Scorpions: Fotos e review da apresentação no Rio de Janeiro
Resenha - Scorpions (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 30/08/2008)
Por Lívia Bueno
Postado em 09 de setembro de 2008
No último dia 30 de agosto a banda Scorpions iniciou sua turnê eletroacústica pelo Brasil, apresentando-se no Rio, na HSBC Arena, localizada na Barra da Tijuca. Há mais de dez anos a banda alemã não pisava em palcos cariocas e por isso a expectativa dos fãs era grande.
O público era o mais variado possível, contendo desde coroas fiéis desde os primórdios da banda, até mesmo crianças bem novinhas acompanhadas dos pais entusiastas do grupo. A Arena não estava lotada, talvez por causa do alto custo dos ingressos ou até mesmo por ser um sábado frio e chuvoso, mas o público que compareceu com certeza não se arrependeu e certamente aproveitou e aprovou o show. Pelo menos foi o que concluí ao observar as fisionomias e comentários posteriores.
Antes da apresentação o público se perguntava como seria essa nova experiência eletroacústica, pois para a maioria era uma novidade. Depois de um pequeno atraso, nada significativo, Klaus Meine (vocal), Mathias Jabs (guitarras), Rudolf Shenker (guitarras), Pawel Maciwoda (baixo) e James Kottak(bateria), subiram ao palco levando "Hour 1", seguida de "Coming Home","Bad Boys Running Wild" e "The Zoo".
Na sequência vieram "No Pain No Gain", um dos pontos altos da apresentação e "Coast to Coast", que fechou a primeira parte elétrica do show.
Depois disso, deram início à parte acústica do show, convidando o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura. O brasileiro mostrou-se à vontade perante os alemães e a recíproca parecia verdadeira. Também foram convidadas três "backing vocals" brasileiras e um tecladista, que também fazia as vezes de batedor de lata!
"Always Somewhere" foi a primeira levada nos moldes "unplugged" e abriu caminho para a clássica "Send Me An Angel", "Holiday" e "Dust In The Wind", onde todo o público cantava emocionado.
Klaus começou a puxar "Cidade Maravilhosa" e todos passaram então a acompanhá-lo, inclusive o público que aplaudiu muito a banda ao término da música. Este clássico carioca serviu de estopim para o momento mais exótico da noite, quando iniciou-se uma verdadeira miscelânea de ritmos e a batucada começou. Era samba com pandeiro e percussão, no maior estilo apoteose misturado com pelourinho mesmo! Eu sinceramente não sou muito fã desse tipo de experimento, mas muitas pessoas aprovaram e acharam a iniciativa válida. Tem gosto pra tudo mesmo!
Depois do carnaval, retomaram o show com a também clássica "Wind Of Change", muito bem executada, por sinal. O momento acústico deu-se então por encerrado com "Rhythm Of Love".
Restam no palco apenas James Kottak e o tecladista, que começaram então a duelar um com sua bateria e o outro com sua lata! Depois James fez um solo que por sinal nem foi muito cansativo como a maioria, era o "Kottak Atack". O batera ainda subiu em seu instrumento e levantou a camisa, mostrando sua tatuagem das costas. A pequena multidão aplaudiu e o resto da banda voltou ao palco cheia de gás levando com muito entusiasmo a música "321". Depois vieram "Blackout" e "Big City Nights".
Durante todo o show, entre uma música e outra, Klaus arremessava baquetas para o público, que alvoroçado avançava sobre os objetos. Houve um momento também que ele envolveu-se numa bandeira da banda jogada por um fã e ainda fez poses para suas fotos. A simpatia e o carisma de toda a banda merecem destaque, sem dúvida.
No bis, "Still Loving You" que fez casais e também solteiros levantarem não mais seus isqueiros, mas câmeras digitais e celulares e cantarolarem esse clássico romântico. Parecia que esta seria a última música, mas o show continuou com "Humanity", onde simultaneamente à execução, passava no telão cenas da Amazônia.
A Arena quase veio abaixo quando a banda começou com os primeiros acordes de "Rock You Like A Hurricane", que levantou mesmo a galera. Ao tocarem "A Moment In A Million Years" o show foi realmente encerrado, com a presença de todos os convidados no palco.
A estrutura da HSBC Arena muito me agrada, tanto na parte física quanto na técnica. É possível assistir aos shows confortavelmente tanto da pista quanto da arquibancada, que sinceramente até prefiro. Além disso o som é bastante potente e não houve ruídos ou problemas perceptíveis. A produção visual não teve nada demais, mas o grande painel com a capa do álbum da banda foi satisfatório, assim como o jogo de luzes, bastante sincronizado.
A banda e os convidados estavam bem entrosados, fazendo com que o show fluísse de uma maneira bastante harmônica. Foi muito bom.
Parte elétrica
Hour 1
Coming Home
Bad Boys Running Wild
The Zoo
No Pain No Gain
Coast to Coast
Parte Acústica
Always Somewhere
Send Me An Angel
Holiday
Dust in the Wind
Loving You Sunday Morning
Tease Me Please Me
Cidade Maravilhosa
Wind of Change
Rhythm of Love
Parte Elétrica (2)
Kottack Attack
321
Blackout
Big City Nights
Still Loving You
Humanity
Rock You Like a Hurricane
A Moment in a Million Years
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