King Diamond: "Meu amanhã é incerto"
Por Fernanda Mota
Fonte: Blabbermouth
Postado em 11 de outubro de 2014
O frontman dinamarquês King Diamond, que foi submetido a uma cirurgia de revascularização do miocárdio, em novembro de 2010, disse que nunca esteve particularmente preocupado com o contratempo financeiro incorrido devido às altas despesas de cirurgia e recuperação durante o período em que esteve convalescente. Em uma nova entrevista ao "The Metal Voice", disse: "Não tenho desperdiçado meu dinheiro com coisas desnecessárias, então, tudo bem. Não era o tipo de coisa que eu pensava. Eu só pensava em tentar sobreviver.
"O que importava pra mim, era... ser capaz de levantar um grande copo com água. De fato, ter força para levantá-lo foi um grande passo. Era o que importava pra mim. Eu já não me preocupava em ver isto ou aquilo".
Continuando: "Nunca gostei de... Eu não precisava de cinco Ferraris na minha garagem pra me sentir bem; não era o que importava pra mim. Outras coisas me interessavam. Hoje em dia, posso te dizer, coisas boas vieram de coisas ruins. Agora, sigo o conselho dos médicos, porque gosto de estar aqui. Eu tive uma segunda chance, e valorizo isso. Meu amanhã é incerto. Não sei se acordarei. Aprecio isso enquanto eu posso, cada momento. E eu entendo que ainda tenho muito a contribuir. Porém há outras coisas pra se prestar atenção. Sinto-me como se estivesse em uma casa com 20 janelas, comparando a uma casa com 10 janelas, no passado. Vi muito e agora devo prestar atenção em várias outras coisas".
Ele conclui: "Essa coisa toda de ter isso ou aquilo, status e toda essa porcaria, não é sobre mim e nunca foi. Eu gostaria de ter entrado na onda e dado uma direção à banda ou algo do tipo, mas não pude. Não seria honesto, e isso não é comigo. Eu tenho que seguir o coração, fazer a coisa certa, e é isso o que sempre temos feito. E sei que nós só estamos aqui por causa dos nossos fãs, claro. Nós não somos esta super banda que todo mundo tem que comprar porque somos grandes. É uma via de mão dupla, e sempre vai ser uma via de mão dupla, e um sem o outro, não é divertido. Qual seria a graça de tocar pra ninguém, mesmo que te pagassem um milhão de dólares? Quero dizer, qual é o sentido? Você não terá emoção. Posso te garantir isso".
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