Metal: em favor do nacional e da renovação da cena mundial!
Por Marcos Garcia
Postado em 02 de dezembro de 2010
(Nota: o texto a seguir se trata unicamente da opinião do autor em questão)
Bem, já faz tempo que ando pensando no assunto, e definitivamente, devo ser bem incisivo: o banger brasileiro que me perdoe, mas tem uma mentalidade extremamente falida e ridícula.
Digo isso porque é impossível não notar o potencial comercial de nossa cena metálica, e na quantidade de bandas ótimas daqui que continuam a surgir aos montes todos os dias. Mas o banger brasileiro TEIMA em idolatrar bandas falidas e velhas, cujo trabalho atual está tão distante de seus auges que é algo nauseante que beira a necrofilia.
No âmbito nacional, quantas e quantas bandas ótimas existem por aqui e, infelizmente, acabam sem ter seu trabalho merecidamente reconhecido, sempre à sombra de bandas senis em festivais gigantescos com preços salgados e discos caça-níqueis.
Exemplos? É abrir os olhos e ver!
OZZY e seu disco ‘Scream’ são nauseantes, fazendo com que Randy Rhoads tenha convulsões em seu túmulo, tamanha disparidade do que ele foi e do que faz hoje em dia, e isso sem mencionar que este mesmo sujeito, em 1985, na coletiva durante o Rock in Rio I, disse "Eu não entendo como Ronald Biggs prefere morar no Brasil que em uma prisão na Inglaterra". Essa saiu na edição de um ano da finada revista Metal, de abril ou maio de 1985; o IRON MAIDEN é outro que há tempos anda engasgando, fazendo discos meia boca e vivendo de um passado glorioso, e tenho certeza que se eles ouviram o novo do HALFORD, devem estar mortos de vergonha; METALLICA, depois de discos de nível questionável, e mesmo flertando com outros estilos, tentou uma volta às raízes no "Death Magnetic", mas não dá para esquecer as duras palavras de Lars contra o próprio público na época do lançamento do "Load" ("...é o disco que sempre quisemos fazer, mas que não fizemos antes por causa dos fãs", na coletiva de lançamento do disco, em 1995), fora ter a "icônica" frase "O Metal é uma merda!" propalada aos quatro ventos do mundo, sendo que este mesmo Lars veio dizendo também que "não queria mais o nome da banda associado ao Metal", entre outras pérolas.
E aí estão os mesmos fãs de antes, seguindo quem lhes falta com o devido respeito! Uma das mais famosas desculpas que ouço (e leio) é que "Ah, se eu não for ver agora, posso não vou ver nunca mais!", e particularmente, digo sempre "que seja jamais, pois gosto de ser respeitado!", e como gosto!
O Metal sempre foi um estilo caracterizado pela forte ligação entre os músicos e os fãs, e não acho isso errado, mesmo porque também possuo meus ídolos, mas de forma alguma eu me permito ser maltratado por eles, sejam por palavras, ações ou discos que não faça justiça ao que já foi feito. Até entendo também que as bandas possam passar por uma fase de falta de criatividade, mas quantos discos fracos elas vão fazer?
Do outro lado, estão as bandas novas, e as do Brasil. Os novatos suam a camisa para expor seus trabalhos, tanto aqui quanto lá fora, alguns sublimes e ao nível de obras-primas, mas justamente por não possuírem nome forte, ficam esquecidas no canto, por mais que hoje em dia, em plena era da internet, os bangers vejam que elas existem. Não basta ler uma biografia e achar "putz, é só uma banda de tal estilo", pois ali, há vida, um trabalho a ser respeitado, e que tal Kratos, do game "God of War", estas bandas podem deixar os deuses de cabelos em pé.
Ou será que o banger tupiniquim tem medo de algum novato ousar destronar algum dos grandes e, de fato, o conseguir? E vejam bem, nunca foi tão fácil fazê-lo!
Se faz necessário que bangers, gravadoras, promoters de shows, veículos de mídia e todos os envolvidos tenham aquilo que o WHIPLASH! possui com os mais novos e tupiniquins: Democracia e respeito, pois aqui, tanto faz ser um gigante ou uma banda nova, pois terá o mesmo espaço e respeito. Vamos fazer como a geração dos 80 fez: apoio irrestrito ao Metal Nacional e aos novatos, pois foi assim que bandas como SLAYER, MEGADETH, SEPULTURA, SARCÓFAGO e outros da época puderam crescer e sobreviver...
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