Deicide: Glenn fala sobre satanismo e o futuro

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blasting Zone
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Matéria de 03/09/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O site Blasting-Zone.com recentemente fez uma entrevista detalhada com o frontman do DEICIDE, Glen Benton, conhecido por não ter papas na língua. Alguns trechos desse papo:

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Blasting-Zone.com: O que você pode nos dizer sobre o novo álbum?

Glen: Pra mim, foi excelente porque eu procurei ser eu mesmo. Eu procurei compor do meu jeito, sem ter nenhuma energia negativa em volta de mim. Fiz tudo de uma maneira divertida, pra mim e pro Steve também. Nós nos divertimos bastante compondo esse álbum. Tínhamos muito o que provar. Acho que a linha melódica no álbum está diferente e mais intrincada. Steve disse que esteve simplificando as partes de guitarra durante anos para que aqueles dois pudessem tocá-las. Mas não vamos mais fazer isso.

Blasting-Zone.com: Até que ponto é verdadeira a sua dedicação ao Satanismo? Como você responde àqueles que insistem que tudo é encenação?

Glen: Eu tenho quase quarenta anos. Estou pouco me fu**ndo pro que as pessoas pensam. Eu acredito naquilo que falo e tenho sido sincero há uns vinte anos. Então eu devo tentar convencer as pessoas daquilo em que acredito? Não. Eu penso assim: É pegar ou largar, cara. Tô pouco me fu**ndo pro que as pessoas pensam. Quando eu escrevo, eu escrevo do fundo da minha alma e é isso o que eu revelo de mim mesmo. Para ser um Satanista, eu tenho que... dançar ao redor de uma fogueira e sacrificar coisas por nada? Não. Isso é uma estupidez, cara. Isso é Satanismo de Hollywood pra mim. É como o Cristianismo. É uma filosofia, cara. Eu vivo minha vida assim: você me ferra, eu te ferro, sacou? É simples assim. Nada dessa baboseira de ‘dar a outra face pra bater’. Nunca vai ser assim comigo. Eu fico sentado numa sala escura cantando e essa merda toda? Não, isso é coisa de retardado, cara. Eu fico andando por aí dizendo ser o diabo? Não. Eu canto aquilo que canto. É você quem deve decidir no que acreditar.

Blasting-Zone.com: Como você vê o DEICIDE daqui a dez anos?

Glen: Eu acho que as coisas vão começar a estourar, especialmente... quando começarem a passar o vídeo na MTV. As coisas estão ficando cada vez melhores, cara. Não somos mais tão jovens e conseguimos progredir, enquanto muitas outras bandas não conseguiram. Uma mudança pessoal tão grande é demais pra qualquer um. Mas nós superamos isso, então agora estamos num momento muito bom. Nos livramos dos Hoffmans e agora estou com tanto trabalho que nem sei por onde começar. Temos contratos de publicidade vindo de todo lugar, cara. Não tem nada além de coisas positivas acontecendo agora. Quando eles estavam por perto, era só desânimo e tristeza. Tudo o que havia em relação a eles e tudo o que vinha das suas bocas era simplesmente negativo. Eles nem mesmo conseguiam alugar o próprio veículo pras turnês. O Steve tinha que ligar pra locadora e alugar a p**ra da van pra eles. Eu odeio usar a palavra “retardado” porque pessoas retardadas não merecem ser comparadas àqueles dois babacas, sacou? Se você colocasse as inteligências dos dois juntas, daria a de um semi-analfabeto. Um deles nem consegue escrever. Sempre que ele posta alguma coisa no Blabbermouth, sabemos que é ele (risos). Isso é o que acabou com eles, cara. Steve era o único elo de ligação entre mim e eles, sabe? O Steve manteve esta banda unida durante anos porque era o intermediário entre mim e aqueles dois fu**dos. Quando o pai do Steve faleceu, Eric Hoffman entrou no Blabbermouth e postou um monte de comentários ofensivos sobre a morte do pai do Steve. ‘Isso é o que você merece, seu traidor filho da p**a’. Esse tipo de coisa. Então o Steve me ligou e disse: ‘Bem, a turnê de reunião já era’ Eles selaram o próprio destino. Eles são os próprios inimigos. Eles fizeram essa merda toda pra si próprios. Quando você diz alguma coisa sobre o falecimento do pai de alguém dessa maneira na Internet, em público... eles se ferraram, cara. Agora o Steve não sente nada além de ódio por aqueles dois fu**dos, cara. Depois dos primeiros dois shows não ouvi mais ninguém gritar por Eric ou Brian. Esses dois se queimaram mesmo, sacou? Agora estamos nos divertindo e as pessoas notam isso. Antes, depois de uns trinta e cinco minutos, eles saíam do palco e me deixavam lá. Agora tocamos uma hora e trinta e cinco minutos e todos ficam satisfeitos. As pessoas costumavam reclamar por que nossos shows eram curtos, mas agora que nos livramos desses problemas, as coisas estão onde deviam estar, sacou?

Leia a entrevista completa no site Blasting-Zone.com.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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