guitarristas ULI JON ROTH e MICHAEL SCHENKER se apresentarem no HSBC Brasil, para a turnê Lovedrive & Tokyo Tapes.

Fotos por Diego Camara. Veja a galeria completa no link abaixo.
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Com a propaganda de que principalmente clássicos do SCORPIONS seriam executados durante a turnê, além de canções do UFO e dos trabalhos solo do MICHAEL SCHENKER, era de se esperar um bom público em São Paulo.

Mas a verdade é que o HSBC Brasil não encheu e o público ficou aquém do esperado. Quem esteve por lá sabia exatamente o que esperar, até mesmo porque hoje em dia é muito fácil conferir qual o set list que vem sendo escolhido para os shows de uma turnê.

Pontualmente às 22h ULI JON ROTH abriu a noite para mostrar aos presentes um pouco da sua técnica e de seu feeling ao comandar as seis cordas de sua guitarra customizada, a “Sky Guitar”, da marca Dean Guitars.

ULI se juntou ao SCORPIONS quando o então garoto MICHAEL SCHENKER deixou a banda, em 1973. ULI gravou quatro álbuns de estúdio com o grupo, além do ao vivo “Tokyo Tapes” (1978), trazendo a São Paulo exatamente sucessos dessa época, como “All Night Long”, “Virgin Killer” e “Dark Lady”, que fechou o set de pouco mais de uma hora.

O som, desde o início, estava muito alto e ULI conseguiu prender a atenção dos presentes graças à sua qualidade como músico e à banda que o acompanha, muito competente. Com quase 60 anos de idade, o guitarrista conversou com o público em algumas oportunidades, gritando até mesmo um “e aí galera”, em arranhado português.

Passava um pouco das 23h quando o ULI se retirou do palco, que passou a ser preparado para receber MICHAEL SCHENKER e banda. Trinta minutos mais tarde, o guitarrista apareceu para vibração geral, com a canção que dá nome à turnê, “Lovedrive”.

Mesmo tendo uma passagem curta pelo SCORPIONS, MICHAEL SCHENKER sempre é lembrado e associado à banda, por ter gravado o álbum de estreia, aos 16 anos de idade, além de ser irmão de Rudolf, fundador do grupo.

Ao sair do SCORPIONS, SCHENKER ingressou no UFO e foi com essa banda que se tornou conhecido mundialmente, compondo riffs de algumas das principais canções da banda.

Em sua apresentação, SCHENKER embalou o público presente com canções do UFO, como “Too Hot To Handle” e “Shoot Shoot”, algumas das músicas que fizeram os fãs cantarem junto.

Com uma extensa carreira solo, SCHENKER também trouxe a São Paulo seus sucessos ao lado do MICHAEL SCHENKER GROUP, dos quais destaco a sequência de quatro músicas tocadas logo no início, com a ótima “Assault Attack”, “Armed And Ready” e seus riffs pegajosos, além da instrumental “Into The Arena” e “Rock The Nights Away”, com a presença forte do teclado tocado por Wayne Findlay, que também tocou guitarra. Um grande momento para os fãs dos trabalhos solo de MICHAEL.

Se ULI explorou em seu set canções do SCORPIONS, SCHENKER ficou devendo. Foram apenas as três músicas que o guitarrista gravou no álbum de estúdio “Lovedrive” e nada mais. Como disse anteriormente, não é difícil se conseguir hoje em dia a lista das canções tocadas em shows de uma determinada turnê, sendo que, após “Lights Out”, já por volta de 00:40h, eram esperados dois bis, como vinha ocorrendo nos shows anteriores.

Mas o que aconteceu surpreendeu a todos: nada de SCORPIONS e muito menos “Doctor Doctor”, o principal sucesso do UFO. O som ambiente da casa começou a tocar e aos poucos foi ficando claro para todos os presentes que a banda não voltaria ao palco. Isso mesmo. SCHENKER e cia, sabe-se lá por qual motivo, não voltaram para o bis.

Não houve sequer uma participação de ULI e SCHENKER juntos no palco, como também era esperado, e as cortinas foram fechadas, após mais de 10 minutos de espera e expectativa dos fãs por mais algumas canções, como “Holiday” e “Rock You Like A Hurricane”, tocadas nas apresentações anteriores.

Parte do público chegou a vaiar, mas não teve jeito. As luzes se acenderam e essa reportagem conversou com seguranças do camarim, que informaram que os músicos já “estavam fumando do lado de fora da casa” e não voltariam mais. Um final decepcionante para um show que até então ia muito bem.

Uma pena que a apresentação tenha ficado marcada por esse ponto negativo, apesar dos muitos momentos interessantes da noite. Só resta mesmo aguardar por uma possível volta dos músicos ao Brasil, se bem que com a imagem que deixaram, se dessa vez o público não foi grande, é de se esperar por menos ainda em uma próxima oportunidade.

Agradecimentos a Damaris Hoffman (Top Link Music) pela atenção e credenciamento.

Set List:

ULI JON ROTH

Banda:

Uli Jon roth – guitarra
Niklas Turmann – vocal, guitarra
Ule W. Ritgen – baixo
Jamie Little – bateria
Wayne Findlay - teclado

1. All Night Long (SCORPIONS)
2. Longing for Fire (SCORPIONS)
3. Crying Days (SCORPIONS)
4. They Need a Million (SCORPIONS)
5. The Sails of Charon (SCORPIONS)
6. Sun in My Hand (SCORPIONS)
7. Fly to the Rainbow (SCORPIONS)
8. Yellow Raven (SCORPIONS)
9. Virgin Killer (SCORPIONS)
10. Dark Lady (SCORPIONS)

MICHAEL SCHENKER

Banda:

Michael Shenker – guitarra
Herman Rarebell – bateria
Francis Buccholz – baixo
Doogie White – vocal
Wayne Findlay – teclado, guitarra

1. Lovedrive (SCORPIONS)
2. Another Piece of Meat (SCORPIONS)
3. Assault Attack (MSG)
4. Armed and Ready (MSG)
5. Into the Arena (MSG)
6. Rock My Nights Away (MSG)
7. Attack of the Mad Axeman (MSG)
8. Horizons (MSG)
9. Before the Devil Knows You’re Dead (MICHAEL SCHENKER)
10. Coast to Coast (SCORPIONS)
11. Shoot Shoot (UFO)
12. Only You Can Rock Me (UFO)
13. Let It Roll (UFO)
14. Too Hot to Handle (UFO)
15. Lights Out (UFO)

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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