Napalm Death: bebidas, Motown e vegetarianismo
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Charleston Daily Mail
Postado em 15 de setembro de 2006
Jake Stump, do jornal americano Charleston Daily Mail, recentemente entrevistou o frontman do NAPALM DEATH, Mark "Barney" Greenway. Alguns trechos desse papo:
Sobre a mudança recente da composição de músicas curtas no estilo punk para uma banda de death metal mais técnica: "Você começa a querer fazer mais do que alguns álbuns com músicas de um segundo. Você acaba ficando sem idéias. Ainda fazemos as coisas com o mesmo estilo furioso, mas as músicas agora têm uma textura mais elaborada. Ao mesmo tempo, você não quer que suas músicas fiquem muito longas. Se passar de uma certa duração, a música perde o ‘feeling’".
Sobre o novo disco, "Smear Campaign", que sai na semana que vem: "Este é o álbum mais conceitual que já fizemos. Ele discute religião com a perspectiva da liberdade de pensamento. É claro que isso já foi feito em muitos álbuns, mas agora fomos um pouco mais fundo. A religião está causando mais problemas ao invés de resolvê-los e, como uma pessoa que tem liberdade de pensamento, acho que também está separando as pessoas cada vez mais. Eu acredito num mundo mais pacífico e me confunde bastante o fato de que as pessoas não conseguem confiar nelas mesmas".
Sobre o apoio aos direitos dos animais e à organização People for the Ethical Treatment of Animals (PETA): "Sou vegetariano desde os 14 anos, então isso é natural para mim. É uma escolha pessoal e saudável".
Sobre os limites ao seu consumo de álcool: "Eu não bebo quando estou em turnê. Isso simplesmente não me faz sentir bem. Eu posso tomar alguns drinks em casa mas, além disso, eu normalmente não gosto".
Sobre sua coleção musical: "Tenho coisas da Motown na minha coleção, além de um pouco de música ambiental. Sou um fã de música. Mesmo se o seu gosto musical não seja muito eclético num primeiro momento, ele se amplia quando você está numa banda e na estrada".
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