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Airbourne 2022

Linda Perry: Uma pergunta que quisemos fazer no Natal

Por Ronaldo Celoto
Em 25/12/13

- Meu querido Deus... eu estou escrevendo esta carta a você, pois, por longos e intermináveis anos, eu quis entender qual o significado da minha vida. Porque eu estou aqui? Qual a essência da palavra felicidade que eu jamais conheci? Qual o verdadeiro significado de amar, se amar, muitas vezes, é sofrer e entregar-se por uma realidade que se traduz em mentira? Qual enfim, o sentido de estar vivo? Você poderia me dizer?

Sim, porque desde que eu me concebi como ser humano, eu percebi que nunca quis ser a pessoa que eu sou. Eu não desejo viver em um mundo onde a discórdia, a ganância, a dor e o ódio percorrem as ruas e as casas, a incompreensão e o preconceito são sinais de inteligência, e, todas as religiões convergem-se em guerras, extinção de famílias, e, escravidão de almas. Não, querido Deus...eu nunca quis permanecer vivo em um mundo como este.

Mas, por mais insistente que eu seja, você continua a me manter vivo. Porque? Qual o motivo de você castigar-me com tamanha fúria, se tudo que eu faço é seguir justamente a tua "sagrada" mensagem, o teu "livre arbítrio", e, desejar morrer?

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E você, para tentar me aliviar, me presenteia com o dom da música. E, com este dom, eu permaneço sentado, imóvel, a conduzir esta sinfonia chamada vida, sentindo-me um fantoche dos teus caprichos e sonhos, enquanto lá fora, o mundo continua o mesmo, mergulhado na indiferença, na falta de solidariedade, na tragédia diária chamada humanidade.

Desde pequeno, eu fui, como filho, torturado e desprezado. Eu sentia, dia após dia, que eu era o teu alívio cômico, o teu fantoche, pois as torturas não cessavam, e, tudo que você fazia era assistir e me manter vivo.

Se você quer que eu te agradeça, então eu te agradeço, pelo que você me deu: a vida, que para você, é um presente, mas para mim, é algo que não me responde quem eu sou e para onde eu vou. Eu continuo assustado, e, sei que tenho de te agradecer como todos fazem, como se todos os milagres do mundo se resumissem na tua existência, mas...porquê???

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Porque eu continuo vivo nesta vida cheia de sofrimento? Você está decepcionado? Você está orgulhoso? E eu, cada vez mais fraco, sinto-me cada vez mais uma aberração, perdi toda minha autoestima, sou cada vez mais um "nada", um "nada"!!!

Então por favor, me diga algo...pois continuo confuso, durante todos estes intermináveis anos. Mas não se esqueça, querido Deus...eu estou escrevendo esta carta para você...somente para você. E quem sabe um dia, você possa responder-me.

Embora estas palavras sejam minhas, quero aqui dizer que elas foram escritas nesta noite de celebrações natalinas, para trazer a muitos de vocês o significado de uma magnífica e emocionante canção composta por LINDA PERRY, já gravada pela banda HOLE e comumente cantada por alguns outros artistas em seus shows, mas que, por meio da interpretação da própria LINDA, adquiriu uma emoção poucas vezes vista. São palavras as quais muitas vezes nos associamos, pois bem sabemos que já houve natais onde, mesmo na obrigação de celebrarmos o fim de ano com festas familiares, brindes e abraços, nem sempre nós tínhamos o espírito mergulhado nesta sensação natalina. Muitos de nós passavam por problemas emocionais, por desilusões familiares, por crises financeiras, ou até mesmo, não gostavam desta época (há muitos que ainda não gostam, justamente por achar que tudo não passa de um jogo artificial capitalista inventado para causar vendas comerciais e unir por um único dia pessoas que sequer conseguem olhar-se nos olhos).

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Enfim, não importa o motivo, a intenção da matéria é oferecer a todos uma emoção diferente, longe de champanhes e dos assados tradicionais. Uma emoção através da música, e, uma música não de festividade, mas sim, de clamor e insatisfação, de questionamento sobre o planeta onde vivemos. É de trazer lágrimas aos que conseguirem adentrar na letra e na alma desta grande compositora. Vejam o vídeo a seguir, e, sigam também, a letra. No mais, um feliz natal a todos!!!

= Letter To God =

Dear God, I'm writing this letter to you
Cause I don't have a clue
Can you help me?
I'm sitting here simply trying to figure out
What my life's all about
Can you tell me?

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I never wanted to be
The person you see
Can you tell who me I am?
I always wanted to die
But you kept me alive
Can you tell me who I am?

I lie awake conducting this symphony
That you have gifted to me
But I can ever sleep
Don't be mad but I get weak inside
And I start to fall apart
Cause I feel nothing

I never wanted to be
Some kind of comic relief
Please show me who I am
I've been tortured and scorned
Since the day that I was born
But I don't know who I am

And I thank you, man, for everything
Sorry I'm so frightened about all of this
But I wish I could give you more
And all the lights are shining down on me
And I feel intimated by it all

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

I never wanted to be the person you see
But thank you

Oh, God, please tell me now
Are you disappointed?
Are you proud?
Haven't I done everything, everything?

I'm so sorry I'm so weak
And I'll turn into a freak
But I don't know anything, anything

But I've lost all self esteem
From burying everything
And I feel nothing, nothing

Oh, God, please tell me now
Oh, God, please tell me now
Cause I feel nothing

Oh dear God I'm writing this letter to you
I am coming unglued
Please, help me

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Sobre Ronaldo Celoto

Natural do Estado de São Paulo, é escritor, professor, poeta e consultor em direito, política e gestão pública. Bacharel em Direito, com Mestrado em Ciência Política, atualmente cursa Doutorado em Direito, Justiça e Cidadania pela Universidade de Coimbra. Além destas atividades, dedica diariamente parte de seu tempo à pesquisa e produção de artigos científicos, contos, romances, matérias jornalísticas, biografias e resenhas. Seus interesses pessoais são: cinema, política, jornalismo, literatura, sociologia das resistências, ética, direitos humanos e música.

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