Satyricon: "Foi importante sairmos da zona de conforto!"
Por Fabio Kuriyama
Fonte: BraveWords
Postado em 20 de janeiro de 2009
Edney Cameron do "Inside out" recentemente conduziu uma entrevista com o frontman Satyr da banda Satyricon. Segue um trecho da entrevista.
Inside Out: Saudações da Noruega. Voce foi para a Califórnia gravar o ultimo álbum no mesmo estúdio que, acredito, o Metallica utilizou para gravar o "Death Magnetic". Quais foram as razões para gravar o "The Age Of Nero" nos Estados Unidos?
Satyr: Fácil. Nós conversamos sobre isto faz muito tempo. Este poderia ser o último álbum do Satyricon. Esta era a nossa chance... Foi como nos sentimos! Nós pensamos, o que nós faríamos para assegurar o resultado? Eu, como um produtor, precisava de uma equipe boa e não um operador de áudio com uma boa mesa de gravação, mas sim alguém que tivesse as mesmas idéia que eu sobre o que é bom e o que é ruim. Eu tinha conhecido o Joe Baresi há 7 anos atrás e ele realmente é das antigas. Ele usa um equipamento pesado e tentou fazer as coisas soarem naturalmente ao invés de adicionar tratamentos artificiais ao som. Joe tem uma vasta experiência em fazer este tipo de trabalho com o KYUSS e o QUEENS OF THE STONE AGE e trabalha com o pop rock como uma forma de preencher seu tempo. Acho que foi realmente importante sairmos da nossa zona de conforto. O SATYRICON gravou 6 álbuns e alguns EPs no conforto de suas casas, na Noruega, e também na vizinha Dinamarca, tendo finalizado vários destes trabalhos por lá. Todos eles foram uma boa experiência, mas precisávamos de algo novo. Como muitas bandas boas são ou vieram da Escandinávia, e por ter bons estúdios, ser músico lá não é muito respeitado e tratado da mesma forma como é na América. Se voce estiver em um ambiente em que todos se focam no trabalho do artista, isto aflorará o seu melhor. Enquanto estiver na Escandinávia, você certamente fará bons discos. Não estou dizendo que é difícil gravar bons discos nos Estados Unidos, mas é mais fácil trazer o seu melhor como artista na América, já que não consideram a música como um hobby e sim como uma profissão.
A entrevista completa pode ser lida neste link.
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