Igor Cavalera: O 1° show do Sepultura e as tretas do início da carreira

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Por Rafael Testa, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Em uma entrevista de 2015, o ex-baterista do Sepultura, Igor Cavalera, falou sobre as suas memórias do primeiro show da banda, que aconteceu em Belo Horizonte, em dezembro de 1984. Ele disse: "Sim, cara. Foi bem louco. Foi incrível. Mas, ao mesmo tempo, ninguém entendeu nada."

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Ele continuou: "O line-up do Sepultura foi formado por mim, meu irmão Max e Wagner do Sarcófago. Então foi um pouco louco, poque Paulo (o baixista da banda) estava de férias da escola e basicamente foi viajar. E um outro cara que tocava com a gente na época não podia substituí-lo porque a mãe dele não tinha deixado ele ir. Ele era bem mais velho que nós. Isso é louco porque ele tinha 18 anos ou um pouco mais e a mãe dele não deixava ele sair de noite, enquanto nós tínhamos 12 ou 13 anos e ficamos toda a noite fora. Então, isso foi um pouco bizarro.

Mas o show foi bem legal. Nós abriríamos para o Overdose. Eu me lembro que eles nos perguntaram: 'Vocês querem tocar com a gente?' e ninguém nos deixava tocar em lugar nenhum naquela época. Nós acabamos tocando depois do Overdose e todo mundo foi embora assim que começamos. As únicas pessoas que ficaram ali foram um cara punk e um skinhead que pareciam meio perdidos em Belo Horizonte porque eram de fora da cidade. Até nossos amigos nos disseram, 'Esse show foi terrível, cara.' Mas nós realmente gostamos dele. Uma coisa legal sobre esse show é que os donos da Cogumelo Records, João e Pati, estavam por lá. Eles se aproximaram de nós e disseram que realmente haviam gostado do nosso show e falaram sobre o split com a Overdose. Então esse show é histórico porque a partir dele iniciamos nossa parceria com a gravadora."

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Perguntado sobre o Sarcófago e o Overdose, duas bandas que tiveram problemas com o Sepultura, Igor disse: "Sim, mas era diferente. Éramos garotos, tínhamos problemas com todo mundo. Era aquela coisa de falar merda sobre todo mundo, coisas de meninos de 15 anos. Então esses problemas nunca foram realmente sérios.

Eu já li algumas coisas de alguns caras de Belo Horizonte (terra natal do Sepultura) que diziam que o Sepultura tinha um tipo de conspiração contra as outras bandas. Como isso seria possível? Por que deveríamos parar de fazer as nossas coisas para fazer qualquer coisa contra outras bandas? Isso não é possível, sabe? Então foi um pouco divertido escutar esse tipo de coisa. Se não fosse por causa de outras bandas, seria por alguma outra coisa, como garotas ou futebol. Eu vejo essa situação toda mais como uma coisa de adolescente do que uma briga de verdade ou algo como 'os caras se odeiam' ou 'essa banda é isso ou aquilo'. Éramos só garotos falando merda sobre o outro e então, eventualmente, nos encontrávamos e entrávamos em brigas. Eram dias diferentes também. Não havia um teclado na sua frente em que você podia continuar falando merda. Você tinha que fazer isso cara a cara. Isso era divertido, porque haviam mais confrontos."

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Igor continuou: "Naquela época, garotos chegavam pra gente e falavam 'vocês fizeram isso ou aquilo' ou então 'a banda se vendeu'. Hoje não se vê isso mais. Agora só comentam no YouTube. Esse mesmo cara te encontra depois e diz 'Oi'. Eu acho que os confrontos físicos e verbais estão chegando ao fim. É a triste realidade."

Confira imagens raras de um dos primeiros shows do Sepultura, em 1985, na capital mineira.




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Sobre Rafael Testa

Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, tem 23 anos, é estudante de sistemas de informação e torcedor fanático do Vasco da Gama e do Tupi Football Club. Se interessou por rock/metal depois do grande tio Roney mostrar-lhe o Iron Maiden. Tem o gosto musical muito variado, curte do thrash metal do Slayer ao metalcore do All That Remains. Acredita que existem bandas boas atualmente e faz questão de apresentá-las.

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