A morte de Chester e de um pedaço da minha história
Por Marcio Machado
Postado em 21 de julho de 2017
Nesse decorrer de mais de uma década acompanhando bandas que pipocam todos os dias, de músicas que chegam e batem no ouvido e as vezes passam despercebidas, que ficam pelo caminho, há sempre aquelas que desde o início nos acompanham, talvez não com aquele mesmo impacto, mas com seu lugar separado, que quando toca aquela música, te faz pensar, "opa, conheço isso, e conheço bem".
A primeira fixação que tive por uma banda foi com o Nirvana, era incrível ouvir aquela voz rouca, aquela loucura de Kurt no palco, a quebradeira no fim de show, tudo era mágico.
Mas antes de "Come As You Are" causar um impacto em mim, uma outra melodia que todas as tardes tocava na casa de um vizinho me enchia os ouvidos, me cativava e me fazia curioso em descobrir do que se tratava, era "In the End", que só vim a descobrir tempos depois numa conversa aleatória na 5° série, onde um amigo disse ter o CD da banda e com essa música. Peguei o CD e uma leve decepção me bateu, era o "Re-Animation", e a versão da música ali não era a que eu ouvia, não me cativou da mesma forma, então numa época em que acesso à essas coisas não eram tão simples como hoje e por morar em cidade pequena, levei um tempo até conseguir achar o disco que queria, até descobrir que um outro amigo tinha uma cópia, paguei pelo CD em versão pirata ainda, e consegui "Hybrid Theory", ali sim estava a versão que eu queria e muito mais, descobri a banda que me identifiquei, que me ganhou com aqueles berros, sem nem saber do que se tratavam até então, mas me cativaram, eu quis ter aquela banda como preferida, e logo ela ganhou o espaço que o Nirvana tinha, e foi além. Queria tudo que fosse possível com o nome Linkin Park, camisetas, me vestia igual aquela figura central, de cabelos verdes na época, sempre com um óculos escuro no rosto e calça larga, era a imagem que eu quis imitar, que eu quis reproduzir e assim foi, me sentia o próprio com o controle remoto na mão em frente à TV e berrando suas músicas.
O tempo passou, a banda se enveredou por outros caminhos, e eu também, acabou ficando de lado, já não tinha a visão daqueles mesmos olhos dos 16 anos, mas, suas músicas ainda continuavam na playlist, e sempre rolava algo, ainda tinha várias deles como preferidas.
Enfim, ontem me deparo com a triste notícia que Chester Bennington tinha ido embora, tinha perdido a longa batalha que sempre travou, se entregou e foi embora, dizendo alguns adeus entrelinhas em seu último disco, ele se foi...
Chester se foi, mas deixou uma legião de fãs pelo mundo, alguns já saudosistas agora mais velhos, mas que ainda tinham respeito pela figura daquela fase, conseguiu se consagrar, esteve à frente de uma de suas bandas favoritas (Stone Temple Pilots), deu voz aqueles jovens, fez história no rock, mesmo sendo o vocalista da "banda modinha", mas quem se importa?
Foi a primeira perda que tive nesse nível, de algo que fez realmente parte de mim, ontem Chester se foi e levou junto um pedaço da minha formação, da minha juventude, ontem foi doído, ainda dói, mas... Agora ele está em paz, que esteja bem e encontre o que a vida aqui não pode dar à ele, descanse em paz Chester, sua falta aqui vai ser irreparável, mas sua história está conosco, faz parte da minha, e para sempre lhe serei grato...
Morte de Chester Bennington
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