Rock em Análise: Dr. Rock explica as brigas internas

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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Bem-vindo(a) ao consultório do Dr. Rock. Conheça mais sobre a psicologia (ou algo próximo) aplicada no mundo do rock 'n' roll, através de uma análise descontraída e regada aos melhores - ou piores, dependendo do caso - exemplos musicais do gênero. Diploma? Quem precisa disso no mundo do rock? Dito isso, vamos lá!

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Quem nunca ouviu falar nas famosas "diferenças criativas", citadas como motivos para o fim das atividades de uma banda de rock? Claro que já ouvimos todo esse papo furado diversas vezes. E é claro que nós não nascemos ontem...

Direto dos bastidores - e alguns divãs - do rock 'n' roll, posso dizer que, em 90% dos casos, o verdadeiro motivo para o fim é simplesmente... porrada! Sim, meus caros, as tais "diferenças criativas" nada mais são do que uma forma de esconder milhares de "barracos" do mundo do rock. Por sinal, se você tem uma banda, precisa tomar cuidado com a possibilidade de um trágico término das suas atividades.

Note que uma banda é como uma "família" em um ambiente de negócios, algo que não difere da maioria dos ambientes de trabalho, nos quais uma boa convivência entre os funcionários é fundamental! Some a isso o stress das turnês, incômodo de fãs babões em momentos de (suposto) descanso do artista, entre outras "coisinhas" do tipo, e você terá o acúmulo de tensão interna, o que pode transformar uma simples discussão musical em um grande desastre!

Se uma banda - iniciante ou veterana - marcasse uma consulta com o Dr. Rock, a fim de resolver este probleminha, a mesma receberia uma receita bem básica:

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- Tirem férias um do outro ao final de uma turnê. E não veja nenhum dos integrantes da banda durante todo esse tempo, sob risco de querer espancar aquele com quem você teve alguma discussão mais acalorada em determinado momento.

- Não tenham receio de dizer "Me deixe em paz!" aos fãs babões que os importunam em hotéis e aeroportos. A violência física também está liberada nesses casos.

- Seja sempre sincero sobre suas idéias musicais, mas tenha o bom senso de guardar suas sugestões de experimentalismos absurdos para um futuro - e fracassado - projeto paralelo, que não prejudique a sua banda.

- A fim de evitar maiores desentendimentos, aceite a realidade: certos integrantes sempre serão vistos pelo público em geral como líderes da banda, independente de qualquer coisa! Agora, volte a tocar seu baixo ou bateria...

Eu poderia citar mais algumas recomendações, mas creio que já indiquei o básico. Pode até parecer simples brincadeira, mas tudo pode dar certo em uma banda se tais recomendações forem levadas a sério - com exceção dos maus tratos aos fãs mais chatos, embora seja uma idéia bastante tentadora.

De sobra, para quem ainda é iniciante no mundo da psicologia básica das bandas de rock, recomendo o controverso documentário "Some Kind of Monster", do Metallica. Uma bela aula de como tentar administrar as coisas, mesmo quando os músicos da banda se odeiam...

Uma dose de rock 'n' roll em excesso, e até a próxima!




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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