365: banda lança disco de inéditas e volta à boa fase
Por Evandro De Marco
Fonte: EM Aulas
Postado em 07 de março de 2014
Com certeza o 365 é uma das principais bandas paulistanas da década de 1980, muito por causa de duas músicas: São Paulo e Grândola (Vila Morena), bem conhecidas do público roqueiro trintão e quarentão. Ambas foram tocadas nas rádios daquela época e caíram no gosto dos fãs de rock e punk rock.
Porém, o 365 não ficou parado no tempo e, quase 30 anos depois de iniciar as atividades, volta com disco novo (O Destino) e estreia outra formação. Juntam-se aos remanescentes Ari Baltazar (guitarra) e Miro de Melo (bateria), o vocalista Neto Trindade e o baixista Robertinho Pallares.
O novo trabalho conta com ótimas composições e uma banda coesa. Mas, quem pensa que o rótulo de punk rock restringe a um som direto e sem muitas investidas em letras e arranjos bem elaborados está enganado. O 365 mostra que é possível fazer música de atitude e bom gosto, a exemplo da própria faixa título deste novo trabalho.
O blog do EM Aulas conversou com o 365 para saber como está esta nova fase. Confira:
EM Aulas - Como foi o início do 365?
Miro de Melo - O 365 começou em 1984 após uma apresentação frustrante da minha antiga banda, o Lixomania, no programa Fábrica do Som (TV Cultura). Houve uma briga em plena gravação e o punks vinham sofrendo perseguições de todos os lados e já estava muito difícil para as bandas da época mostrarem seus trabalhos. Resolvi continuar tocando e montar uma banda nova com outra proposta. Estava na casa da Fernanda, hoje esposa do Dado Villa Lobos (guitarrista do Legião Urbana), e comentei com ela que queria montar uma banda que o nome tivesse números e com algum significado. Ela sugeriu "365", que remete ao ciclo de dias do ano.
EM Aulas - Como foi entrar em estúdio e gravar um disco novo após mais de uma década sem lançar nada novo?
Miro de Melo - O disco novo, pra mim, depois do primeiro é o melhor disco da banda. Ele trouxe de volta uma banda mais madura, mais rock; e canções mais bem arranjadas, sem perder a essência musical que o 365 sempre teve. Ficamos 2 anos fazendo experiências para construir este novo trabalho. Eu e o Ari tivemos que compor letras, coisa que não acontecia há muito tempo, e tivemos a felicidade de fazer grandes canções.
Leia a matéria na íntegra:
http://zip.net/bsmG4V
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