Grave Digger: 'você não pode matar o heavy metal'
Fonte: AOL Música
Postado em 03 de maio de 2005
Completando 25 anos de estrada, os alemães do Grave Digger vêm ao Brasil prestar tributo aos fãs tupiniquins com a gravação de um DVD especial
Por Thiago Cardim, da Redação AOL
Não há como negar que o Brasil é, definitivamente, um país importantíssimo para o rock pesado. A quantidade de bandas gringas de heavy metal que aportam por aqui todos os anos é prova mais do que definitiva disso. "Vocês têm os fãs mais insanos", tenta definir Chris Boltendahl, vocalista do grupo Grave Digger - que, em maio, passa com uma turnê especialíssima por nossos palcos, comemorando os 25 anos de carreira da banda. "E também têm a sorte de ter o melhor clima do mundo", brinca.
No entanto, assim como fizeram no ano passado os conterrâneos do Edguy, eles não querem deixar suas apresentações por aqui passarem em branco e já avisaram: dia 7 de maio, no DirecTV Music Hall, tem a gravação de um DVD comemorativo. "Nosso setlist especial terá exatamente 25 músicas", revelou o frontman, evitando maiores detalhes.
Em entrevista exclusiva para a AOL, ele comentou o recente (e elogiadíssimo) "The Last Supper", o mais recente álbum de estúdio do quinteto, e aproveitou para fazer uma breve análise da trajetória da banda e também do heavy metal como um todo. "Na minha opinião, os fãs e suas reações continuam os mesmos. O metal sobrevive a todas as marcas e rótulos".
Primeiro de tudo, vamos esclarecer uma coisa: "The Last Supper" é ou não um disco conceitual? Muitos fãs estão insistindo em chamá-lo desta forma porque o disco carrega diversas referências a religião.
Chris Boltendahl: Na verdade, não é um disco conceitual. Mas todas as canções abordam religião ou entâo qualquer uma das diferentes formas de crer em algo.
E sobre a polêmica envolvendo a capa (que traz uma imagem de um Jesus Cristo cabisbaixo, na mesa da Santa Ceia, sendo observado pela Morte)? Os fãs continuam falando sobre isso - vocês chegaram a ser acusados de satanistas?
Não, não, não chegamos a extremos assim. O que aconteceu foi que dois fãs dos Estados Unidos começaram a reclamar da capa, dizendo que tínhamos exagerado. Para evitar maiores irritações, postamos uma mensagem em nosso livro de visitas do site oficial, dizendo que não se tratava de uma mensagem satânica ou algo nesta direção, não há nada nela contra os cristãos. A arte mostra a solidão de Jesus abandonado por seus seguidores.
Os críticos estão sendo praticamente unânimes ao afirmar que este álbum é mais "orgânico" e menos "rude" do que o anterior, "Rheingold". Você concorda?
Sim. Na verdade, nossa idéia era voltar, de maneira extrema, às nossas origens, fazendo uma mistura da sonoridade dos álbuns "The Grave Digger" (de 2001, o primeiro com o guitarrista Manni Schmidt) e "Rheingold" (2003).
O vídeo da faixa-título, "The Last Supper", é muito polítuico, fazendo inclusive alguns "comentários" sobre o presidente George W.Bush. Esta é a opinião da banda sobre os EUA e seu relacionamento com o mundo?
O mundo não é o bastante, não? Quero dizer, os Estados Unidos são a auto-proclamada polícia do mundo e isso pode significar rapidamente o seu fim. É isso.
Por que vocês escolheram justamente o Brasil para gravar seu DVD especial de 25 anos?
Porque vocês têm os fãs mais insanos e São Paulo é, definitivamente, a capital do heavy metal.
Que surpresas podemos esperar do show? O setlist vai ser maior do que o da turnê comum?
Vou guardar as surpresas para o show. Mas tudo que posso dizer é que nosso setlist especial terá exatamente 25 músicas.
Vinte e cinco anos depois - nesta duas décadas, o que você acha que mais mudou no heavy metal e especificamente no Grave Digger?
Naturalmente, a parte técnica mudou bastante, seja no que concerne os shows ao vivo ou os estúdios. Mas o que é mais estranho é que, na minha opinião, os fãs e suas reações continuam os mesmos. Não dá para matar o heavy metal. Sobrevive a todas as marcas e rótulos. Quanto ao Grave Digger, naturalmente nós envelhecemos e ficamos mais relaxados, mas ainda é uma aventura entrar em turnê ou ir para o estúdio, exatamente como era nos primeiros anos.
Por que diabos a Alemanha faz tantas e tantas boas de heavy metal? O segredo está na água? [risos]
Porque nós temos um desejo extremo de sobreviver e...bem, você sabe...só os melhores sobrevivem [risos]. Não, eu não posso te dizer o motivo exato. Mas tivemos muita sorte de ouvir monstros sagrados como Black Sabbath, AC/DC, Judas Priest e aprendeu o que eles queriam dizer. Mas eu te digo: não importa o que aconteça, vocês têm a sorte de ter o melhor clima do mundo [risos].
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
Neal Schon rebate declarações de Arnel Pineda sobre pedido de demissão
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Criação do Angra passa por influências que vão de Helloween a Tom Jobim
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
O guitarrista com o qual Ronnie Romero (ex-Rainbow) se recusaria a trabalhar
Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Quando Roberto Carlos se aproximou do Heavy Metal nos anos 80 com uma música sombria
"Hi Regis, I'm Paul!": o dia em que Paul McCartney ligou para Regis Tadeu
O recado sem-vergonha que Raimundos escondia no material que ia para rádios populares






