The Cult: "uma doença", diz vocalista sobre incidente em show

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Por Fernando Portelada, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O frontman do THE CULT, Ian Astbury, falou sobre o incidente do show da banda em 13 de agosto, no Revolution live em Fort Lauderdale, na Flórida, quando um fã que estava presente no concerto foi retirado do local por supostamente estar mandando mensagens no seu celular e sendo desrespeitoso durante a performance (vídeo abaixo).

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Falando com Michael Christopher, do Vanyaland.com, Astbury disse: "Inicialmente o cara estava filmando todo o show - ele estava filmando tudo... É meio que uma doença que temos, onde as pessoas não estão presentes e depois de um tempo isso acaba te atrapalhando, tornando-se uma distração. Geralmente você não deixa coisas assim te atrapalharem, mas quando está bem na sua frente... um cara estava sentando do lado do palco comendo bolo [risos] e isso me atrapalhou também, mas eu fui lá e comi seu bolo."

"Então, a barricada estava muito próxima do palco; e eu acho que o que se lê disso é que como músicos, nós estamos vendo nossa indústria ser dizimada a um ponto onde a expectativa de um fã está de uma forma onde você só está lhes prestando um serviço, a ideia é que agora os músicos estão no fundo da cadeia alimentar. Quando o Spotify está pagando 0.00004 de um centavo por play - um milhão de cliques lhe rende 5 dólares. Quem ouve uma faixa um milhão de vezes? Ninguém. Você espera tipo uns 3 anos para receber um cheque de 18 dólares. Está ficando pior, e pior e pior."

"A única coisa que você controla é o ambiente da performance. Quando você tem as habituais performances acontecendo, isso perturba a performance. Quando você tem alguém visualizando o show através de um celular, isso se espalha através da plateia."

"E este gênio, primeiramente, recebeu um educado pedido para parar de filmar; Eu não me incomodo se você tira fotos, isso é legal, não me incomodo se você filma pedaços - mas não filme o show inteiro; chega é chega. Primeiramente eu fiquei surpreso, mas em seguida ele estava teclando durante uma música. Isso é incrivelmente perturbador, ver pessoas na sua frente e totalmente desconexas com o processo - elas nem estão presentes. Você poderia muito bem ficar em casa"

"Eu comentei com esse cara: 'Você poderia por favor parar de mandar mensagens?' Ele não prestou atenção."

"Eu estava com água na boca e a borrifei ao seu lado e ele simplesmente explodiu - explodiu; tentando escalar as barreiras, tentando brigar comigo, estava me xingando, estava gritando: 'Vá se foder'. E eu estava tipo: 'Você é rude. Esta é nossa casa, você está se comportando desrespeitosamente, você está atrapalhando, você está afetando a funcionalidade de toda a noite, e você está desconectado - porque se incomodou em vir?'"

"Quando isso cai no Youtube, parece merda, soa como merda - você perdeu o momento. Nós não derramamos sangue, suor e lágrimas criando esta música para sermos esnobados.

"Fique em casa."

"Eu estive em performances na Broadway onde os atores pararam para dizer: 'Desligue seu celular. Pare de mandar mensagens. Você está quebrando a magia. Esteja presente.' Se você quer continuar fazendo-o, vá para os fundos e envie sua mensagem - quase que como fumar em aeroportos, você deveria ter uma área própria para mensagens."

"Você realmente precisa fazê-lo? Então você tem este pequeno espaço para onde ir. Seria incrível como as pessoas seriam possessivas nestes ambientes. Não provoque os animais, você pode ser mordido."

"Algumas pessoas dizem que estou sendo egoísta e injusto, estas pessoas pagaram para ir ao show e eles podem fazer o que quiserem. Então se você convida pessoas para sua casa, e é sua casa pela noite, você espera que eles mijem no chão e caguem em suas flores?"

"Inicialmente, quando subimos - mais de 60% da audiência tinha um telefone para cima. É mais ou menos assim que acontece agora. No começo é legal, não temos problemas com isso, mas quando isso se mistura ao show inteiro, e você está cantando músicas como 'Embers', por exemplo, que é uma música muito íntima, uma música muito reveladora, e as pessoas estão desconectadas, isso realmente quebra a mágica. É como um célula cancerígena de desconexão naquela sala."




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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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