Adrenaline Mob: Mike Portnoy fala sobre a indústria musical
Por Nelson Toledo
Fonte: Blabbermouth
Postado em 05 de setembro de 2012
O baterista Mike Portnoy (DREAM THEATER, AVENGED SEVENFLOLD, ADRENALINE MOB, FLYING COLORS) foi entrevistado no último mês por Ollie Winiberg do programa "Introducing In Essex" da Rede BBC durante a parte britânica da turnê europeia do ADRENALINE MOB. Seguem abaixo alguns trechos da entrevista.
Sobre o atual cenário da indústria musical:
Portnoy: "Bem, é complicado. Por um lado eu curto o fato dos artistas estarem retomando controle sobre sua música, suas bandas e suas carreiras, eu acho ótimo que as bandas consigam de fato manter o controle criativo e financeiro. No entanto, há o outro lado da moeda, artistas tem sua música desvalorizada, gravadoras estão quebrando e as vendas em baixa. É uma faca de dois gumes, mas faz parte do negócio e você tem que se adaptar às mudanças."
Sobre alguma experiência ruim que ele espera nunca reviver em sua carreira:
Portnoy: "Bem, por mais estranho que pareça, um dos álbuns mais bem sucedidos do DREAM THEATER, do qual eu sou extremamente orgulhoso, Images and Words, foi incrívelmente difícil de ser feito". Na verdade, tudo que me recordo sobre aquele álbum (Images), a turnê e a "explosão" que se sucedeu — Eu quero dizer, eu olho pra tudo com grandes recordações — a elaboração do álbum foi muito, muito difícil. Era nosso primeiro álbum com uma grande gravadora e nos fizeram trabalhar com um produtor, que fez um álbum com um som incrível, mas que era uma pessoa muito difícil de trabalhar. Ele não era uma pessoa fácil de lidar. O processo de gravação foi muito árduo e difícil do ponto de vista pessoal. Embora eu ame tudo no catálogo e tenha orgulho de todos os álbuns, alguns foram mais difíceis de realizar do que outros, mas o resultado final é algo de que sempre me orgulhei."
Sobre o sucesso comercial de "Images And Words":
Portnoy: "É incrível como fomos capazes de levar adiante o que estávamos fazendo, especialmente em 1991, era o auge da explosão do grunge, NIRVANA e tudo mais. Sei lá, em tese poderia se dizer que tínhamos a receita pra um grande fracasso, mas talvez seja por isso que o álbum tenha se saído tão bem — porque a gente surgiu de maneira incômoda no cenário musical daquela época.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



De 40 mil para 9 mil lugares: Sepultura poderia ter evitado choque de realidade?
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
Angra celebra a força dos palcos em novo videoclipe de "Lisbon"
Os clássicos da literatura que Nando Reis não suporta: "Esse cara é antipático"
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Lito Sousa, do Aviões e Músicas
Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
As faixas que colocam "Fear of the Dark" entre os piores discos do Iron Maiden
Músicos do Mastodon são processados por uso da imagem de Brent Hinds
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 1983 e 1985, segundo a Metal Hammer
"Foi adorável": Ian Gillan fala sobre reencontro do Deep Purple com Ritchie Blackmore
O e-mail de Andre Matos que deu aval para Bruno Sutter ser vocalista do Angra
A música que marcou o fim do auge do Oasis, segundo o Noel Gallagher
Palheta de ouro de "Dark Side of the Moon", do Pink Floyd está à venda por R$ 32 mil
De AC/DC a ZZ Top, os 20 melhores discos lançados em 1981, segundo a Louder
Os dois guitarristas britânicos que dominaram o blues, segundo Slash
O clássico do "Dark Side of the Moon" que David Gilmour não curte: "Não tem nada nele"
A banda de rock nacional que é cobrada por não ser tão rock, segundo Paulo Ricardo
Bruno Sutter explica como "Casseta & Planeta" acabou com vida de Rubinho Barrichello

Seether é mais uma banda que abandonará o formato de álbuns
Por que é tão difícil combater os cambistas? Ticketmaster Brasil dá sua versão
Sorte: homem acha 2 discos de vinil em sebo e fatura R$42 mil



