A7X: "Somos Metal, mas se alguém acha que não, tudo bem!"

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Fonte: Loudwire.com
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No último dia 26 de março o vocalista do Avenged Sevenfold, M. Shadows, concedeu uma entrevista para o programa Loudwire Nights que foi conduzida pela apresentadora Full Metal Jackie, eles conversaram sobre diversos assuntos, como o sucesso do seu novo disco "Hail To The King", a indústria da música no presente comparada aos dias de glória do Rock, a vindoura turnê com Hellyeah e Adrenaline Mob e se o Avenged Sevenfold é uma banda de Metal aos olhos de M. Shadows. Confira alguns trechos da entrevista abaixo:

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Loudwire Nights - FMJ: Hey, aqui é Full Metal Jackie e vou conversar essa noite com o vocalista do Avenged Sevenfold, M. Shadows. Como vai?

MS: Estou bem, e você?

FMJ: Estou ótima, muito obrigado por reservar um pouco do seu tempo para estar conosco aqui. O sexto e mais recente álbum do Avenged Sevenfold "Hail To The King" foi o segundo disco seguido a debutar em 1° Lugar nas paradas, parabéns por essa conquista.

MS: Obrigado, aprecio isso.

FMJ: Várias bandas ficam tão imersas dentro do processo criativo de compor um álbum que demoram entre 6 meses até um ano para que consigam ouvir o disco de forma objetiva, agora que você teve esse tempo, como se sente sobre o "Hail To The King"?

MS: Eu o amo, ainda soa ótimo, a produção foi feita por nós e eu realmente adoro escutá-lo, as músicas soam melhor ao vivo do que qualquer coisa que já tenhamos feito antes por causa do espaço e da simplicidade de tudo, e essa era nossa meta. Cada registro nosso possui uma meta que almejamos cumprir, e com este queríamos alcançar uma sonoridade mais próxima do rock e metal clássico e eu acho que nós conseguimos isso. Eu mal posso esperar para descobrir como o próximo álbum vai soar.

FMJ: Musicalmente, levando em consideração o "Hail to the King", como você vê o Avenged Sevenfold dentro do contexto da evolução do Rock e Metal?

MS: Oh, eu não sei. Eu acho que é difícil dizer com relação ao rock e metal atualmente porque um monte de coisas que eu escuto são antigas. Eu acho que muita gente realmente se envolve no lado técnico do Metal e no que é Metal e o que não é e que as músicas precisam de mais pedal duplo e mais blast beats e mais dificuldades técnicas, mas eu sou uma pessoa que prima pela canção como um todo, então eu acho que você pode escrever boas canções em qualquer tipo de Rock e qualquer tipo de Metal e é desse tipo de coisa que eu sou fã.

Pessoalmente, eu só quero ouvir boas músicas. Eu quero ouvir bandas e pessoas que querem escrever boas músicas de Metal e de Rock e eu acho que hoje em dia isso se perde às vezes, muitas vezes as bandas só querem ser mais extremas do que a próxima banda e isso é tudo em que se concentram, isso não interessa muito pra mim.

FMJ: Que tipo de coisas você anda ouvindo?

MS: Os mesmos de sempre. Logo antes de começarmos eu estava ouvindo Pink Floyd. Eu ouço muito Pink Floyd, The Doors, Elton John, Sabbath, Metallica, Guns N 'Roses, Megadeth... Rock e metal clássico no geral.

FMJ: Como você se sente sobre o ressurgimento de muitas dessas bandas? Black Sabbath, obviamente, ainda está por ai lançando material e fazendo turnês. Megadeth também...

MS: Essas são as minhas bandas favoritas, então é ótimo eles lançando álbuns e fazendo turnês. Eles são monstros, você olha para o Sabbath, você olha para Metallica e Maiden ao redor do mundo e percebe que essas bandas nunca pararam, eles lotaram estádios nos últimos 10 anos.

Nós estávamos em São Paulo alguns dias atrás e os caras do Metallica também, eles fizeram show em um estádio por lá e os ingressos acabaram quase instantaneamente, é insano ver o quão grande essas bandas são e é uma coisa muito legal de ver pelo mundo, o Metal e Rock com energia maciça.

FMJ: Você sente que sua esperança para Avenged Sevenfold é ser uma daquelas bandas que resistirão ao teste do tempo e ainda estarão fazendo isso daqui a 20 anos?

MS: Isso é sempre uma esperança, mas as coisas mudaram muito, estamos lidando com uma geração completamente diferente, veja só a quantidade de música e tecnologia que passa por todo mundo todos os dias, é tudo muito esporádico. Com Spotify você compra um disco agora e você não precisa nem mesmo ouvi-lo, você está pagando por uma assinatura na maior parte do tempo.

Obviamente, eu sou um cara mais jovem, mas mesmo quando eu estava crescendo, você ia e comprava um CD e você tinha que ouvi-lo. As bandas dessa época se tornaram enormes por causa desse ato de comprar o CD. Eu me lembro de quando o primeiro registro do Korn saiu ou quando "Far Beyond Driven "(do Pantera) saiu, não havia nenhuma maneira de eu não ouvir essas coisas até a morte porque eu tinha pago dinheiro por elas. Agora, com as assinaturas, eu vejo as pessoas que baixam músicas que elas nem sequer ouvem, elas apenas ouvem uma música, elas não se preocupam com a banda. Vai ser muito mais difícil para bandas como nós ou um Five Finger Death Punch ou um Bullet for My Valentine - bandas que estão chegando agora tornarem-se tão grandes, porque as pessoas estão muito dispersas com todas as coisas que estão sendo jogados para eles.

FMJ: Obviamente, isso seria uma esperança : a de que vocês poderiam chegar a esse ponto um dia, mas vai ser difícil. É claro que é difícil quando você se compara às bandas que já existem a mais tempo do que o Avenged. É impossível até mesmo chegar perto da quantidade de vendas de álbuns que as bandas históricas conseguiram o negócio da música estava melhor.

MS: Totalmente. Estávamos lá quando o declínio começou a acontecer, "City of Evil" saiu e as pessoas falavam coisas como "Oh, seu álbum vende apenas 30.000 cópias por semana, isso é muito fraco em comparação com os registros mais antigos." Agora eu olho para 30.000 cópias por semana e vejo que qualquer banda morreria por isso, inclusive nós, isso não acontece mais. Agora você está no Top 20 se você vende 14.000 cópias por semana. Essa coisa de comprar um CD está desaparecendo. É muito mais difícil, porque você olha para essas bandas que venderam 200 milhões de discos e é tipo... Isso nunca vai acontecer de novo, nenhuma banda jamais fará isso de novo. Então, só temos de fazer do nosso próprio jeito, nós não estamos realmente preocupados com seguir os passos dessas bandas, estamos apenas preocupados em tocar para os nossos fãs e escrever boas canções.

FMJ: A Shepherd of Fire Tour começa em 12 de abril e vai até meados de maio. O que torna levar o Hellyeah e o Adrenaline Mob em turnê emocionante para você e quão perto vocês trabalham com o pessoal dessas bandas?

MS: Nós trabalhamos muito de perto com eles , é uma combinação que nós e os promotores tentamos montar, um pacote que achamos que as pessoas vão gostar, tentamos colocar nossos amigos em shows com a gente e também tentamos levar as bandas que têm novos álbuns. Vinnie (Paul) me mandou algumas músicas do novo álbum e eu adorei e eu queria leva-los. Originalmente a turnê ia ser com Motorhead e Hellyeah , mas há alguns problemas com a saúde de Lemmy e eu não acho que eles queiram excursionar extensivamente, então nós ligamos para nossos amigos no Adrenaline Mob que também têm um novo álbum. Nós apenas gostamos de levar nossos amigos conosco.

FMJ: Eu sinto que a história do Avenged Sevenfold começou a acontecer no metal. Como você se sente sobre onde à banda está hoje? Você está orgulhoso de suas raízes no Metal? E como você se sente sobre os fãs de Metal e como eles recebem a banda?

MS: Há, obviamente, sentimentos mistos sobre Avenged Sevenfold e Metal, mas isso acontece por causa de até onde o Metal chegou e não pelo que o Metal foi. Eu sinto que "Hail to the King" é mais um álbum de Metal tradicional do que qualquer outra coisa que pudéssemos ter feito. Obviamente, '"City of Evil" soa mais como algum tipo menor de Metal Melódico com influências europeias.

O Metal dos anos 80 não soa como Metal de hoje - as batidas super rápidas, blast beats e todos os gritos - nós não estamos interessados nisso agora e se as pessoas dizem que não somos metal por causa disso, tudo bem , nos contentamos em ser uma banda de Rock . Temos canções como "A Little Piece of Heaven" ou "Dear God" que são influenciadas por Oingo Boingo e Country respectivamente, até mesmo " Critical Acclaim" tem um pouco de hip-hop, pegamos influencias de todos os lugares e nos orgulhamos disso. Se acho que nós somos uma banda de Metal? Sim, e somos orgulhosos dessa palavra e dessa cena, mas quando as pessoas dizem que não somos Metal , tudo bem também, cada um tem com a sua própria opinião.




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