Europe: resenha de show nos EUA e entrevista com Joey

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Fonte: Rockeyez
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Matéria de 08/09/05. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O site Rockeyez fez um review da passagem do Europe pelos Estados Unidos, na casa de shows B.B.King, de Nova York. Confira a tradução:

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"O Europe subiu ao palco da casa de shows B.B.King as 21:15 minutos com sua formação original, contanto com Joey Tempest (vocal, guitarra e violão), John Norum (guitarra e backing vocals), Mic Michaeli (teclado e backing vocals), John Levén (baixo) e Ian Haugland (bateria). O show seria transmitido via rádio pelo DJ Eddie para toda cidade de Nova York. Desde 1988 que o Europe não se apresentava pelos Estados Unidos.

Ao surgir os primeiros acordes, o público que lotou a casa de shows surgiu como se fosse uma erupção. O vocalista Joey Tempest surgiu com a música “Got To Have Faith”, do novo álbum “Start From The Dark”. A música é poderosa e contagiante, mais sabemos que o Europe da década de 80 sempre será o melhor. Joey Tempest continua cantando como nunca, mas não tem mais um alcance de voz tão alto como ele tinha nos anos 80.

Logo em seguida a energia da banda eletrificou a multidão com clássicos do álbum “Out Of This World”, como “Ready Or Not”(Joey também tocou guitarra), “Superstitious” e “Sign Of The Times”, além de “Girl From Lebanon”, do álbum “Prisioners In Paradise”. Vimos à precisão incrível dos solos de John Norum executada nessas músicas, todas da época do guitarrista Kee Marcello. Isso mostrou ao público que com a volta do virtusoso John Norum a banda, Kee Marcello nem faz falta.

Tivemos algumas surpresas no set list, como a falta de clássicos do álbum “Wings Of Tomorrow”, “Open You Heart”, “Scream Of Anger” e “Stormwind”. A única música executada desse álbum foi à própria faixa-título, o que acabou sendo uma surpresa para todos. “Seven Doors Hotel”, do primeiro álbum, “Europe”, foi enaltecida pelo público e teve seu refrão cantado em uníssono. A banda mostrou que todos esses anos longe dos palcos não fez diferença nenhuma na performance de seus integrantes, e posso dizer que soou incrível essa música, principalmente o dueto de John Norum e Joey Tempest nas guitarras no meio da música.

As músicas antigas do Europe soaram muito mais pesadas e modernas, e conferimos também as músicas novas ao vivo, como “Flames”, “America” e “Wake Up Call”, que foram muito bem recebidas, e tiveram total aprovação do público.

A interação banda/público era extremamente intensa, e John Norum deu uma amostra de seu virtuosismo numa música instrumental maravilhosa, com licks e melodias na guitarra que foram ovacionadas pela multidão. O tecladista Mic Michaeli e o baterista Ian Haugland (sempre interagindo com o público) também tiveram seus momentos solo, com aplausos de todo o público.

A música “Hero”, do novo álbum “Start From The Dark”, é provavelmente a melhor música do novo álbum. Ela foi feita em homenagem a um grande ídolo da banda, o vocalista e baixista do Thin Lizzy, Phil Lynott (que morreu em 1986). A música soou maravilhosamente perfeita, emocionando o público, principalmente durante o solo, aonde mais uma vez John Norum e Joey Tempest fizeram dueto no solo de guitarra, bem ao estilo Thin Lizzy.

A balada “Carrie”, clássico do álbum “The Final Countdown”, acabou decepcionando um pouco os fãs, pois Joey a executou de forma acústica sozinho, e essa música ficou muito diferente com a falta do piano e da guitarra. Enquanto ela era tocada, o restante da banda deu um descanso.
Outra música que deixou a desejar foi “Yesterday’s News”, que não saiu em nenhum álbum de estúdio do Europe, só em single. Ela soou muito diferente com John Norum na guitarra, que já tinha afirmado antes que não gostava dessa música.

Na seqüência veio o hit “Rock The Night”, que levou a galera à energia total. O clássico do álbum “The Final Countdown” contagiou o público, que cantou toda a música tão alto que nem dava pra escutar a voz de Joey Tempest. Na seqüência veio a faixa-título do novo álbum, “Start Fom The Dark”, que foi cantada e aceita totalmente pelo público.

Para encerrar o show, dois clássicos do álbum “The Final Countdown”. Primeiro veio Cherokee, que é uma música poderosa, sendo cantada por todo o público. Para encerrar claro que naturalmente a própria “The Final Countdown”, que levou a multidão à loucura. O vocalista Joey Tempest mostrou uma ótima presença, e a música foi cantada em uníssono, sendo o melhor momento da apresentação. O lance curioso do show é que na turnê de verão do Europe ano passado (antes do lançamento de “Start From The Dark”), o teclado estava quase que desaparecido em todas as músicas, inclusive Cherokee e The Final Countdown (aonde o teclado aparece mais), pois a guitarra estava bem mais alta em todas as músicas. Na turnê de “Start From The Dark”, a guitarra continua dominando no volume, mas em todos os shows, quando chega no final com Cherokee e The Final Countdown, ela quase desaparece, e o teclado surge soberbo em quase toda a música. O único momento em que podemos ouvir a guitarra bem alta é na hora dos solos dela.

O Europe continua uma grande banda, com grandes músicos talentosos e uma performance muito boa, apesar do baixista John Levén ter decepcionado um pouco neste quesito, pois é muito parado. A banda é de altíssimo nível técnico, em especial John Norum, que é um guitarrista fenomenal".

O mesmo site realizou uma entrevista com o líder e vocalista da banda, Joey Tempest; veja a tradução:

"Ele é o responsável pela criação de um dos maiores hits de todos os tempos. Se você viveu os 80, com certeza sabe que a música “The Final Countdown” foi um dos maiores sucessos daquela década. E após 19 anos do mega-sucesso do Europe, o líder, vocalista e compositor Joey Tempest nos concedeu essa entrevista, pois a banda acabou de terminar uma turnê mundial após mais de uma década parada. O Europe lançou em 2004 o álbum “Start From The Dark”, um trabalho diferente de qualquer álbum da banda que você já viu. Joey estava em Londres, com sua esposa Lisa, e recentemente houveram boatos sobre seu possível falecimento nos atentados na cidade, mas ele contou para nós que isso foi apenas um boato. Confira na entrevista"

Rockeyez - De quem foi a idéia de reunir o Europe após mais de 10 anos afastados ?

Joey - Bem... depois da turnê de “Prisioners In Paradise” em 1992, todos nós estivemos sempre em contato um com o outro, e sabíamos que um dia o Europe iria se reunir de novo.

O final de ano de 1999 foi um pequeno suspiro para nossos fãs. Tocamos a poucas horas da virada do milênio “The Final Countdown” e “Rock The Night” ao vivo, para mais de 700.000 pessoas que nos acompanharam pela TV em Estocolmo.

Rockeyez - O Europe ficou na ativa de 1982 até 1992, foram 10 anos vocês todos juntos. Você sentiu falta de tocar junto com a banda durante todos esses anos ?

Joey - Sim, pois o Europe tinha uma energia muito grande, especialmente quando John Norum era da banda, e ele saiu no final de 1986. O conheci quando tinha 15 anos, éramos muito novos, e além de ser um excelente músico, é também um grande amigo.

Rockeyez - Qual foi a primeira canção que a banda escreveu para “Start From The Dark”?

Joey - A primeira canção foi “Got To Have Faith”, a faixa de abertura. Nós partimos do risco ! Queríamos fazer algo moderno, pesado e algo que seria relevante agora. John Norum enviou alguns riffs para mim em Londres, e eu comecei a unir as coisas. Escrevi as letras e quando percebi que estava tendo uma nova música, enviei para toda a banda. O álbum é ainda melódico, mais é também um álbum de peso.

Rockeyez - “Start From The Dark” é o álbum mais pesado da discografia da banda. Pareceu que vocês quiseram voltar às raízes, como nos primeiros álbuns, “Europe” e “Wings Of Tomorrow”, álbuns na qual vocês ainda não eram famosos mundialmente. Isto é um retorno intencional a suas raízes ?

Joey - Não. Eu não posso explicar o que aconteceu exatamente, mas quando eu e John Norum começamos a escrever, era muito óbvio que isto estava indo ser um álbum com a guitarra mais orientada. Nós dois nunca escrevemos tanto juntos como nesse álbum. Antes eu criava as letras e os riffs, e ele criava os solos. Agora nós escrevemos as letras e fazemos os riffs juntos.

Rockeyez - Como os fãs têm respondido com o novo álbum ?

Joey - Bem... estamos tendo dois tipos de resposta. Uns dizem “nós adoramos, mas gostamos das músicas antigas”. Há gente também que com o novo material se opôs ao que fizemos antes. Mas estamos ansiosos para gravar já um novo álbum. Já estamos nós preparando para entramos em estúdio e colocarmos um novo álbum de estúdio em 2006. Antes disso iremos lançar nosso DVD ao vivo em Londres, e também nosso CD ao vivo gravado no Japão. Tudo foi gravado durante a turnê de “Start From The Dark”.

Rockeyez - A produção de “Start From The Dark” foi absolutamente surpreendente. E mais uma vez por Kevin Elson ?

Joey - Trouxemos de volta Kevin Elson para produzir esse álbum, que foi o sétimo de estúdio de nossa carreira (“Lebaron Boys” não é um álbum oficial). Ele foi o responsável pela produção de The Final Countdown e naquela época tínhamos 22 anos. Ele tinha sido recomendado naquela época pela Sony, logo depois de termos assinado o contrato. Gravamos o álbum na Suíça e mixamos nos Estados Unidos. Quando começamos a projetar “Start From The Dark”, resolvemos trazê-lo de volta, e todo o processo foi feito na Suécia.

Rockeyez - E como foi a escolha do set list e a turnê de “Start From The Dark” ?

Joey - Quanto ao set list, nós decidimos misturar músicas antigas e novas. Pegamos as que nós achamos melhores do novo álbum, e misturamos as músicas antigas da banda, colocando mais músicas dos álbuns “The Final Countdown” e “Out Of This World”. Colocamos músicas de todos os álbuns para agradarmos os fãs, e tocávamos algumas músicas antigas que não estavam no set list, como no Japão, “Ninja” e “The King Will Return”. A turnê foi maravilhosa e tivemos uma audiência muito boa na Europa, como na Espanha, na Itália, na Alemanha, na Inglaterra, na Suécia, na Holanda, na Bélgica e em outros países europeus. Tivemos nos Estados Unidos, mas esperávamos uma audiência maior por lá, mais a turnê também foi boa também. No Japão nós fomos muito bem recebidos também, tanto que escolhemos lá o local para nosso novo álbum ao vivo.

Rockeyez - Sobre os atentados de Londres, houve uma série de boatos de que você tinha morrido no ataque. Os fãs com certeza ficaram chocados com isso. Como você reagiu a isso ?

Joey - Eu estava em Londres com minha esposa Lisa no dia desse acontecimento terrível. Mas na hora do ataque nós estávamos em casa e nada aconteceu com a gente. Sei que os atentados são uma coisa terrível que prefiro não comentar. Quanto aos fãs, eles ficaram chocados com os boatos, mas eu mandei uma mensagem à página oficial da banda, avisando que eu e minha esposa estávamos bem e agradeci a preocupação dos fãs.

Rockeyez - Já são quase 20 anos do lançamento do álbum “The Final Countdown”. A faixa-título, junto com “Rock The Night” e “Carrie”, são tocadas nas principais rádios de rock de todo o mundo até hoje . Como você se sente com isso ?

Joey - Muito feliz ! Há um ano atrás, fui entrevistado por uma revista americana, e eles me disseram que a música “The Final Countdown” é muito tocada em eventos esportivos, uma coisa que eu não sabia muito bem. Essa música na verdade era apenas para ser uma faixa de abertura para nosso terceiro álbum, pois “Rock The Night” já era famosa na Suécia, e “Carrie” nós sabíamos que seria um sucesso. Eu tinha o riff de “The Final Countdown” guardado na gaveta e quando estava na faculdade eu resolvi colocar uma letra para ela. Acabou se tornando poderosa essa música !

Rockeyez - Gostaria de acrescentar alguma coisa pra encerrar Joey ?

Joey - Quando éramos novos tínhamos um sonho. Queríamos fazer sucesso como o Deep Purple e o Thin Lizzy. Nós escutávamos seus álbuns ao vivo, e queríamos sair em turnê, fazendo shows pela Europa, pelo Japão e pelos Estados Unidos. Graças ao sucesso do álbum “The Final Countdown”, nós conseguimos alcançar esse sonho. Então queria dizer aos fãs que nós continuaremos nosso trabalho e que ano que vem estaremos com um novo álbum de estúdio. Nós não iremos parar mais, vamos fazer outra turnê mundial e esperamos desta vez começarmos a turnê pela América.

Tradução da resenha do show por Adalto Guedes, e entrevista por Renan Norum.

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