Anthares: Rockonnection entrevista veteranos do Metal
Por Denis Augusto
Fonte: Rockonnection
Postado em 13 de janeiro de 2012
O site bilingüe (inglês/portugês) Rockonnection acaba de publicar uma entrevista com a legendária banda brasileira ANTHARES, que voltou à ativa recentemente. Confira trechos da entrevista com o baterista original, Júnior, e o novo vocalista, Diego:
Júnior, pode-se dizer que o ANTHARES é 50% de sua vida. Se analisarmos por essa ótica, podemos concluir que é uma vida que vale muito a pena viver, né?
Júnior: Você colocou logo de cara uma questão bem difícil de responder e espero não ser mal interpretado na resposta, pois vou ser obrigado a fazer um resumo da minha historia com o ANTHARES. A banda passou por diversas fases realmente, boas e ruins, com muitos altos e baixos, e eu confesso que em alguns momentos vivi 50% da minha vida, ou até mais do que isso, dedicado ao ANTHARES. Mas isso aconteceu em alguns períodos em que a banda passou por grandes fases, como no período 86/90 em que as coisas caminhavam numa ascenção enorme e constante. Neste período eu resolvi abandonar os estudos e me dedicar a banda, pois haviam grandes possibilidades de uma primeira tour na Europa após o lançamento do segundo album, o que acabou não acontecendo. Foi uma grande decepção, porque havia projetos concretos de se elevar a banda ao patamar do mainstream, era algo palpável e não uma ilusão.
A partir de '91 as coisas começaram a dar errado, com mudanças drásticas na formação e considerei desistir de tudo... Pensei em começar um novo projeto, uma nova banda, mas continuei ensaiando com o Pardal (baixista original que permanece na atual formação) e o Topperman, ex-guitarrista do KORZUS, por um longo tempo, até que chegou o Maurício, ex-Megaforce para assumir a outra guitarra, mas apesar de algumas tentativas para encontrar um novo vocalista, nada dava certo.
Finalmente o Renato Higa surgiu e assumiu os vocais, voltamos aos shows e novamente passei a me dedicar muito à banda. Cheguei a gastar 80% do meu salario durante 02 anos divulgando a banda, pois tinhamos uma demo-tape gravada nas mãos e realmente acreditei no material novo, mas foi mais um período de muita loucura literalmente e logo percebí que estava me sacrificando por algo em que os outros não estavam se importando tanto. Após alguns shows ruins, eu finalmente desisti de continuar no ANTHARES e logo em seguida a banda parou.
Parti para outros projetos e acabei tocando no SIEGRID INGRID durante 07 anos. Em 2004 voltamos a ensaiar juntos novamente, desta vez com um novo vocalista, o Frank, que foi um dos responsáveis pela volta da banda. A princípio minha idéia era apenas ensaiar para me divertir um pouco, mas a coisa pegou fogo logo depois com a realização de alguns shows legais. Em 2007/08 me envolvi num projeto paralelo com o Frank que não vingou e isso indiretamente acabou desmotivando-o, e logo depois ele cedeu seu lugar ao Diego, que está conosco até hoje.
Desde então o ANTHARES voltou a crescer e tem novas perspectivas para 2012. Após todo esse relato, acho que as pessoas entenderão minha resposta: como músico de Metal? Não! Como fã de Metal? Sempre, até o fim dos meus dias!
Como vocês analisam o impacto causado pela obra 'No Limite da Força' na época em que foi lançado e agora com esse revival do thrash.
Júnior: Um disco que se tornou um clássico do Metal nacional, que nos proporcionou momentos inesquecíveis, um disco do qual nos orgulharemos até o fim das nossas vidas, e que continua sendo admirado e respeitado pelo fãs de Metal no Brasil e no mundo.
Diego: No meu caso, a primeira vez que ouvi falar do ANTHARES foi quando vi fotos velhas dos caras do SEPULTURA com peitas do ANTHARES... E sem demagogia por estar na banda agora, mas eu já era fã da banda e confesso que no começo, quando soube da volta dos titios, pensei que era mais uma dessas voltas oportunistas de bandas dos anos 80 que estão aproveitando esse "revival" do thrash metal. Mas ao conviver com eles nesses 3 anos, vejo que estava errado. E vejo a cada dia a Importância da banda juntamente com a molecada, pois temos que tocar o No Limitie praticamente inteiro em todos os shows... Muito foda!
Para ler a entrevista na íntegra, em inglês ou português, acesse:
http://www.rockonnection.com/?link=nws&cod=462
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