Napalm Death, Carcass e RDP ganham espaço
Fonte: Folha Ilustrada
Postado em 02 de janeiro de 2004
A gravadora Sum Records coloca nas prateleiras de uma vez só a discografia dos grupos ingleses Napalm Death e Carcass, nomes emblemáticos do gênero grindcore, um som extremamente rápido e ultraviolento, com vocais berrados à beira da incompreensão.
O pacotaço traz dez discos do Napalm Death e outros seis do Carcass, todos compreendendo a carreira de ambos dentro do renomado selo Earache Records, responsável por abrigar a nata do estilo desde o seu primórdio.
Formado no início dos anos 80, o Napalm Death é um dos nomes mais respeitados da cena, tendo vital importância na propagação dessa música até os dias de hoje.
Bem distante de grupos cuja abordagem privilegia temas satânicos, o Napalm se credencia pelo cunho de contestação social e política de suas letras, incorporando hardcore, thrash e punk rock no seu som.
Da coleção de CDs, seus dois primeiros discos explicitam bem essas condições, os essenciais e rápidos "Scum" (87) e "From Enslavement to Obliteration" (88). Nesse período, a banda caiu nas graças do renomado DJ inglês John Peel e foi intimada a gravar a tradicional "Peel Sessions".
Sai e entra
Uma verdadeira dança das cadeiras tomou o grupo de assalto no final de sua primeira década de existência, originando novos expoentes para o rock pesado.
Começou com as saídas do vocalista Lee Dorrian, que fundou o Cathedal, banda de doom metal, seguido de perto pelo guitarrista, Bill Steer, que decidiu liderar outro nome forte do grindcore, o Carcass, e terminou com o desligamento do conceituado baterista Mick Harris, que abandonou o barco para se aventurar pelo dub com o Scorn, seu novo projeto.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Os anos 90 trouxeram sangue novo para o Napalm. Danny Herrera assumiu a bateria, Mark "Barney" Greenway (ex-Benediction), os vocais, Jesse Pintado (ex-Terrorizer) e Mitch Harris (ex-Righteous Pigs), as guitarras, e Shane Embury, na banda desde 87, manteve-se no baixo.
Essa formação, que segue até os dias de hoje, lançou dois clássicos imediatos para essa década, "Utopia Banished" (92) e "Fear, Empitness, Despair" (94), títulos presentes nos lançamentos.
Filho pródigo
A banda entrou a seguir numa fase mais lenta e barulhenta, assimilando mais elementos do thrash metal. Novos discos bem menos impactantes sucederam-se e resultam na saída do vocalista Greenway.
Já fora do Napalm, ele assumiu os vocais de um mito do punk grindcore britânico, o Extreme Noise Terror, gravando com a banda o álbum "Damage 381".
Coincidência ou não, o ENT dispensou pouco depois um de seus vocalistas, Phil Vane, que prontamente assumiu os vocais do... Napalm Death.
Ainda não acabou. Greenway reconciliou-se com o Napalm em seguida, voltando a tempo de gravar o novo álbum do grupo, "Inside the Torn Apart", um disco de resgate dos velhos tempos.
Phil Vane caiu fora do Napalm e voltou, adivinhe, para o ENT.
A considerar o pacote, há ainda os discos "Death by Manipulation", curiosa coletânea que traz duas fases e estilos distintos num mesmo disco, com faixas e regravações na voz de Lee Dorrian e de Barney Greenway, e o disco ao vivo "Bootlegged in Japan", gravado durante turnê do grupo em 96, cujas faixas já circulavam entre fãs e foi oficializado pela banda como uma amostra de sua energia descompromissada nos palcos.
Traz músicas de várias fases e um cover poderoso de "Nazi Punks Fuck Off", do Dead Kennedys. A seguir a banda lançou "Words from the Exit Wound", que simboliza o fim do longo casamento de 11 anos com a Earache Records.
NAPALM DEATH. Lançamento: Sum Records. Quanto: R$ 25, em média, cada um (dez CDs).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
O músico que salvou os Ramones e depois deu no pé, deixando os caras na mão
Novo vídeo mostra como está Mingau quase três anos após o tiro na cabeça
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
Steve Harris relembra o dia em que bebeu antes de um show do Iron Maiden
Bruce Dickinson afirma que Blaze Bayley é "um cara fantástico"
O aspecto dos shows grandiosos que incomoda Steve Harris, do Iron Maiden
Floor Jansen promete "volta às raízes metal" em seu novo álbum solo
A banda que realmente criou o heavy metal, de acordo com Eric Clapton
O baterista que estava fora do alcance de Dave Grohl; "fisicamente nem musicalmente capaz"
Adrian Smith já "cobrou" Steve Harris por usar equipamento em show do Iron Maiden
O grupo feminino que Roger Waters despreza por considerar o fundo do poço do gosto musical
O álbum do Iron Maiden que é um dos favoritos de Bruce, apesar dele não ser o vocalista
A razão pela qual sempre que o Metallica tenta tocar Slayer desiste no meio do caminho
Humberto Gessinger explica sua opinião sobre a banda Rush e o formato power trio

Baixista do Napalm Death ficava triste quando ouvia Alice in Chains
O ex-jogador que ouvia heavy metal antes dos jogos para se motivar
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead
Vocalista do Napalm Death acha que Motörhead foi a primeira banda "extrema"
Dez vocalistas que são melhores que os cantores originais de suas bandas
