Linkin Park: duas resenhas da audição de seis faixas
Por Wesley Carlos
Fonte: LinkinPark:br
Postado em 04 de maio de 2012
O site HitFix teve acesso a seis músicas do novo álbum Living Things e divulgou a review delas:
Ao compor o seu novo álbum, Living Things, Mike Shinoda, do Linkin Park, disse, "era quase como uma viagem com drogas".
Shinoda tocou seis novas músicas do álbum, que será lançado dia 26 de junho, para a HitFix e para mais alguns outros blogueiros, em um estúdio no Norte de Hollywood há poucos dias atrás. Ele ainda antecedeu a audição musical, acrescentando, "Nós percebemos que tínhamos fugido de coisas que nós começamos". Mas ao invés de retornar ao som de seu primeiro álbum, Hybrid Theory de 2000, o Linkin Park, junto ao produtor Rick Rubin (que co-produziu com Shinoda), procurou trazer o melhor da banda, misturando rock e rap e adicionando novos sons, para criar alguma coisa.
"Nós estávamos procurando redefinir tudo", disse Shinoda, quando disse quais e quantas músicas iria tocar. Depois de uma pequena amostra, Shinoda decidiu que queria nos mostrar as quatro primeiras músicas do álbum, em ordem: "Você está indo para uma pequena viagem… Há uma vibe muito específica", disse ele. Em seguida, ele pegou duas outras músicas que pareciam melhor representar algumas das experiências que a banda tentou no estúdio.
A abertura do álbum, Lost In a Echo começa grande e fica cada vez maior, e ao invés de seguir um padrão LP de tentativa-e-acerto, há um início discreto, e então, explode em cacofonia. Os raps de Shinoda aparecem no início, em seguida o vocalista Chester Bennington canta, tendo seus vocais contendo um eco, durante o decorrer da música. Os sinais da música, como Shinoda nos apontou no final, mostra o tanto que a banda progrediu, mas também obteve influências dos anos 80. Liricamente, o tema atravessa a música – e o álbum – dando um sentimento de desilusão e decepção. "These promised are broken, defeated. Each word gets lost in the echo", canta Bennington.

Seguindo a sintonia, na segunda música In My Remains, Bennington canta sobre o medo e sobre a dor, através de um som eletrônico, agressivo, sonoramente completa; discordante e pegajosa. Depois muda para uma precisa e militar batida rat-a-tat, com Bennington cantando "Like an Army falling, one by one". Ele repete a frase conforme a tensão aumenta e impulsiona a percussão de Rob Bourdon, tudo isso em sincronia.
Não vamos perder muito tempo em Burn It Down, já que é o primeiro single e você já deve ter escutado. Mas vamos apenas dizer que não vemos a hora de ouvir alguns remixes desta música.
A música seguinte, Lies, Greed & Misery, foi a mais inovadora e cativante das seis que ouvimos. Tendo a sua abertura com raps de Shinoda, junto a sintonia e com detalhes em efeito ‘gagueira’, a música soa como o Linkin Park misturado Skrillex e misturado com M.I.A. O cortado e difuso som de teclado dá lugar a Bennington cantando "You Did It To Yourself", antes que ele comece a gritar mais e mais, num frenesi hipnótico.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Until It Breaks começa com Shinoda fazendo o seu rap sobre uma batida, cercada por outras batidas próximas, de todos os ângulos. A música muda para o estilo dos raps do Kanye West – com o rap junto a instrumentos reais – de cordas, teclas – juntamente com o vocal de Bennington, como se estivesse rezando pela "strength of the rising sun". A sonoridade ambiente fica mais alta e mais forte, e as vozes acabam sucumbindo ao som eletrônico.
Com Lies e Castle Of Glass, senti como um maior divisor de águas. Com um melodia mais alternativa e country, Bennington canta "Take me down to the river bank… wash the poison off my skin…show me how to be whole again". É uma das músicas mais diretas que a banda fez, com uma estrutura tradicional de música. Bennington e Shinoda cantam juntos e suas vozes tem um tom de desespero, ascensão, "I’m on a crack in this castle of glass".

Mais tarde, Shinoda referencia as banda de hardcore sueca Refused e o grupo industrial Ministry, como pontos de referência e que contém elementos que são facilmente encontradas nessas músicas. Nas músicas que ouvimos, ficou claro a banda queria usar certos tipos sons, transformá-los em sua cabeça, distorcê-las e separá-las.
"Nós estamos experimentando novas opções", disse Shinoda. "Nós não conseguiríamos fazer isso há cinco anos atrás".
E o blog Golden Mixtape também participou da audição de seis músicas do Living Things e divulgou o seu review:
Apenas meia dúzia de músicas foram apresentadas para oito pessoas, numa sala onde as ideias para elas foram criadas. LOST IN THE ECHO e IN MY REMAINS passavam uma incrível empolgação, que levam o ouvinte para uma explosão mudanças nas letras, onde apresentam ideias opostas. Uma hora dizia: I won’t back up. I won’t back down, enquanto outra hora dizia wash away the worst of me.
Em seguida veio o single BURN IT DOWN e os prováveis futuros singles LIES GREED MISERY e UNTIL IT BREAKS. Todos estavam curtindo juntos o single, que soava bastante familiar, mas essas duas outras músicas que queria que fossem tocadas mais uma ou duas vezes.

LIES GREED MISERY começa com uma vibe indie rock, mas depois aparece o som de hip hop, um sinônimo dos grandes sucessos do LP. Mike havia dito anteriormente que nunca quis que a banda fosse criticada usando com base, somente os dois primeiros álbuns, mas senti que essa música lembrava os velhos tempos, mostrando onde eles começaram e onde eles estão agora. Onde os motivos de irritações de seu trabalho anterior seriam de um adolescente fora de controle, e a raiva exibida em LIES GREED MISERY seria de um adulto, que transforma essa sua raiva em arte.
Quando a UNTIL IT BREAKS começou a ser tocada, lembrei de como estávamos organizando, há 20 anos atrás, um protesto em Los Angeles. Esta música me fez lembrar os tempos em que o rap falava sobre algo e não tinham coisas como "bling bling". Às vezes, estrutura da música soa como se você estivesse fugindo da polícia. As lembranças dos anos 90 é definitivamente destacada nela e fico empolgado com essa parte de LIVING THINGS. Vamos torcer para que tenha mais disso, no restante do álbum.

Esperávamos ouvir mais músicas do álbum e, em seguida, CASTLE OF GLASS, acabou encerrando a sessão. Dando uma olhada no meu texto rabiscado, consigo encontrar as palavras "Americana" e "Bayou". Pense nisso como se tivesse uma pitada de folk, no que você mais gosta no LP. Da mesma forma que no filme de horror em que Chester participou no ano passado, escutando essa música, é possível lembrar aquela cena. Conforme a música tocava, poderia imaginar os jovens apavorados e correndo, juntamente ao ritmo da música e as suas punições …take me down to the river bend. Ela passa uma sensação estranha.
Isso é apenas metade de LIVING THINGS e esperarei ansiosamente para ouvir o que a outra metade tem a mostrar, quando o álbum for lançado no dia 26 de junho. E parece que, cada vez mais, o Linkin Park procura produzir um álbum que possa ser tocado em uma turnê e, bem… dã, eles farão isso na Honda Civic Tour deste ano com o… Incubus! Isso não é um sonho de alguém que estava no ensino médio em 2001; eu que não passei por isso, sei o que isso significa.
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