Iron Maiden: Duas horas de mais um inesquecível show em SP

Resenha - Iron Maiden (Estádio do Morumbi, São Paulo, 26/03/2011)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Se o ano de 2010 passou em branco, sem shows do IRON MAIDEN pelo Brasil, depois de duas passagens seguidas em 2008 e 2009, esse ano de 2011 começou bem melhor para os inúmeros fãs da “Donzela de Ferro”. Divulgando o mais recente álbum “The Final Frontier”, o IRON MAIDEN novamente passou por São Paulo e, como de praxe, arrastou uma multidão de 50 mil pessoas ao estádio do Morumbi.

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Para a abertura, a escolha foi certeira: CAVALERA CONSPIRACY, a banda de Max e Iggor Cavalera (ex-SEPULTURA). Pontualmente às 19:30hs (até alguns minutos antes), o grupo subiu ao palco para promover as músicas do mais novo álbum “Blunt Force Trauma”, que será lançado dia 29 de março, além de apresentar canções do disco anterior, “Inflikted”, e, é claro, do SEPULTURA.

Em aproximadamente 1 hora de show, o CAVALERA CONSPIRACY mostrou que a retomada da parceria dos irmãos Max e Iggor fez muito bem ao Metal brasileiro e mundial. Os caras continuam afiados e compondo músicas pesadas e empolgantes, merecendo destaque as novas composições que fazem parte do álbum “Blunt Force Trauma”, como “Warlord” e “Torture”.

Se no início da apresentação do CAVALERA CONSPIRACY o público estava ainda frio e muita gente estava pra chegar ao Morumbi, nos minutos finais, com duas dobradinhas de músicas do SEPULTURA, “Refuse/Resist”/“Territory” e “Troops Of Doom”/“Roots Bloody Roots”, a maioria dos presentes não resistiu ao saudosismo e certamente se sentiu em um show do SEPULTURA. A vibração foi geral com as canções da antiga banda de irmãos Cavalera e Max ainda colocou mais pilha ao pedir para que fosse aberta uma roda de mosh na pista Vip. Belo aperitivo para o prato principal: o show do IRON MAIDEN.

E se a pontualidade imperou na apresentação do CAVALERA CONSPIRACY, não deu outra com os britânicos do IRON MAIDEN. “Pontualidade britânica”, como se diz popularmente, e 21hs começou a introdução nos telões.

Alguns minutos depois, os músicos apareceram e começaram mais um show em território brasileiro, logo de cara com as duas primeiras músicas do álbum da turnê, o ótimo “The Final Frontier”. A essa altura o estádio já estava completamente tomado e o público se mostrava empolgado com mais essa visita da “Donzela” a São Paulo.

Embora o som não estivesse totalmente ajustado no início, principalmente com o microfone de Bruce ligeiramente baixo, a empolgação era geral e todos os presentes sabiam o que os esperava: muito Heavy Metal de qualidade!

Com o set list idêntico aos últimos shows executados pela banda, o IRON MAIDEN veio com a proposta de passar por toda a sua carreira e por alguns de seus clássicos, afinal com tantos álbuns de sucesso lançados fica cada vez mais difícil selecionar as canções escolhidas para um show do grupo, sem causar decepção a alguns fãs.

Mas quem acompanha a banda sabia quais seriam as músicas da noite e estava lá mesmo para curtir o show e ver ao vivo as canções serem executadas com a qualidade que é inerente a qualquer apresentação da “Donzela de Ferro”.

Bruce foi sempre muito simpático com o público e não esqueceu de tratar de temas importantes como a tragédia recentemente vivenciada pelo Japão, dedicando a música “Blood Brothers” aos fãs japoneses, sem esquecer de valorizar todo o grande números de fanáticos pelo IRON MAIDEN ao redor do mundo, independentemente de crença, raça ou nacionalidade. Nem preciso dizer que as palavras de Bruce foram aplaudidas com fervor.

O show teve tudo que se esperava. O mascote Eddie apareceu no palco ao som de “The Evil That Men Do”; Bruce levantou a bandeira britânica durante a execução de “The Trooper”, umas das mais esperadas da noite; Janick, Adrian e Dave deram um show à parte nas guitarras; Steve Harris mostrou sua fantástica capacidade e habilidade com o baixo; Nicko McBrain foi preciso e talentoso nas baquetas; sem contar a já citada simpatia de Bruce, além é claro, de sua incrível voz e sua presença de palco.

De quebra, todos foram surpreendidos com o boneco Eddie em versão gigante (8 metros), que apareceu durante a canção que leva o nome da banda, “Iron Maiden”. Eddie surgiu por trás da bateria de Nicko McBrain e fez a grande maioria do público acionar as câmeras fotográficas para registrar essa passagem do show, afinal a banda ainda não havia utilizado o Eddie Monstro na turnê e a primeira vez ocorreu em São Paulo.

Para o bis, o IRON MAIDEN voltou com a famosa introdução da música “The Number Of The Beast”, que já foi cantada em uníssono. Nem preciso dizer que o restante da canção também foi acompanhado pela massa, seguindo-se com “Hallowed Be Thy Name”, até o fechamento com uma das preferidas deste que vos escreve: a clássica dos primórdios da banda, “Running Free”.

Durante a execução da última canção Bruce ainda aproveitou para apresentar cada um dos músicos da banda, que receberam em troca os merecidos aplausos do público. As luzes do palco ainda se mantiveram acesas por alguns minutos, o que gerou uma dúvida se o grupo voltaria para mais alguma surpresa final, mas nada aconteceu e os roadies começaram a trabalhar para desmontar o palco. Era mesmo hora de ir embora, com aquele gostinho de “quero mais” no ar.

De fato show do IRON MAIDEN no Brasil não é novidade, pois a banda já passou diversas vezes por aqui e muitos dos fãs presentes já acompanharam o grupo ao vivo em outras oportunidades. Mas como citado a mim por um repórter que também estava cobrindo o show, acompanhar o IRON MAIDEN ao vivo pode ser comparado a cumprir os rituais que uma religião exige: o fã da banda vai ao show sempre, como quem frequenta uma igreja ou um culto para rezar.

É torcer para que esta verdadeira entidade do Metal chamada IRON MAIDEN volte logo a São Paulo para mais uma vez emocionar os fãs, como fez nesta noite de sábado em 2 horas de mais um inesquecível show.

CAVALERA CONSPIRACY

Banda:
Max Cavalera – Vocal, Guitarra
Iggor Cavalera – Bateria
Marc Rizzo – Guitarra
Johny Chow – Baixo

Set List:
1. Warlord
2. Inflikted
3. Killing Inside
4. Torture
5. Thrasher
6. Sanctuary
7. Terrorize
8. Refuse/Resist
9. Territory
10. Wasting Away
11. Doom Of All Fires
12. Troops Of Doom
13. Roots Bloody Roots

IRON MAIDEN

Banda:
Bruce Dickinson - Vocal
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Janick Gers - Guitarra
Steve Harris - Baixo
Nicko McBrain - Bateria

Set List:
1. Satellite 15... The Final Frontier
2. El Dorado
3. 2 Minutes to Midnight
4. The Talisman
5. Coming Home
6. Dance of Death
7. The Trooper
8. The Wicker Man
9. Blood Brothers
10. When the Wild Wind Blows
11. The Evil That Men Do
12. Fear of the Dark
13. Iron Maiden
Bis:
14. The Number of the Beast
15. Hallowed Be Thy Name
16. Running Free

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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