Iron Maiden: Após duas horas ainda teve fã que achou pouco

Resenha - Iron Maiden (Pedreira Paulo Leminski, Curitiba, 04/03/2008)

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Por André Molina
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O dia 04 de março deveria se tornar feriado em Curitiba depois do espetáculo realizado pela banda Iron Maiden na Pedreira Paulo Leminski. Os ingleses subiram ao palco pontualmente às 21h após o show de abertura da filha de Steve Harris, Lauren Harris. Além do show, o público de 22 mil pessoas pode presenciar as belezas naturais do local. Formações rochosas, araucárias e até mesmo um lago contribuíram com o cenário da "Somewhere Back In Time".

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Fotos: Makila Crowley

Após a execução mecânica do tema instrumental "Transylvania" (gravada no disco de estréia do grupo), acompanhada de imagens do avião do Iron Maiden, transmitidas pelo telão, o público sentiu a primeira adrenalina com o pronunciamento de Winston Churchill, que antecede a canção "Aces High".


Como no início do famoso show da turnê de "Live After Death", a segunda canção executada pela banda foi "Two Minutes To Midnight". É incrível como o cantor Bruce Dickinson está cantando como na década de 80. Ele teve uma performance muito melhor do que na turnê de divulgação do disco "Fear Of The Dark" em 1992, por exemplo.

Em seguida, o Maiden executou "Revelations", do disco "Piece Of Mind". Na terceira canção o público presenciou o único problema técnico da apresentação. No momento do solo, a guitarra de Janick Gers não apareceu. Ao contrário da apresentação de São Paulo, a qualidade do som de Curitiba estava ótima. Normalmente é difícil equalizar bem o som na Pedreira. O local é semelhante a uma grande cratera, facilitando o surgimento de ecos.

A sessão "Piece Of Mind" continuou com "The Trooper". Uniformizado, o vocalista Bruce Dickinson levantou a bandeira do Reino Unido e deixou a platéia mais excitada.

A cada canção, o pano de fundo do palco mudava de acordo com a discografia. Depois de abordar os discos "Powerslave" e "Piece Of Mind", foi a vez de "Somewhere In Time" ser representado pela canção "Wasted Years".

Em seguida, a banda tocou a clássica "The Number Of The Beast". No início da canção, algo inesperado aconteceu. O cantor Bruce Dickinson trocou a segunda frase da canção pela terceira. O baixista Steve Harris e o vocalista sorriram ironicamente.

A maioria dos fãs sabiam que a nova turnê do Iron Maiden prioriza os discos "Powerslave", "Somewhere In Time" e "Seventh Son Of Seventh Son". Após "The Number", a canção apresentada foi "Can I Play With Madness", que esfriou um pouco os ânimos da platéia.

Em compensação, a música seguinte caracterizou o grande momento do show. Em "Rime Of The Ancient Mariner", a banda pode demonstrar toda sua técnica e musicalidade. Além do fôlego de Dickinson, não se pode deixar de mencionar as performances dos guitarristas Adrian Smith, Dave Murray, Janick Gers e, principalmente, do baixista Steve Harris, que apontava seu instrumento para a platéia como se fosse uma metralhadora.

Ao retornar com a sessão "Powerslave", o grupo aproveitou para executar a faixa título do disco de 1984. Quem esteve presente no show da banda realizado em janeiro de 1985 no primeiro Rock in Rio pôde sentir um ar de nostalgia.

No decorrer da apresentação, o Iron Maiden não deixou a peteca cair. A banda executou canções mais previsíveis como "Run To The Hills", "Fear Of The Dark" e "Iron Maiden" e músicas obscuras que presentearam os fãs mais antigos. A inesperada "Moonchild" com a introdução do "Seventh Son" foi considerada uma das grandes surpresas. Outra que levantou bastante o público foi "The Clairvoyant". Quem se destacou bastante na canção foi o guitarrista Adrian Smith. Em "Iron Maiden", o Eddie de "Somewhere in Time" desfilou no palco e recebeu aplausos. Já em "Fear Of The Dark", Bruce Dickinson subiu no andaime do palco e quase perdeu o tempo para entrar na música novamente.


Para fechar o repertório, como não poderia deixar de ser, a "donzela" apresentou "Hallowed Be Thy Name". Na música que encerrou a apresentação, Bruce Dickinson continuou cantando com vigor e o baterista Nicko Mc Brain "desceu a lenha".

Com um completo show de duas horas de duração, ainda teve fã que achou pouco. Uma das canções que foi bastante pedida, mas não estava no repertório, foi "The Evil That Men Do". Quem sabe na próxima!

A filha do chefe

O show de abertura da banda de Lauren Harris começou às 20h00 e teve meia hora de duração. O som lembra bastante o Hard Rock da década de 80. Os riffs utilizados são parecidos com os de canções oitentistas de Ozzy Osbourne. Percebe-se influência de Van Halen, mas não dá para negar que Lauren pode se tornar uma cantora no mesmo patamar da adolescente Avril Lavigne. Dificilmente seu estilo agradará os fãs da banda de seu pai.

O público recebeu com respeito e aplaudiu bastante, mas estava ansioso para assistir o Iron Maiden. A meia hora de show foi meio longa.

SETLIST:

ACES HIGH
2 MINUTES TO MIDNIGHT
REVELATIONS
THE TROOPER
WASTED YEARS
THE NUMBER OF THE BEAST
CAN I PLAY WITH MADNESS?
RIME OF THE ANCIENT MARINER
POWERSLAVE
HEAVEN CAN WAIT
RUN TO THE HILLS
FEAR OF THE DARK
IRON MAIDEN
Bis:
MOONCHILD
THE CLAIRVOYANT
HALLOWED BE THY NAME


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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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