the GazettE: resenha de show no Tokyo Dome no JaMe Brasil

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Por Emanuel Seagal, Fonte: JaMe Brasil
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Em 26 de dezembro, o the GazettE pôde realizar seu sonho se apresentando no lendário Tokyo Dome para o final da sua turnê THE NAMELESS LIBERTY SIX BULLETS 02.

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Apesar do Tokyo Dome não estar esgotado, um grande número de fãs se reuniram para este show especial, e, como é de costume nos shows do the GazettE, vários cosplayers puderam ser vistos no meio da multidão, relembrando os vários estágios do passado da banda. O show começou com um curto vídeo de introdução passado no telão, acompanhado por uma sinistra música de piano. Em seguida, um impressionante espetáculo de luzes começou, durante o qual uma estrutura parecida com uma jaula atrás do palco foi gradualmente iluminando-se de verde. Finalmente, toda a jaula ficou vermelha e a nova música, Red, começou.

Após se recuperar da primeira surpresa de ver os guitarristas com novas cores de cabelo, Aoi com mechas roxas e rosadas em seu cabelo negro e Uruha loiro novamente, o público começou a entrar na música, e na canção seguinte, AGONY, todo o público estava pulando. Ruki, vestindo um terno de veludo carmesim, agradeceu ao público no meio da música, e, no final, fogos de artifício explodiram na frente do palco. A introdução de Hyena foi acompanhada por fogos de artifício cor de rosa que, de alguma forma, davam a impressão de flores de cerejeira.

Das antigas favoritas, Akai one piece e Psychedelic heroine, os fãs sabiam exatamente o que esperar, e foi absolutamente incrível ver todo o Tokyo Dome fazer os mesmos movimentos de dança sincronizadamente. Ruki apresentou o single recente SHIVER, e após esta veio outra canção antiga, Ganges ni akai bara, em uma versão maior com luzes estroboscópicas e fogo no palco. Foi então a vez do novo single, PLEDGE, lançado recentemente. Um brilho quente iluminava o palco por trás, e ambos, Aoi e Uruha, começaram a tocar violão, apenas para mudar para a guitarra quando a música ganhou energia. O canto emotivo de Ruki, bem como o solo surpreendentemente claro de Uruha, fizeram esta música soar melhor na versão ao vivo do que na gravada.

O ânimo mudou para a próxima música quando o telão superior mostrou sangue escorrendo por um dreno na introdução eletrônica de Bath Room. Quando esta música terminou, Ruki soltou um grito surpreendente de gelar o sangue como uma introdução a DIM SCENE. Durante esta música lenta, porém pesada, o the GazettE realmente fez uso do grande espaço para criar um show de luzes espetacular que tornou este o momento mais memorável do set. Ruki dirigiu-se aos fãs novamente, dizendo-lhes para enlouquecerem como de costume, e sacudir o Tokyo Dome de uma forma nunca vista antes. Os fãs deram o seu melhor na batida pesada de HEADACHE MAN, alternando entre bater cabeça e pular, o último realmente fazendo o salão balançar como em um pequeno terremoto. Ruki terminou a música com uma risada maníaca e continuou com VERMIN, com os fãs gritando no refrão.

Após a relativamente calma HESITATING MEANS DEATH, Ruki perguntou aos fãs, "Vocês não estão sérios ainda, estão?", e se lançou na antiga hard rock COCKROACH. A banda bateu cabeça durante o refrão, e então um grito marcou o início da também pesada DISCHARGE. Todos bateram cabeça e o publico gritou "hey hey" enquanto balançava os punhos no ar. Quanto se pensou que a atmosfera não pudesse esquentar mais, as primeiras notas da também popular FILTH IN THE BEAUTY foram ouvidas e o público ficou completamente insano enquanto fogo era expelido na frente do palco, o que contribuiu literalmente para esquentar o lugar. Com um "Obrigado, Tóquio" em inglês, Ruki deixou o palco seguido pelo resto da banda.

O público pacientemente pediu por um encore e, depois de um tempo, as luzes do palco começaram a piscar no ritmo da música para finalmente acenderem completamente. Kai entrou no palco seguido por Reita, agora com seu rosto coberto por um lenço, e os dois começaram seu solo de baixo e bateria de Ride with the ROCKERS com ajuda dos gritos de "hey" dos fãs de acordo com as instruções de Reita. Kai falou um pouco e agradeceu aos fãs dizendo que é graças a eles que o the GazettE foi capaz de tocar neste lugar. Uruha e Aoi juntaram-se a eles no palco e suas guitarras se uniram na última parte, ainda com o grito dos fãs como único vocal.

Ruki entrou e Nausea & Shudder começou, uma batida rápida e pesada acentuada pelas luzes estroboscópicas. Durante a cativante SWALLOWTAIL ON THE DEATH VALLEY, Ruki caminhou pela pequena plataforma ao lado do palco e, enquanto caminhava de volta, mostrou ao público que sempre foi o seu sonho andar por aquela rampa; este foi um sentimento fantástico. Foi então a hora da clássica Ruder, cuja atitude punk rock levantou o ânimo. A antiga música Kanto dogeza kumiai fez os fãs de hardcore se ajoelharem ao lado de seus assentos e bater cabeça com a batida. Todos os membros da banda, com exceção de Kai, caminharam pela rampa para ficarem próximos da plateia, acenando e sorrindo.

LINDA〜candydive Pinkyheaven〜 foi outro clássico que todos na multidão conheciam e amavam e, após esta música, a banda deixou o palco seguida por muitos aplausos. Contudo, não demorou muito até os membros da banda voltarem para o palco sob as notas de Knocking on heaven's door, do Guns'n Roses. Eles tocaram a balada Kare uta enquanto a multidão escutava atentamente, então Ruki fez um longo e emocionante discurso no qual falou sobre a jornada da banda para tocar no Tokyo Dome e agradeceu a todos que os apoiaram por todo o caminho. A mensagem principal pareceu ser que, já que cumpriram este objetivo, ele deseja que todos continuem acreditando neles no futuro.

Seguindo a tradição, a última música da noite foi Miseinen, e Ruki deixou o publico ajudá-lo a cantar partes da música. Quando a música terminou e a banda de aproximou para agradecer aos fãs, ficou claro o quanto este show significou para eles. Todos os membros da banda pareciam muito tocados, especialmente Kai e Reita, que estavam chorando de tal forma que foram incapazes de falar. Eles terminaram o show de mãos dadas, pedindo ao público que fizesse o mesmo, e então, ao sinal de Ruki, todo o Tokyo Dome pulou de uma vez.

Confira o set list, mais detalhes e fotos no link abaixo.




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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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