Zakk Wylde: de frentista e jardineiro direto para o mundo de Ozzy
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 11 de junho de 2013
Prestes a fazer seu show-tributo ao inovador das seis cordas LES PAUL na casa noturna Iridium Jazz Club em Nova Iorque [conhecido como "A Casa de Les Paul"], o guitarrista ZAKK WYLDE foi entrevistado pelo staff da revista GUITAR WORLD nessa última segunda-feira, 10 de junho.
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Wylde, que é conhecido por sua habilidade ao instrumento, rígida ética de trabalho e pela Gibson Les Paul com a pintura customizada bullseye, foi convidado recentemente para participar da atual celebração aos 98 anos de nascimento do falecido guitarrista, morto em 2009.
O Iridium celebra seu santo padroeiro, que tocou semanalmente na casa por mais de uma década até sua morte, toda segunda à noite, convidando guitarristas para tocarem com um trio residente.
A aparição prolongada e Wylde na casa irá incluir dois shows adicionais – 11 e 12 de Junho – durante os quais ele tocará versões acústicas de seu próprio material, conduzirá sessões de perguntas e respostas e ler trechos de seu livro, "Bringing Metal To The Children: The Complete Berzerker’s Guide To World Tour Domination", que foi lançado recentemente em formato popular sem capa dura.
O que segue abaixo é a tradução de alguns trechos da conversa.
GUITAR WORLD: Quando você pensa em Les Paul, qual a primeira coisa que lhe vem à mente?
Eu fiquei conhecendo Les Paul ao longo dos anos, e ele era um cara muito legal. As pessoas sempre pensam só na guitarra, mas Les era também um pensador e um inventor. Ele não era somente um guitarrista ativo e um artista fonográfico bem-sucedido, mas ele também foi quem inventou as gravações multipistas. Só isso teria sido um feito monumental, além de bolar a guitarra elétrica, é realmente fabuloso o quanto ele criou...
Vamos discutir como você conseguiu o teste com Ozzy...
Eu estava dando aulas de guitarra, trabalhando num posto de gasolina e cortando grama. Eu estava pegando qualquer coisa que me ajudasse a economizar dinheiro para comprar mais Les Pauls e Marshalls. Eu me lembro de que estava tocando em bares, ganhando pouco e daí ter que carregar toda minha tralha e ir pra casa. Mas eu adorava aquilo. Sempre foi divertido tocar na frente do público.
Certa noite, esse cara, Dave [Felitz] me viu tocando e perguntou se eu já tinha pensado em fazer um teste pro Ozzy. Primeiro achei que fosse apenas um idiota falando merda e querendo aparecer em cima do nome dos outros. Mas ele disse que tinha um amigo chamado Mark Weiss, um fotógrafo lendário que tinha acabado de tirar umas fotos de Ozzy alguns dias antes. Ele não podia prometer nada, mas ele me disse que se eu arrumasse uma foto e uma fita, ele as daria a Mark, que poderia levá-las à Sra. O.
Pra mim, sendo um enorme fã de Ozzy, conseguir a vaga foi como o personagem de Mark Wahlberg em "Rock Star". Ter um altar praqueles caras pendurado na parede e daí, do nada, você está na banda. Estar com o Chefão e ficar ali onde Randy ficou é como torcer pelos Yankees e tocar no mesmo estádio onde todos seus heróis jogaram e vestir o mesmo uniforme que eles. [...]
Qual você acha que é o segredo pra longevidade de uma banda?
Todos os caras com os quais estive em bandas, sempre gostamos de estar na presença um do outro. Eu fui direto de tocar com caras com quem eu andava pra banda de Ozzy. Lá estava eu, um moleque de 20 anos com caras de 40 anos que me apadrinharam. Eles não me trataram como um novato e nunca houve nenhuma hostilidade. Nós só passávamos algum tempo juntos e era incrível. A mesma coisa vale pro Black Label Society. Os caras que estiveram nessa banda, sempre terão um lar. Ninguém sai ou é chutado.
Alguma chance de você sair em turnê com o Chefão de novo enquanto ele está excursionando com o Sabbath?
Seria ótimo poder ver o Black Sabbath toda noite! Se a Mamãe decidir nos mandar pra estrada, claro que iríamos!
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