'Quinto beatle' lança disco e se aposenta

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Por Mike Collett-White, Fonte: UOL Música
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Matéria de 18/11/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

LONDRES (Reuters) - O lendário produtor George Martin, chamado de "o quinto beatle" por seu trabalho nos discos da banda, atraiu críticas com um ousado novo disco baseado nas músicas do quarteto inglês, mas, aos 80 anos, considera sua missão finalmente cumprida.

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"Love", uma parceria de Martin com seu filho Giles, é a trilha sonora de um espetáculo do Cirque du Soleil sobre os Beatles em Las Vegas.

Usando a mais avançada tecnologia, os Martins colocaram "camadas" de músicas superpostas, de modo que "Strawberry Fields Forever" também tem elementos de "Penny Lane" e "Hello, Goodbye", enquanto "Come Together" se combina com "Dear Prudence".

O CD da EMI, com 26 faixas, apresenta só músicas originais dos Beatles, com exceção do arranjo de cordas que George Martin fez para "While My Guitar Gently Weeps".

O primeiro obstáculo para trabalhar com os direitos da banda, o que significa ter o consentimento de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono (viúva de John Lennon) e Olívia Harrison (viúva de George Harrison). É difícil imaginar que eles dariam a autorização para outro que não fosse Martin.

"Produzimos uma fita de 13 minutos mostrando como achávamos que o show soaria. Nós a tocamos individualmente para Paul e Ringo, Yoko e Olívia, e para nossa surpresa e também gratificação todos adoraram. Eles disseram: 'Fantástico, vá em frente e faça isso"', contou o produtor à Reuters.

Os quatro, segundo ele, apareceram nas sessões de produção nos estúdios Abbey Road, onde os próprios Beatles gravaram.

"Eles estavam intrigados, ansiosos. Foi um processo colaborativo o tempo todo. Eles adoraram o que fizermos. Acho que não decepcionamos."

McCartney disse ter incentivado a dupla de pai e filho a fazerem o disco mais experimental que pudessem ousar.

"Nós os incentivamos a bagunçar o quanto quisessem e mais um pouco", disse McCartney em um vídeo preparado para o lançamento de "Love", na sexta-feira. "Ver as coisas dos Beatles ficarem mais chamativas e mais novas: é como mágica."

Giles disse que ficou mais tranquilo com a companhia do pai. "Pude me esconder atrás dele quando a artilharia começou, e isso deixou o trabalho muito mais fácil, porque do contrário seria uma tarefa impossível vir ao Abbey Road e até mesmo tocar em uma fita dos Beatles", contou ele à Reuters.

Os Martins acreditam que "Love" reforce o legado dos Beatles, que continuam influenciando bandas hoje em dia.

Sobre o Oasis, banda sempre comparada aos Beatles, George disse que "eles se modelam provavelmente demais nos Beatles, são um grupo muito bom, mas de fato não tão bom quanto os Beatles."

Com problemas de audição, George diz que esse é seu último álbum.

"Devo dizer que tive uma carreira bem boa. Comecei com os Beatles em 1962, e eles romperam por volta de 1970, de modo que tivemos um longo período juntos."

"['Love'] é a última coisa que eu devo pensar em fazer, porque em dois meses terei 81 anos, e estou pensando em me aposentar precocemente", brincou.

Ele acha que Lennon teria reclamado de ver sua música como parte de um musical em Las Vegas, mas que no final seria convencido pelo resultado.

"John, com todas as suas intervenções, às vezes era realmente conservador em dar saltos no escuro, especialmente no que dizia respeito ao entretenimento. Ele não era uma pessoa do entretenimento, mas era um grande caráter."

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