Sebastian Bach: cobertura e fotos no Rock Express
Resenha - Sebastian Bach (Carioca Club, São Paulo, 17/04/2012)
Por Edu Lawless
Fonte: Rock Express
Postado em 25 de abril de 2012
Já havia um bom tempo que eu não via tamanha tietagem em um show de Rock, mas a noite desta terça feira (17 de Abril) a exemplo do que já havia acontecido no último sábado, os anos 90 pareciam estar de volta. Público Hard Rock, muitas garotas ao velho estilo Glam e muita, mais muita histeria!
A casa lotada novamente mesclava os velhos fãs do Skid Row com um publico bem mais jovem e nos mostrava a tamanha força que o Hard Rock ainda tem no cenário Heavy Metal e talvez tenha sido pouco explorado, e sem dúvida alguma a legião de fãs que Bach ainda carrega ao longo de sua carreira.
O aquecimento do espetáculo ficou por conta da banda Madjocker que tratou de aquecer o público com um Rock’n’Roll de músicas próprias e algumas covers. O vocalista Gus Nascimento usou de todos os artifícios para levantar o público e até brincou dizendo que Sebastian Bach entraria no palco para uma participação especial, o que causou grande frison no público, porém tudo não passava de uma brincadeira já que a grande estrela da noite ainda não havia nem chego ao Carioca Club. O ponto alto do show foi sem dúvida nenhuma a cover do Guns’n Roses "You Could be Mine", cantada em uníssono pela platéia.
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Aproximadamente as 21h45 as cortinas se abriram e o soar das guitarras davam a introdução de "Slave to the Grind" levaram o Carioca Club, nitidamente com uma maioria feminina, a completa histeria. Sebastian entrou acelerado e arrebentando mostrando toda sua potencia vocal e fazendo parecer que os 20 anos passados desde sua primeira apresentação aqui no Brasil, simplesmente não tivessem passado de míseros poucos anos.
A histeria do público feminino não se dava simplesmente pelos descabelamento e gritos, mas sim por muitos presentes que as fãs jogavam ao palco, bandeiras do Brasil assinadas pelos fãs - que o vocalista ia expondo a frente do palco - camisas da seleção, souveniers e até mesmo uma calcinha que Bach analisou um pouco antes de pendurar em um dos microfones - Ahhh os bons tempos do Hard Rock de volta!
Um dos grandes destaques no palco era o não tão grande Nick Sterling, jovem aposta de Bach que foi um dos principais responsáveis por toda a composição do novo álbum. Nick realmente mostrou uma grande habilidade técnica e de peso na guitarra, porém ainda falta talvez um pouco de intimidade de Nick com o palco.
‘Tião’ – apelido que o próprio vocalista adotou dos fãs brasileiros – prosseguiu destruindo com duas músicas de seu novo álbum – "Kicking and Sreaming" e "Dirty Power" – antes de embalar com dois de seus antigos sucesso que colocaram fogo definitivamente no público – "Here I Am" e "Big Guns". Durante a execusão desta última, Tião interrompeu o show para dar uma bronca em um principio de confusão que se iniciava, dizendo que aquela era uma noite de festa e entoando o refrão de "Get Fuck Out" para os arruaceiros.
Aos soar as primeiras notas de "18 and Life" a galera incêndio e a primeira estrofe entoada praticamente apenas pelo público. Sebastian mostrou um pouco mais de toda sua técnica vocal sem o acompanhamento de nenhum instrumento em um medley com as músicas "In a Darkness Room" e "Quicksand Jesus".
Em "Monkey Business", Tião mostrou seu carisma brincando com o público paulistano dizendo que ele cantaria "Macaco Business" – e realmente o fez alternando o refrão em Monkey e Macaco – o que foi realmente divertido.
A sensacional "My Own Worst Enemy" também do novo álbum foi destruidora, afinal era grande a expectativa de vê-la ao vivo, já que essa é considerada uma das melhores faixas do álbum. Como sempre, "Youth Gone Wild" veio para fechar o show e acabar o último fôlego do público que agitou sem parar.
Mais uma vez o Hard Rock mostrou toda sua força e público em um memorável show, e quem sabe assim abrir ainda mais as portas para essas lendas do Metal aqui no Brasil.
Para o set list completo e galeria de fotos (+22) acesse:
http://www.rockexpress.net.br/?p=2479
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