RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Slayer anuncia mais um show em comemoração aos 40 anos de "Reign in Blood"

"Prince é meu herói", disse guitarrista do Exodus e Slayer

Líder do Foreigner, Mick Jones está nos estágios finais do Alzheimer

Nikki Sixx (Mötley Crüe) presta homenagem a Robbin Crosby (Ratt) online

Ex-Kiss, Bruce Kulick passa por cirurgia para substituição de válvula cardíaca

Cavalera Conspiracy participará de evento que celebra 40 anos de "Reign in Blood", do Slayer

O que motivou Rob Halford a aceitar abrir turnê do Kiss com o Judas Priest

Rodolfo revela atitude de Danilo Gentili que o surpreendeu positivamente na TV

O disco do Sepultura que tem vários "hinos do thrash metal", segundo Max Cavalera

Edu Falaschi diz que um pedaço dele morreu com Ozzy: "Não superei ainda"

Por que Michael Schenker se recusou a tocar com Ozzy Osbourne, segundo o próprio

Mikael Åkerfeldt pensou em acabar com o Opeth na época de "Damnation"

Airbourne anuncia lançamento do novo álbum de estúdio para agosto

Os novos detalhes do papo de reconciliação com Rafael Bittencourt, segundo Edu Falaschi

Masterplan divulga "Electric Nights", faixa de seu próximo disco


Bangers Open Air

Public Enemy toca no Brasil e redireciona seu discurso

Fonte: Folha Online
Postado em 29 de outubro de 2003

THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo

Se nos anos 80/90 a luta do Public Enemy limitava-se a seus shows e discos, hoje ela é travada maciçamente pela internet. O objetivo anterior, de derrubar toda e qualquer barreira social --seja de cor, seja de religião--, ainda está de pé, mas quem está na mira dos discursos do grupo hoje são as grandes corporações de música.

Formado há mais de 20 anos pelo vocalista Chuck D, o Public Enemy continua na ponta da produção mundial de hip hop muito por culpa da internet. Além dos serviços comuns de um website normal, a banda utiliza a rede como uma nova forma de comercialização de seus produtos --principalmente músicas.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

O Public Enemy disponibilizou as canções de seus dois últimos álbuns ("There's a Poison Going On", 1999, "Revolverlution", 2002) em MP3 bem antes do que no formato usual, em CD.

O grupo veio ao Brasil em 1991, em show histórico no ginásio do Ibirapuera (SP). Chuck D e turma estavam no auge, após os lançamentos dos essenciais "It Takes a Nation of Millions to Hold us Back" (88) e "Fear of a Black Planet" (90). Eles retornam para o Tim Festival (tocam no dia 1º/11), no Rio, e no Via Funchal (7/11), em São Paulo.

Para falar sobre os shows no Brasil e os planos do Public Enemy para a internet, a Folha conversou por telefone com o líder do grupo, Chuck D.

Folha - Esta é a segunda vez que vocês vêm ao Brasil. O que você achou do show de 1991?

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Chuck D - Gostei muito da apresentação e do clima das pessoas daí. O público realmente conhece e aprecia hip hop. E a luta dos negros no Brasil é parecida com a dos negros nos EUA, embora praticada de formas diferentes. Mas aí ainda há mais mistura do que nos Estados Unidos.

Folha - Quando você começaram, Ronald Reagan era o presidente dos EUA. Hoje, é George W. Bush quem está no poder. As coisas avançaram ou regrediram?

Chuck D - George W. Bush não tem medo de afirmar ao mundo que é ele quem está no comando de todo o mundo. Nesse ponto até mesmo Reagan tinha um certo cuidado. Nós do Public Enemy sempre dissemos que a América precisava olhar mais para o planeta, deixar a arrogância de lado. Não é isso o que acontece hoje.

publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |

Folha - O Public Enemy é um dos artistas mais envolvidos com as possibilidades da internet. Como você avalia essa disputa entre as grandes gravadoras e as pessoas que baixam músicas na rede?

Chuck D - As corporações têm de entender que o público descobriu e começou a usar essa tecnologia antes deles. Agora eles têm de fazer ajustes. Hoje em dia as pessoas vão às lojas e compram apenas o que acham bom. Então o downnload só vai afetar aqueles que não são realmente artistas. Porque os fãs querem ajudar e dar um suporte para seus ídolos. Por exemplo, quando você vê um show do Public Enemy, você assiste a um dos maiores shows do mundo. A indústria não se dá conta disso. Eles estão interessados apenas em vender discos, não se importam como são as apresentações de seus artistas.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Folha - Dá para saber como será a indústria da música em dez anos?

Chuck D - Acho que em três anos a indústria se dará conta de que essa nova forma de distribuição chegou para ficar. Você terá artistas "da internet", gravadoras independentes e artistas das majors, e eles participarão de forma diferente na distribuição. Não acho que a forma convencional de venda de discos será extinta, mas acho que a internet veio para somar. E terá resultados bem realísticos. Acho que estamos entrando num tempo em que o artista voltará a ser mais importante do que o CD que ele está lançando.

Folha - Você diz não acreditar mais no formato de álbum que nós conhecemos hoje. Por quê?

Chuck D - Eu acredito em álbuns feitos a partir de um conceito; e não acredito que muitos artistas estejam fazendo isso. Eles estão fazendo singles e preenchendo discos com músicas que estão ali só para preencher espaço. E isso faz com que as pessoas passem a colecionar, pela internet, apenas os singles. As pessoas estão ficando acostumadas a singles.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Folha - A tecnologia ajuda os artistas a terem mais controle?

Chuck D - Sim, ela permite fazer música, a conseguir um contrato, o marketing, a distribuição...

Folha - Você acha que as gravadoras, e os artistas, conseguirão lucrar com a internet?

Chuck D - Acho que eles podem expor seu material e vendê-lo através de pedidos por e-mail, por exemplo. As gravadoras podem lucrar até com a imagem do artista, negociando merchandising pelos sites.

Folha - O Public Enemy, e o hip hop, sempre foram vistos como música com forte conteúdo político e social, como uma batalha contra o sistema. Você acha que essa luta pode ser ganha algum dia?

Chuck D - Acho que a batalha de fazer as pessoas serem menos influenciadas pela TV e pelo rádio pode ser ganha; ou de o público ter acesso a informações de outros modos.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Folha - O Public Enemy ajudou a moldar o hip hop como o conhecemos hoje. Você está gostando do que ajudou a criar?

Chuck D - No começo, os rappers cantavam pela arte do hip hop, pelas pessoas. Hoje eles cantam por "business".

TIM FESTIVAL
Onde: MAM-RJ (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio)
Quando: de 30/10 a 1º/11
Quanto: de R$ 30 a R$ 80
Como comprar: tel. 0300-789-3350

PUBLIC ENEMY
Onde: Via Funchal (r. Funchal, 65, SP, tel. 0/xx/11/3846-2300)
Quando: 7/11
Quanto: a definir

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - WHIP
Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS