Max Cavalera: Amor pela cocaína, moshpit de marines & Lemmy

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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O texto abaixo é um apanhado de trechos disponibilizados gratuitamente pela edição online bretã METAL HAMMER onde o frontman MAX CAVALERA [Soulfly, Sepultura, Killer Be Killed] comenta sobre alguns dos momentos mais insólitos de sua carreira.

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Fonte original:
https://www.teamrock.com/features/2015-08-18/confessions-max...

A nova edição da Metal Hammer [com a entrevista na íntegra] pode ser adquirida nas boas casas do ramo desde já.

[…]

Ele aprendeu com as tribos na selva e foi 'batizado' por Ozzy Osbourne.

Mas não mencione a seleção brasileira em sua presença.

Antes de mais nada, Max, você já superou a humilhante derrota do Brasil para a Alemanha por 7 x 1 na Copa do Mundo ano passado?

"Fiquei louco naquele jogo! Na verdade, eu estava na Inglaterra quando eles jogaram. Estávamos fazendo uma turnê por casas menores, e eu assisti ao primeiro tempo do jogo com dois motoristas de ônibus alemães. Até eles se sentiram mal por mim. Em um período de 10 minutos, estava 5-0. Eu lembro de ir fazer o show, e voltar e o placar final era de 7-1. Eu fiquei tão puto, fui pro fundo do ônibus e tentei botar fogo na minha camisa do Brasil. Mas adivinha? A camisa não queimava. Então eu tentei jogar cerveja e vodka nela, e ela ainda assim não pegou fogo. Mas ela ficou totalmente destruída. "

Fora seu time de futebol perder, o que te deixa louco?

"Fofoca, intolerância, racismo, Bush – George Bush me deixa puto. Assistir às notícias também. Assistir às notícias é mais deprimente do que qualquer outra coisa. "

Qual o pior ferimento que você já sofreu no palco?

"Me tacaram uma lanterna na cabeça na Austrália certa vez. Estávamos tocando no Big Day Out em 1999 e Marilyn Manson e o Korn também estavam tocando. No meio de 'Tribe', alguém decidiu que seria uma boa ideia tacar uma lanterna no palco. Ela me acertou na testa e abriu minha cabeça completamente. Havia sangue jorrando por todo o meu rosto e minha guitarra. O visual ficou muito legal, na verdade. Eu decidi seguir tocando com minha cara coberta de sangue, e eu lembro dos caras do Korn ainda do lado do palco e a cara deles era de puro horror. Eu me diverti mesmo assim. Mesmo com a testa aberta, eu ainda mando ver. "

Qual o show mais estranho que você já deu?

"O Soulfly tocou para fuzileiros navais dos EUA em Camp Lejeune [em 2006], que é uma base militar em Jacksonville, Carolina do Norte. Aquilo foi bem louco, porque o praticável da bateria foi montado em cima de um tanque, e havia equipamento militar por todo canto, e eles queriam abrir um mosh, e pra isso tiveram que pedir permissão para o General. A filosofia dele era, 'Bem, vocês vão para o Iraque semana que vem, então divirtam-se com esse lance de metal que vocês gostam'. E eis que acabou rolando um pit em círculo, e aquilo foi bem surreal, cara. "

Você já ficou embasbacado na frente de um ídolo?

"Ah sim! O primeiro que me deixou bobo foi Ozzy. Éramos todos, obviamente, fãs de Black Sabbath e Ozzy, e depois de me conhecer, ele me deu um beijo na testa. Eu fiquei tipo, 'Wow, isso aconteceu mesmo? ' Tomamos ácido aquele dia também, e ficamos brisando a noite toda sobre Ozzy ter me beijado na testa. Os caras diziam, 'Você foi batizado por Ozzy! ' Ha Ha"

Essa foi a vez que você ficou mais sem ação por se encontrar com alguém?

"Bem, teve outra vez em Londres quando encontramos com Lemmy. Fomos a um pub e ele estava lá, jogando em um caça-níqueis, e eu fiquei meio bêbado e fui encher o saco dele. Eu disse, 'Eu sou brasileiro e sou um grande fã do Motörhead' e ele só respondeu, 'Me deixe quieto, jovem. Você não vê que eu estou tentando jogar?' eu continuei enchendo ele, e ele pegou seu copo de whisky e o derramou sobre minha cabeça. Eu achei aquilo demais!"

Fora isso, qual a coisa mais legal que você já fez?

"O que me impressionou mais foi visitar a tribo Xavante no Mato Grosso enquanto gravávamos Roots com o Sepultura. Aquilo foi uma porra National Geographic! Passamos três dias lá na selva com eles. Me impressionou viver ali por um tempo e experimentar da cultura deles e ser pintado com eles, e ser parte das tradições deles. Eu saí de lá quase uma pessoa diferente. Eu nunca vou me esquecer daquilo."

Qual sua droga menos preferida, e por quê?

"Provavelmente ácido. Eu amo cocaína, e usávamos muito dela naquele tempo. É uma droga muito boa para tocar speed e thrash metal. Você consegue arrepiar naquela porra a noite inteira. Mas com ácido, você perde o controle. Teve vezes em que tomei ácido e queria que o efeito acabasse, mas não é assim. Você tem que esperar até que ele seja consumido, e tem vez que demora 2 a 3 dias. Eu detestava perder o controle sobre minha mente e corpo. Então não recomendo ácido para ninguém…"



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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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