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Rita Lee: clássicos que marcaram época em Porto Alegre

Resenha - Rita Lee (Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre, 28/05/2011)

Por Paulo Finatto Jr.
Em 31/05/11

Não há dúvidas de que RITA LEE pode ser considerada a cantora mais querida do público gaúcho. Depois de passar pela capital gaudéria no ano passado (em dois shows consecutivos que praticamente lotaram o Teatro do Bourbon Country), a rainha do rock brasileiro retornou ao mesmo palco para mais um espetáculo da sua turnê intitulada "ETC". Em cena quase que o mesmo repertório. Na plateia, por outro lado, um público ainda mais animado à espera dos clássicos que marcaram época.

Fotos: Liny Rocks

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Com extrema pontualidade, a cantora – que está perto de completar sessenta e cinco anos de idade – subiu ao palco precisamente às 21h acompanhada da mesma banda que visitou a cidade do ano passado: o marido Roberto de Carvalho (guitarra), Brenno di Napoli (baixo), Danilo Santana (teclado), Edu Salvitti (bateria) e as cantoras de apoio Débora Reis e Rita Kfouri. No entanto, o filho da compositora – o guitarrista Beto Lee – não obteve a permissão do canal Multishow (em que atua como apresentador) para acompanhar a mãe e foi a única baixa do conjunto. A estrutura montada para o espetáculo, que contava com imensa tela de alta definição centralizada ao fundo e pequenas placas de LED dos dois lados do palco, funcionou perfeitamente como ambiente para o espetáculo, que abriu com a famosa "Agora só Falta Você", exatamente como no ano passado.

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O público, que assustadoramente ocupou a pista do Teatro do Bourbon Country quase que na sua totalidade, aproveitou de modo satisfatório o diferencial desse recente show (se comparado com a apresentação do ano passado). A pista, que substituiu os assentos da plateia baixa, mostrou-se extremamente eficiente para a música criada e executada por RITA LEE, que proporciona uma interatividade relativamente grande com a plateia. De pé, os fãs puderem dançar e cantar com muito mais liberdade do que se estivessem sentados como no ano passado. O acerto da produtora ficou evidente na sequência do show, com "Vírus do Amor" e "Saúde" – a primeira novidade do repertório.

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Na sua primeira conversa com o público gaúcho, RITA LEE comentou o sucesso da sua recente passagem pela Argentina e brincou com os fãs, comparando-se a nada menos do que a OZZY OSBOURNE. A velhice, de acordo com a paulista, é o que aproxima as duas figuras ímpares do rock nacional e internacional. Por mais que a qualidade da voz da cantora precise receber um desconto justamente em razão dos anos que passaram, o pique do show se manteve satisfatório com o bom humor e com a performance verdadeiramente artística daquela senhora de cabelos vermelhos em cima do palco. Outros clássicos como "Pagu" e "Bwana" vieram em seguida e formam muito aplaudidos, sobretudo pelos casais que dançavam nas extremidades laterais da casa.

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De certo modo, o único esquecimento marcante do novo repertório de "ETC" é a falta de pelo menos uma música da sua ex-banda, OS MUTANTES. No ano passado, "Baby" animou muito os presentes, especialmente os mais saudosistas. Nesse show, a substituição da faixa pelo hit "Ti Ti Ti" – que foi até música de abertura para uma novela da Rede Globo – serviu para que os gaúchos se deliciassem com outro sucesso pop escrito por RITA LEE em parceira com o seu marido. Com o público na mão, a cantora executou logo depois uma versão para "A Hard’s Day Night" (BEATLES) que – espantosamente – não foi reconhecida de imediato. Em seguida, a versão de playback para "Bad" inseriu novamente o performático sósia de MICHAEL JACKSON que se apresentou no ano passado. Porém, sem as medianas "Atlântida" e "Insônia" (executadas em 2010), o repertório prosseguiu com a dobradinha (e bem recebida) "Banho de Espuma/Chega Mais".

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A experiência de quase quarenta anos de estrada serviu para que a cantora de cabelos vermelhos identificasse com facilidade as suas músicas de maior apelo popular e, consequentemente, montasse um repertório extremamente coeso nessa oportunidade recente em solo gaúcho. No ano passado, o espetáculo integrante da turnê "ETC" se dividiu entre altos e baixos. Dessa vez, a ideia de concentrar apenas as músicas mais conhecidas pode ser apontada como o maior trunfo do repertório dirigido pelo guitarrista Roberto de Carvalho. Depois de "Doce Vampiro" – que foi cantada por quase todos os presentes –, RITA LEE, empunhando um violão, executou uma das faixas mais aguardadas da noite: "Ovelha Negra". No telão colocado ao fundo do palco imagens e vídeos da infância e da adolescência da cantora ilustraram fielmente a letra escrita em 1975.

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Em uma nova pausa para conversar com a plateia, RITA LEE falou do seu carinho pelo Sport Club Internacional e da saudade que sente pela falta da amiga ELIS REGINA, falecida em 1982. O apelido que a cantora gaúcha deu à Rita – Maria Rita – poucos sabem até hoje que homenageou a primeira filha da "maior cantora que existiu em nosso país" (como afirmou a rainha do rock brasileiro). A emoção da lembrança (por muito pouco Rita não chorou) precedeu a apresentação do grupo que acompanha a compositora paulista, assim como "Lança Perfume", faixa que encerrou a primeira parte do show.

De volta para o bis, uma pequena atrapalhada da cantora proporcionou um momento único no espetáculo, que provavelmente não se repetirá daqui para frente. Embora Roberto de Carvalho tenha executado os primeiros acordes de "Ando Meio Desligado", RITA LEE cantou "Desculpe o Auê". O imprevisto, que passou batido pela vocalista, adicionou a faixa inesperada ao repertório, que prosseguiu justamente com "Ando Meio Desligado". Perto do fim do show, "Flagra" pode ser apontada como um dos maiores destaques da noite, consequência da forma coesa que foi conduzida ou do suporte extremamente favorável que veio do público. Por fim, a famigerada "Erva Venenosa" serviu como despedida de RITA LEE após mais uma vitoriosa passagem pela capital gaúcha.

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Em 1h25 de música, RITA LEE não mostrou que possui uma voz brilhante. Na verdade, bem pelo contrário. No entanto, a cantora esbanjou alegria em uma performance divertida e muito animada. A rainha do rock brasileiro ainda empolga muito gente, sobretudo quando consegue reunir em uma noite praticamente todos os seus maiores clássicos. Os fãs deixaram o Teatro do Bourbon Country mais uma vez satisfeitos – há inclusive quem tenha elogiado enlouquecidamente a apresentação na saída. Para encerrar, repito aqui as palavras de despedida de RITA LEE (aparentemente sem nexo algum): "viva o Brasil!".

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Set-list:
01. Agora só Falta Você
02. Vírus do Amor
03. Saúde
04. Pagu
05. Bwana
06. Ti Ti Ti
07. A Hard’s Day Night (Beatles)
08. Bad (Michael Jackson)
09. Banho de Espuma/Chega Mais
10. Doce Vampiro
11. Ovelha Negra
12. Lança Perfume
13. Desculpe o Auê
14. Ando Meio Desligado
15. Flagra
16. Erva Venenosa

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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