Maestrick: muito mais que apenas um bom show
Resenha - Maestrick (Bar Vila Dionísio, Ribeirão Preto, 13/05/2012)
Por Léo Santos
Postado em 15 de maio de 2012
Sai de casa para ver um bom show. Assim começo a falar sobre a apresentação do MAESTRICK, banda de heavy/progressive metal de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
O show foi realizado em Ribeirão Preto, no bar VILA DIONÍSIO, famoso no interior de São Paulo como casa de shows e bom lugar para apreciadores de cerveja. Em um dia de casa não tão cheia, o público presente era formado praticamente em sua totalidade por fans da banda e entusiastas do estilo musical, o que foi um ponto positivo, visto que a casa é famosa pela presença de pessoas "a passeio", o que nem sempre é bom para quem vai curtir o show.
A proposta da banda é ótima. Logo no início, aqueles, como eu, que não conheciam o show da banda foram surpreendidos com a atuação dos artistas/dançarinos, que executaram uma coreografia junto aos presentes. Infelizmente, quando os atores já estavam no palco e se encaminhavam para finalizar a introdução, houve um problema com a música de fundo, que resultou na quebra do clima, porém, nada que prejudicasse a beleza daquele momento. Com tudo em ordem, os atores improvisaram uma nova entrada, sem a surpresa anterior, porém, com a mesma beleza. Na sequência, a banda abriu o show com a já conhecida "H.U.C.", faixa-título do primeiro single lançado pela banda em 2010.
É comum em shows que as partes com maior apelo emocional sejam executadas em um momento mais a frente da apresentação. O MAESTRICK resolveu mudar a "ordem natural" das coisas e emplacou logo como terceira música "Pescador", canção escrita em homenagem ao avô do vocalista FABIO CALDEIRA, única música da banda cantada inteiramente em português. Trata-se de uma balada muito bem composta, extravasando os limites do metal e trazendo influências da música brasileira de diversas vertentes. O coro que se formou, principalmente no refrão, foi algo memorável no show. No final das contas, foi uma ótima idéia encaixar essa parte emocional logo no início.
O show seguiu com o padrão de qualidade, sem interrupções e com periódicas interações dos atores e dançarinos. Vale ressaltar, inclusive, que todos esses dançarinos e atores possuem um grau de profissionalismo e interpretação invejável, realmente dão um ar diferenciado ao espetáculo.
Músicas do belíssimo "Unpuzzle!", de 2011, cuidaram de praticamente todo o restante da apresentação, algumas contando com maior ajuda do público, como "Puzzler" e "Radio Active", outras sendo atentamente observadas e apreciadas pelo público, como "Lake of Emotions".
Já no final, eles mandaram a já clássica e talvez mais aclamda música da banda, "Aquarela". Os presentes cantaram em alto e bom som, achando que este seria o encerramento perfeito para o show, porém, a banda ainda mandou um belíssimo cover de QUEEN, "Bohemian Rhapsody", encerrando de maneira definitiva e épica,permitindo-me o exagero, este que foi um belo show.
Além do já dito, friso também a presença de palco dos músicos, sempre demonstrando empolgação e interagindo com o público e com os atores em palco. Fora isso, era visível na expressão dos integrantes da banda um ar de felicidade, seja pela participação do público, seja pelo simples prazer de tocar, independentemente do motivo é agradável ver músicos tocando com satisfação.
Como já disse, permito-me os exageros e reconheço-os, mas apesar do entusiasmo após ver a apresentação, afirmo que realmente foi um grande prazer ver uma proposta tão legal e tão bem executada como a do MAESTRICK.
Comecei o texto falando que sai de casa para ver um bom show. No final, ao invés de Parabéns, eu devia Desculpas à banda: "bom" acabou sendo praticamente um insulto a um show excelente.
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