Skid Row: Snake pulveriza ideia de reunião no EddieTrunk
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 31 de março de 2013
O guitarrista do SKID ROW, Dave ‘Snake’ Sabo foi entrevistado na noite da segunda-feira passada [25 de março] no programa radiofônico "Eddie Trunk Live", pelo serviço de rádio via satélite Sirius XM. Alguns trechos transcritos da conversa seguem traduzidos abaixo:
Sobre o rompimento com o ex-vocalista do SKID ROW, Sebastian Bach:
Sabo: "Basicamente, sendo totalmente honesto, não funcionava mais. Funcionou por um tempo, e daí não funcionou mais".
"Eu sempre disse isso: ele é um grande vocalista, um grande frontman. Nós dois, ou talvez todos nós, paramos de nos dar bem".
"Eu sempre fui aquela pessoa, particularmente, que vive sua vida de certo modo onde se não há mais diversão, não se desfruta de mais nada, eu tenho que me afastar daquilo. A vida é curta demais – eu quero positividade na minha vida – e eu tenho certeza que ele se sente do mesmo jeito. Eu acho que chegamos a um ponto onde fizemos o que fazíamos até aquele ponto específico e chegou a hora de seguirmos caminhos diferentes."
"Eu não tenho nenhum tipo de animosidade conta ele, eu desejo tudo de bom pra ele, eu espero que ele tenha coisas maravilhosas; ele se deu bem. Mas, pra mim, meu foco principal é o agora, com o SKID ROW. Eu tenho uma relação com os outros quatro membros em minha banda da qual tenho muito orgulho e feliz por tê-la, e estou feliz por criar música nova e divulgá-la".
Sobre ter sido fotografado com Bach no dia 15 de Outubro de 2012 no show do DUFF MCKAGAN’S LOADED no Viper Room em West Hollywood, Califórnia:
Sabo: "Na real, não foi algo ruim [ver Bach]. A situação era, Duff McKagan estava tocando, e eu sou empresário do Duff, e então, eu estava no show. Uma pessoa do meu escritório, que trabalha com Duff, havia me dito quando eu cheguei lá que Sebastian estava lá com a namorada. E eu pensei, ‘Beleza, que seja. Se a gente se ver, ótimo.’"
"Mais uma vez, eu não tenho treta com ele. Eu não tenho nenhuma má vontade ou algo do tio; não é mesmo a minha natureza. Cara, eu amo demais a vida pra carregar isso comigo; é um fardo e pesa sobre você e eu não quero isso."
"Então, quando aconteceu de ele estar no camarim, eu estava no camarim e nos vimos, nós meio que nos dirigimos um até o outro, apertamos as mãos. E foi bom vê-lo. Isso não implica que estamos reunindo a banda ou nada nesse sentido, mas foi bom vê-lo. Digo, ele foi legal – ele não estava causando ou louco ou nada assim. Digo, ele estava lá com a mina dele, ela foi muito legal. Nós conversamos por dez ou quinze minutos, e eu contei a ele sobre o que estava rolando com minha vida pessoal também. E foi só isso. Eu disse a ele que estava feliz por ele, fosse lá o que ele estivesse fazendo, saindo em turnê e fazendo música, e não passou muito disso. Além de tirar a foto, o que, claro, hoje em dia, você bota por aí e desencadeia muita especulação e conversas sobre ‘o que poderia ser isso? E ‘o que será que é? ’… o que for. Mas pra mim, foi só…"
"Eu nunca fugi de nosso passado de modo algum – eu o aceito, eu acho que criamos coisas incríveis juntos ao longo de nossos primeiros dez anos de banda, mas também há… eu estou nessa banda aqui e agora, e é nisso que eu me concentro."
Sobre como ele e seus colegas de SKID ROW – incluindo o atual vocalista JOHNNY SOLINGER – lidam com o nome de Sebastian sendo constantemente citado em ligação com o grupo:
Sabo: "Eu acho que isso, bem no começo, quando Johnny entrou na banda e esse mesmo tipo de pergunta era feito, mas era colocado tipo ‘Como é que você substitui seu antigo vocalista? ’ E ele dizia, ‘Eu não substituo ninguém’. E é essa a postura que tem sido mantida o tempo todo."
"Ninguém queria que Johnny fosse, ou tentasse ser, Sebastian. Segundo, digo, Sebastian é uma pessoa única, assim como Johnny o é. Eu fico mesmo atônito que depois de todo esse tempo, as pessoas ainda falem nisso. Já faz tanto tempo…"
"Mais uma vez, eu olho pra tudo isso como uma dádiva. Quero dizer, eu olho praqueles discos que fizemos com Sebastian como dádivas. Eu olhos pra música e pros discos que estamos fazendo com Johhny do mesmo modo. Nós podemos não vender o mesmo tanto de discos, obviamente; é uma época diferente, e estamos muito mais velhos. Mas eu sempre mensurei minha vida de acordo com a felicidade que recebo do que eu faço."
"Não sou eu quem vai sentar aqui e participar de coisas que vão ser prejudiciais à minha felicidade. Não vou fazer isso. E eu me afastei de coisas… eu me afastei do lance do SKID ROW onde estávamos fazendo muito dinheiro, e eu apenas disse… e muita gente se sentia da mesma maneira, na banda e fora dela, pessoas do administrativo que estavam trabalhando conosco, que não era mais divertido; havia perdido muito de sua… bem, você perde a inocência, mas tínhamos perdido muito do fervor, da alegria de criar. Tornamos-nos pessoas diferentes. O sucesso faz isso com as pessoas. A adversidade fará isso com as pessoas."
"As pessoas dizem que a adversidade forja o caráter. Eu acho que é besteira. Eu aço que a adversidade revela o caráter. E daí quando o caráter se revela, e quando você está nas trincheiras, daí você conhece ao outro num nível real, e você se dá conta de que, talvez não sejamos tão compatíveis, talvez tenhamos tido um momento no tempo, e deveríamos ser gratos por aquele momento, mas agora aquele tempo se foi e está na hora de virar a página". [...]
Matéria completa: http://tinyurl.com/btfck8o
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