Andre Matos: cinco livros que influenciaram suas composições

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Por Alessandra Martins, Fonte: ROCKPressBrasil Assessoria
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De Saraiva Conteúdo. Por Priscila Roque.

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Com uma larga história traçada no heavy metal brasileiro e mundial, Andre Matos retorna com um novo show em homenagem a um dos principais discos de sua carreira, Angels Cry , gravado com o Angra em 1993.

No setlist, o álbum é executado na íntegra, ao lado de canções de seu último disco solo, The Turn of the Lights, além de faixas de outras bandas das quais também fez parte, como o Viper e o Shaman.

Para Andre Matos, que é cantor, compositor, maestro e pianista, a música foi a grande responsável por seu mergulho no universo da literatura. “O rock pesado sempre foi muito calcado na literatura. O Rob Halford, do Judas Priest, por exemplo, tem formação cênica. Já o Bruce Dickinson, do Iron Maiden, foi professor de História. O Brian May, do Queen, se formou astrônomo. Obviamente, isso trazia para a música um outro universo”, comenta.

As discussões que traz para suas letras têm uma referência vinda dos anos 1980. “Por meio do Iron Maiden, comecei a me interessar por Arqueologia e Mitologia. Outra banda que eu gostava muito era o Manowar. Eles exploravam a mitologia escandinava, coisas que eu nunca tinha ouvido falar na escola”, explica.

“Como músico e compositor, tenho responsabilidades por cada coisa que coloco em um disco. As pessoas vão escutar e assimilar. Assim, isso pode trazer consequências na vida de cada um. Tenho consciência disso como músico e artista. A coisa não acaba aqui. É só o começo”, orgulha-se.

Atualmente, ele mora na Suécia e guarda por lá grande parte de seu acervo. Aproveitando sua passagem pelo Brasil, o SaraivaConteúdo o convidou para contar quais são os cinco livros que influenciaram suas composições ao longo da carreira. Acompanhe:

AZTECA, DE GARY JENNINGS

“É um romance histórico. Esse livro me influenciou a escrever muita coisa. Lembro na época do disco Holy Land, do Angra, que tratava do período do descobrimento das Américas. Da América pré-colombiana até a vinda dos descobridores, dos navegadores e todo o massacre que foi, na realidade, a imposição da civilização ocidental em cima daquelas civilizações que existiam por aqui antes. Tenho a versão mexicana desse livro porque gosto de treinar leituras em outros idiomas, mas também saiu no Brasil. Para mim, está entre os três melhores livros que já li na minha vida.”

GERMINAL, DE ÉMILE ZOLA

“Esse livro me marcou muito na adolescência. Ele trata dos mineradores e das minas de carvão na fronteira entre a Bélgica e a França. Me lembro que foi uma das coisas mais bem escritas e que prendeu mais a minha atenção na época. É uma obra um pouco pesada, chocante, mas que valeu a pena ler e que de certa maneira acabou me influenciando na criação musical.”

A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO, DE NÍKOS KAZANTZÁKIS

“Esse é um livro que virou filme – e eu considero o meu filme favorito de todos os tempos. Para a época em que foi escrito, é completamente subversivo, rebelde, revolucionário. Eu, que nunca fui tão ligado em religião, a partir dessa leitura e do filme, comecei a respeitar muito mais a história de Jesus Cristo – da maneira como ela é contada. É uma forma alternativa. Ele retrata um Jesus Cristo humano.”

EMERGÊNCIA: A DINÂMICA DE REDE EM FORMIGAS, CÉREBROS, CIDADES E SOFTWARES, DE STEVEN JOHNSON

“Esse, na verdade, é um estudo usado por alunos e professores de semiótica, psicologia e ciências da computação. Quem diria que um músico iria ler um negócio desses? Mas, realmente, tem muito a ver. Ele me influenciou muito durante a produção do Mentalize. O disco foi basicamente calcado na temática da física quântica e nessa organização de sistemas. Já li uma vez e pretendo reler, porque não são teorias fáceis de se entender, mas que bem ou mal cabem dentro da música.”

2666, DE ROBERTO BOLAÑO

“Ele me impressionou terrivelmente e entrou como inspiração no The Turn Of The Lights – um álbum meio apocalíptico, que vinha nesse bojo da especulação sobre o fim do mundo. Não que eu acreditasse no fim dele, mas era interessante formular o ‘e se’. Ele tem umas 600 páginas, não lembro o número exato. Só sei que era pesado para carregar, mas eu não me cansava. Li do começo ao fim, sem parar. A narrativa do cara é fantástica. O autor, hoje em dia, é morto e deixou uma obra relativamente pequena. Esse foi um dos últimos que li e que mais me impressionou.”

Andre Matos coleciona obras em diversos idiomas

Noite de Autógrafos com André Matos para divulgação do CD The Turn of the Lights
Quando: 04/06/2013, terça-feira, 19h
Onde: Saraiva do Shopping Center Norte
Celebrando seis anos de carreira-solo, o vocalista, tecladista e compositor apresenta seu 3º álbum. Depois dos elogiados Time to be Free e Mentalize, o cantor apresenta em grande estilo o visceral The Turn of the Lights. O conceito por trás do CD é de que, ao iluminar algo que jamais foi iluminado, você revela verdades, faces e formas sequer imaginadas. Participe do evento e garanta o seu autógrafo.

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Sobre Alessandra Martins

Alessandra Martins é metaleira assumida. Respira música desde que nasceu. É Assessora de Comunicação e Relações Públicas, Tradutora (inglês, espanhol e italiano) e Fotógrafa da empresa RockPressBrasil. Já trabalhou com bandas como Fear Factory, Shaman, Korzus entre muitas outras.

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