Max sobre reunião com Igor: "Foi uma noite mágica!"
Por Glauco Silva
Fonte: KNAC.com
Postado em 03 de setembro de 2006
Debby Rao, da KNAC.COM, recentemente conduziu uma entrevista com o frontman do SOULFLY, Max Cavalera. Seguem trechos da conversa:
KNAC.COM: Max, é uma honra estar falando com você. Vamos falar sobre a recente reunião que rolou em 17 de agosto. Deve ter sido especial ver seu irmão Igor subir ao palco para vocês tocarem juntos.
MAX: Sim, foi realmente especial. Principalmente porque tudo ocorreu há 10 anos atrás, o memorial para Dana [ou "D-Low" Wells, enteado de Max que morreu num acidente de carro em 96], e fazia quase o mesmo mesmo que eu não tocava com Igor. Eu não o vi por 10 anos... exatamente o mesmo tempo. Foi muito legal ele ter vindo pra cá e passar um tempo conosco, e decidimos fazer uma jam em 2 sons: "Attitude", que foi escrito sobre o Dana (no disco "Roots"), e na "Roots Bloody Roots". Foi realmente uma noite mágica.
KNAC.COM: O público deve ter ido à loucura com essa performance. Descreva a reação deles quando Igor subiu ao palco.
MAX: Eles não acreditavam. Eu podia ver alguns rostos na primeira fila, os caras estavam realmente viajando. Não sabia que isso ia acontecer até uns 2 dias antes. Eu estava na Europa. Falei com o Igor no telefone, e ele disse 'estou indo, cara.' Já ouvi isso antes, mas nunca acreditei. Ele veio mesmo. Na hora em que pisou no palco, o pessoal sabia que era ele. O Igor entrou na jam percussiva, que sempre rola com gente diferente. Nessa hora eu normalmente batuco com com amigos e o pessoal do SOULFLY. É uma das horas que mais gosto do show, quando puxo alguém do público pra tocar percussão comigo. O Igor entrou nessa parte. Ele subiu ao palco, deu uma olhada e saltou para detrás da bateria, aí tocamos "Attitude". Então, também foi bem legal o jeito como ele foi apresentado. Foi minha própria idéia... ele entrou no meio da jam, como qualquer um, e ficou pra tocar a música. Ele gostou da idéia... foi muito legal.
KNAC.COM: Quais as chances de isso ocorrer novamente na turnê do SOULFLY, que deve iniciar em 18 de setembro?
MAX: Nunca se sabe. Temos 2 turnês do "Dark Ages" agendadas, a americana e depois na Austrália com o MEGADETH. Pode até acontecer. A música é como um mundo diferente, onde as coisas acontecem e mudam de repente. Você fica decepcionado e depois é surpreendido, passa por altos e baixos. É um modo de vida louco (risos). Aprendi uma coisa sobre música: numa hora é extremamente feliz, na próxima você pode estar extremamente irritado.
KNAC.COM: você acha que o SOULFLY deve lançar um novo álbum no ano que vem?
MAX: Espero que sim. Queria fazer uma continuação do DVD. O 1º saiu bem legal, e do modo como foi feito. Eu gostei como ele foi montado. Tenho mais uma quantidade enorme de material que gostaria de mostrar às pessoas. Algumas coisas que fizemos no decorrer de nossa carreira, lugares diferentes que conhecemos: Kosovo e a África. E também o show que fizemos na base dos Marines em Camp Lejeune (Carolina do Norte). Foi uma experiência inacreditável. Nosso palco de bateria era um tanque, e estávamos conversando com os Marines que iam para o Iraque. Foi incrível. Uns 200 Marines viram nosso show, e o SOULFLY ganhou uma medalha, disse que isso é mais legal que qualquer disco de ouro que já ganhamos. É mais difícil conseguir algo assim, um disco de ouro foi mais fácil. Um Marine disse: "o SOULFLY devia tocar lá, sua música resolveria todos os problemas pois daria um gás especial no pessoal."
KNAC.COM: algo a acrescentar para os fãs sobre a próxima turnê do SOULFLY?
MAX: Estou ansioso por ela, já faz muito tempo. Acabamos de passar 3 meses na Europa. Meus fãs no Brasil estão querendo me matar, não toco lá desde 2000. Estou comprometido a apresentar os shows mais animais de toda esta turnê, independente de quantas pessoas apareçam. Se forem 10 ou 10 milhões, eu vou lá e faço meu trabalho. Eles são os nossos fãs. Estamos prontos pra tocar, estou muito entusiasmado.
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