Guns N' Roses: Axl sempre soube o valor da banda

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Ver Acessos

O site AntiMusic conversou em 2013 com o polêmico e folclórico produtor estadunidense KIM FOWLEY, e dentre uma vasta gama de tópicos abordados, Fowley afirmou não ter problema nenhum com os figurões do show biz que já conheceu e que geralmente portam fama de difícil, como Mick Jagger, Robert Plant, Jimmy Page e Axl Rose. Aprofundando-se no assunto, ele fez questão de ilustrar a entrevista com um fato pouco conhecido da história do GUNS N' ROSES. O que segue abaixo é a tradução do trecho.

Freedom of Expression: o tema do Globo RepórterDeuses do Rock: o tempo passa para (quase) todos eles

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

[...] AntiMusic: Já faz um bom tempo que não ouço nada de bom sobre Axl Rose.

Kim: Eu posso te contar uma história verídica sobre Axl Rose e daí eu tenho que ir embora. Eu estava trabalhando para um empresário rico de uma banda difícil que tinha problemas com drogas e álcool e eles eram amigos de Axl. O cara que estava patrocinando essa banda desconhecida estava saindo com a mãe do líder da banda. Então ele disse, "Eu não sei não, com essa banda que eu estou investindo". Ele estava me pagando três mil por semana pra ser a babá deles, produtor, técnico, psicólogo, professor de composição musical, divulgador, etc. Eu estava acumulando 10 funções. Ele disse, "Alguma coisa me diz que esses caras não vão dar certo. Você conhece alguém que seja esquisito e estranho e difícil, mas que possivelmente valha disco de platina?" E eu, "Sim, o Guns N' Roses". "Beleza, vamos dar uma olhada. Ah meu deus, você está certo. Okay. Chama o vocalista aqui no estúdio amanhã."

Daí estamos todos no estúdio com a banda desconhecida e chega Axl sozinho. E o empresário vestia um terno de 2 mil dólares e ele disse, "Bem, vocês são ótimos. Eu quero ser o empresário e dono da empresa de produção de vocês, etc. E eu quero que Kim Fowley grave e produza bem aqui nesse estúdio. E pra mostrar o quão sério eu estou falando, eu vou abrir essa maleta e mostrar o que está dentro. Você pode ir embora com a maleta.Ou ligar pros caras e ir embora, eu pago o táxi se você não tiver gasolina suficiente. Vá em frente, Axl, abra a maleta."

E Axl abre a maleta e tem 50 mil dólares em dinheiro. E o empresário diz, "O que você acha?" e Axl diz, "Com todo o respeito, senhora, seja lá quem você seja. Isso não é o suficiente para o Guns N' Roses. Vamos ser maiores do que isso. É apenas uma questão de tempo. Eu vou dizer não educadamente e vou embora e vou fazer mais dinheiro do que isso no nosso contrato inicial com os meus camaradas. Por que você não ajuda esses caras? Eles merecem. Eles provavelmente não são tão bons quanto nós, mas se você vai gastar isso, gaste com eles, porque você já está trabalhando com eles. Eu preciso ir ensaiar. Foi bom ver todos vocês. Tchau." E todos nós o aplaudimos [risos] O que é que você vai fazer, né?

Daí ele chamou um táxi. Tínhamos o dinheiro pro táxi e ele se foi. E eu sempre pensei que, de todos os músicos passando fome que eu já tinha visto mesmo os que deram certo ou não, ele foi o único que sabia exatamente o quanto ele valia, e como não entrar em pânico. Porque era muito dinheiro pra qualquer um. E ele simplesmente não estava interessado. E claro, eles receberam 75 mil para assinar com a Geffen.

E no dia que eles fecharam o contrato, eles deram o cheque pra ele. Ele veio até o Rainbow Bar & Grill, ele me viu lá e lembrou que eu o havia recomendado. Ele disse, "Você vai gostar disso". E ele abriu a jaqueta dele e ele tinha um cheque de 37,500, que era metade dos 75 mil e daí eles receberiam a outra metade quando começassem o álbum. Daí ele me disse, "Tá vendo, eu te falei que conseguiríamos mais". Eu respondi, "Vocês conseguiram. Quando é que você vai descontar isso?" E ele, "Amanhã, os bancos estão fechados. Então paga um jantar pra mim". E eu disse, "okay". [risos] E foi isso. E ele sentou ali e ele descolou um jantar grátis [rindo] e com os 37,500 dele e foi embora. Ele comeu filé e adoramos. Bom pra ele. E é assim que eu conheço Axl. Eu conheço AQUELE Axl. O tipo de cara que tinha tudo sob controle. E no fim das contas, estamos falando dele. Agora você me entende? [...]




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção NotíciasTodas as matérias sobre "Guns N' Roses"Todas as matérias sobre "Axl Rose"


Appetite For Destruction: leia resenha britânica de 1987Appetite For Destruction
Leia resenha britânica de 1987

Axl Rose: escritor fala sobre ansiedade e paranoia que ele sofreAxl Rose
Escritor fala sobre ansiedade e paranoia que ele sofre


Freedom of Expression: o tema do Globo RepórterFreedom of Expression
O tema do Globo Repórter

Deuses do Rock: o tempo passa para (quase) todos elesDeuses do Rock
O tempo passa para (quase) todos eles


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

adGoo336