Dragonforce: "Ou nos amam, ou nos odeiam"
Por Roberto Soares
Fonte: Blabbermouth
Postado em 05 de dezembro de 2006
David Priest do site "OnTrackMagazine.com" recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Hermal Li do DRAGONFORCE. Seguem alguns trechos da conversa:
OnTrackMagazine.com: Eu sei que há alguns fãs confusos se perguntando o que aconteceu com o lançamento americano do novo CD, "Inhuman Rampage". Eu sei que vocês assinaram um contrato com a Roadrunner Records, mas qual foi o motivo do atraso de lançamento? De início o CD deveria ser lançado pela Sanctuary e então, do nada, não foi. O que aconteceu?
Herman: Bom, era previsto ser lançado pela Sanctuary, eles chegaram a gravar os CDs. E então basicamente, a Roadrunner veio conversar conosco porque não foi feito muito nos últimos dois álbuns na América. Então pensamos, "Bom talvez teremos a chance de lançar o álbum em qualquer lugar que você possa ir e comprar como lojas de música e tal." E foi quando começamos a falar com Roadrunner, acho que quando terminamos de gravar o álbum. Assinamos novamente com eles na Inglaterra e outros países e agora nos EUA.
OnTrackMagazine.com: Então como o contrato com a Roadrunner começou?
Herman: Simplesmente me mandaram um e-mail através do site.
OnTrackMagazine.com: (Rindo) Oh, bem legal, eles que procuraram por vocês?
Herman: Sim, sim! E simplesmente disseram, "Nós adoramos o trabalho de vocês! O que vocês estão fazendo? Com quem assinaram? O que está acontecendo?" Foi simplesmente assim , estranho não? Simplesmente, "o que está rolando"?
OnTrackMagazine.com: Isso é muito legal, quando um artista não precisa se esforçar tanto para conseguir o que quer e vocês são bons o bastante para que eles viessem atrás de vocês. Isso é ótimo. Mudando de assunto, o estilo de música que o Dragonforce toca, é uma combinação do old school Speed Metal e o tradicional Power Metal, mas diferente de tudo que ja foi feito. Quando a banda foi formada, velocidade era o principal objetivo para vocês?
Herman: Isso vem mais do Thrash e do Death Metal que ouvíamos. Eu tocava em uma banda de Thrash/ Death e Sam também, então, tipo que simplesmente aconteceu naturalmente quando começamos a tocar. Quero dizer, nós gostamos de todo esse Power Metal e do tradicional Classic Rock e tal, mas também de muitas coisas novas, como, Death Metal e antigo Thrash e coisas Escandinavas. Começou com AT THE GATES e foi até sei la eu...isso que influenciou a parte do Speed.
OnTrackMagazine.com: É realmente interessante. Muitas bandas tentam e forçam algo a acontecer; é ótimo quando acontece naturalmente desse jeito, especialmente algo assim. A maioria dos músicos não conseguem nem tocar tão rápido como vocês.
Herman: (Rindo) Sim, A primeira banda que toquei era uma banda de Thrash e Sam, uma de Death. Ele abriu pro CARCASS na Nova Zelandia quando tinha quinze anos!
OnTrackMagazine.com: Muito legal. Então na sua opinião vendo aonde vocês chegaram agora, você acredita que conseguiu "implantar" o trabalho de vocês no mercado, de forma que agora poderá ser reconhecido?
Herman: Acho que sim. Eu penso que desde o segundo álbum havia alguma coisa que estava faltando. Muitas pessoas ouvem coisas mais pesadas e, não ligam para o Power Metal, mas odeiam tudo em volta, não necessariamente a imagem mas acham muitas coisas muito leves ou sei lá. Nós meio que balanceamos isso com uma mistura de outras coisas - blast beats e tal- então estamos conquistando fãs que não são mais realmente fãs de Power Metal. É estranho na verdade, nós temos fãs que vem até do emo, ou seja, já não tem mais limites.
OnTrackMagazine.com: O que te levou a escolher esse nome (Dragonforce) e foi uma decisão consciente para deixar o conteúdo longe daquele tipo medieval e tal?
Herman: Eu acho que foi uma combinação de várias coisas diferentes e estranhas. Nós dissemos que o nome devia ser curto o bastante mas longo o bastante pras pessoas gritarem." Um bom nome pra se gritar, um nome fácil de lembrar e fácil de se ler e de se dizer por todas as diferentes nacionalidades e países. Nós também dissemos que qualquer nome que escolhêssemos, as pessoas teriam algo a dizer sobre nós (musicalmente), bom ou mal, então não importa muito. Então acho que aconteceu basicamente dessa forma.
OnTrackMagazine.com: Certo, certo. Então vocês não tiveram realmente que pensar muito sobre no que as pessoas iriam pensar sobre o nome mas, obviamente, há aqueles que vão encaixar vocês dentro do tradicional Power Metal e pensar que vocês estão cantando muito sobre dragões e magos e tal. E mesmo que você toque no assunto tantas vezes, simplesmente não se aplica a vocês. Já enfrentou muitos problemas com pessoas tentando rotular vocês?
Herman: Sim, nós pegamos muita gente que não paravam de pensar que cantávamos sobre dragões etc, você pode ler isso no Blabbermouth, o que é muito engraçado na verdade e eu gosto muito de ler. Sam e eu rimos toda hora do drama do Blabbermouth, bandas nos insultando ou a outras bandas; é como crianças na escola. Na verdade sabíamos o que viria pela frente então não é um grande problema. Já que as letras estão abertas para interpretação, muitas delas podem significar muitas coisas diferentes. As pessoas gostam daquelas bandas que podem se relacionar de certo modo, mas muitas pessoas também não conseguem se relacionar com nosso som. Então acho que está OK, Eu acho que somos uma linha entre amor e ódio. Ou nos amam ou nos odeiam; Simplesmente é assim no momento.
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
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