Doro Pesch: "ser quem é, melhor maneira de passar a vida"

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Por Ygor Gomes, Fonte: Heavy Metal Examiner, Tradução
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Mark Morton, do Heavy Metal Examiner, recentemente conduziu uma entrevista com Rainha do Metal Alemão, Doro Pesch. Seguem abaixo alguns trechos da conversa.

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Heavy Metal Examiner: Você é uma das únicas artistas que conseguem vir à América ocasionalmente para um show ou uma turnê. O que você acha sobre ser um tanto difícil para o Metal Alemão conseguir uma posição nos Estados Unidos?

Doro: Bem, eu acho que você realmente tem que ter um monte de gente boa ao seu redor - a divulgação, administração, agentes e patrocinadores. É simplesmente muito difícil chegar lá, quando você não tem um grande apoio. Eu amo demais os Estados Unidos. Eu realmente quero me tornar uma cidadã Americana, eu tive um "passe livre" nos últimos 20 anos, e eventualmente, eu gostaria de dar o próximo passo. Mas sim, você tem que trabalhar realmente duro para conseguir um par de shows por lá. E eu tive uma série de problemas com o suporte da gravadora. Eu estava na Locomotive, e eles fecharam as portas, eu estava na SPV, e eles passaram por uma crise de dinheiro séria... é difícil.

Heavy Metal Examiner: Qual você acha que foi o motivo para você ser abertamente aceita pela multidão do metal na década de 1980, enquanto a maioria das outras mulheres que tentaram invadir a cena foram encaradas como piada?

Doro: Eu acho que isso tem a ver com o fato de que fiz uma ligação imediata com os fãs desde o primeiro show que fiz. Havia algo muito real sobre isso. Foi muito além do gênero sexual, houve uma profunda conexão. Eu nunca me senti como se fosse uma menina em uma banda cheia de caras, eu senti a união do metal. E para mim, "metal" sempre significou liberdade e energia, sendo real e verdadeiro. E eu realmente acho que os fãs perceberam isso imediatamente, e é assim que tem sido sempre desde então. Ser uma menina ou uma mulher não fazia parte da equação, era tudo sobre fazer metal e de estar com os amigos. Claro, eu pensei que algumas das roupas eram legais, mas para mim, a música era sempre a primeira coisa. Algumas gravadoras ainda tentaram me convencer a usar mais maquiagem e olhar mais sexy e mais comercial. Eu me lembro quando vim para a América em 1987, a gravadora sugeriu que eu realmente não deveria usar couro preto e usar mais coisas femininas. E eu pensava como "Oh não, eu amo o meu couro, os cintos de balas e botas!" Mas meu empresário disse para eu não me preocupar com isso e ficar como eu estava. A gravadora realmente sentia que não poderia me vender desse jeito. Eu sempre disse que ser quem você é, é a melhor maneira de passar a vida. Ser falso não funciona!




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