Obskure: comemorando 25 anos de estrada

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Facebook
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A banda de Death Metal cearense OBSKURE comemorou no mês passado seus 25 anos de estrada. Para marcar a data, o projeto Polifonias apresentou a banda, dividindo o palco com a IN NO SENSE, no palco do anfiteatro Dragão do Mar. O projeto do show de "25 anos de existência" foi aprovado no edital de programação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e se transformou em duas apresentações, a preços populares.

Os irmãos Amaudson (guitarra) e Jolson Ximenes (baixo), acompanhados de seus colegas de banda Daniel Boyadjian (guitarra), Germano Monteiro (voz), Wilker D'Angelo (bateria) e Fábio Barros (teclado), com a participação de Claudine Albuquerque (vocais) passearam por toda a discografia do OBSKURE, incluindo os álbuns "Overcasting" (1998), "Dense Shades of Mankind" (2012) e as fitas demo Uterus and Grave, de 1990, Opressions in Obscurity , de 1992 (ambas já relançadas em vinil de 7 polegadas - a primeira em um split com os santistas do NO SENSE).

A banda OBSKURE iniciou sua trajetória em maio de 1989, através dos irmãos Ximenes e foi uma das pioneiras na utilização de teclados criando climas soturnos e únicos em seu death metal. Já representaram o Ceará em uma seletiva do famoso festival Wacken, da Inglaterra, e foram convidados do KRISIUN em um festival em São Paulo. Em 30 de julho de 2012, recebeu um duro golpe com o falecimento de seu ex-baterista, Marcos "Mano", após dupla parada cardíaca.

A banda recebeu cinco indicações nos prêmios "Melhores de 2012" da revista Roadie Crew: Melhor álbum nacional para "Dense Shades of Mankind", melhor baixista nacional para 'Jolsom Ximenes', melhor vocalista nacional para 'Germano Monteiro', melhor tecladista nacional para 'Fábio Barros' e melhor baterista nacional para 'Dângelo Feitosa'.

O "ForCaos", evento anual realizado pela ACR (Associação Cultural cearense do Rock), da qual Amaudson também é presidente e fundador, está há 15 anos abrindo espaço para bandas independentes do Ceará e de outros estados brasileiros, além de contar com nomes já consagrados no meio heavy metal.

Sobre o show a antropóloga Abda Medeiros disse em sua página no Facebook:

"O final de semana foi de muita música pulsante na alma. Nada mais significativo do que celebrar com os amigos as conquistas e as superações que envolvem suas paixões musicais: refiro-me aos 25 anos da OBSKURE, banda cearense de Death Metal. Além de serem gente do bem, que batalha na vida e na música, eles são "artesãos musicais" habilidosos e sutis com suas pinceladas de brilho, grandeza e profissionalismo. Além de terem por perto a beleza e o canto feminino sem firulas de Claudine Albuquerque. Ver a alegria contagiante destes músicos após um show não tem preço. Ouvi-los narrando histórias desta trajetória musical é certeza de gargalhadas que embaralham os arquétipos mais sisudos que povoam as mesmices do universo musical. Que venham mais tantos anos necessários, meus amigos, para que nada disso se faça silêncio. Sempre sacudindo as fortalezas do medo e comodismo, cruzando os céus do Brasil numa travessia atlântica. Mais do que isso, inspirando tantos outros grupos musicais e músicos, como a banda In No Sense, num constante compartilhar dos palcos mundo a fora. Vida longa ao Obskure!"



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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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