Muse: baixista recebe ultimato para tratar do alcoolismo

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Por Nathália Plá, Fonte: classicrockmagazine.com, Tradução
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Matéria de 01/10/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?


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A Muse deu a Chris Wolstenholme um ultimato para que ele trate seu alcoolismo a fim de continuar na banda.

O baixista lidou com a doença por dez anos até que seus colegas da banda descobrissem que ele tinha o problema – então os companheiros Matt Bellamy e Dom Howard ordenaram a ele que ficasse limpo ou saísse da banda.

Wolstenholme disse ao The Guardian: “Eu mantive minha guarda alta. Eu aprendi a saber como e onde beber. O Matt e o Dom não perceberam o quão ruim estava a situação porque eu não dava vexame. Eu não causava nenhum problema – eu me recolhia”.

Howard disse: “Ele ainda conseguia tocar mesmo estando com uma cara de merda. Só deu errado umas duas ou três vezes em dez anos, o que não é nada”.

As coisas complicaram quando ele começou a beber no palco. “Eu comecei a contar o quanto ele bebia durante o show, e eu o via ficar cada vez mais e mais alterado. No momento em que saíamos do palco ele estava em um estado deplorável. Ficou estranho demais”.

Mas Wolstenholme não parou de beber por causa das ameaças. Ao invés disso, ele tomou uma decisão após uma série de ataques de pânico que teve início em 2008, até que ele sucumbiu por completo no ano seguinte. Então ele teve de lidar com todas as emoções que ele esteve bloqueando durante uma década. “Tudo me acertou bem na cara”, disse o baixista. “Há coisas de que me arrependo, momentos que eu deveria ter aproveitado mais, e isso é meio perturbador”.

“O lado bom disso é que agora estou aproveitando. Eu me joguei na música de uma forma que não fazia há dez anos. Isso pode soar piegas – mas isso foi a única coisa que me fazia sentir em paz”.

O novo álbum do Muse, The 2nd Law, foi lançado semana passada, incluindo controversos experimentos com dubstep.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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