Billy Sherwood: novo baixista fala das impressões iniciais no Yes
Por André Molina
Fonte: yesworld.com
Postado em 11 de setembro de 2015
Recentemente o novo baixista do Yes, Billy Sherwood, conversou com fãs nas redes sociais oficiais da banda britânica. Em diversos questionamentos, ele falou sobre a sensação e a responsabilidade de estar substituindo o falecido fundador da banda, Chris Squire. O músico, que já tocou guitarra no grupo na década de 90, também analisou a atual turnê do Yes ao lado do Toto, realizada na América do Norte, e particularidades da banda.
Segundo ele, o Yes não estava preparado para a morte do único integrante que esteve presente em toda a discografia do grupo, mas com o apoio dos fãs começa a retomar as atividades. Ele justifica sua escolha devido à trajetória ao lado da consagrada banda de rock progressivo e, também, a amizade que sustentou com Cris Squire. Pouco antes de morrer em junho de leucemia, Squire teria falado com Sherwood sobre a situação.
"A perda de Chris causou um forte impacto. Éramos amigos muito próximos ao longo de quase três décadas. Fazer este trabalho é uma faca de dois gumes. Há momentos de tristeza e de ânimo para tocar as canções. Antes de morrer ele me disse para continuar o trabalho. Estou honrado de fazer parte da banda. Estou satisfeito por estar aqui e feliz por ser capaz de honrar os desejos de Chris. Para ele, o Yes deve continuar em frente. Isso é o que ele queria".
O músico também afirmou que está preparado para enfrentar a reação dos exigentes fãs do Yes. Apesar de algumas críticas, ele diz que tem bastante apoio.
"A banda quer ir para frente e prosperar. É isso que Chris queria fazer. Então, tudo que eu peço dos fãs é apenas o suporte para a banda. Há, é claro, alguns negativistas lá fora que dizem ‘Sem Jon Anderson, sem Yes’ ou ‘Sem Chris, sem Yes’. Alguns fãs novos não sabem a história que tenho com o Yes em 1994, 1996, 2000 e a nossa longa amizade. Eu sei que a maioria dos fãs do Yes é grata pelo que estamos fazendo. Entendem o desejo do Chris. Estou recebendo mensagens positivas, de motivação".
Sobre o Toto, Sherwood argumenta que a turnê coroa a relação de uma grande amizade que iniciou ainda na década de 80 na gravadora A & M Records, quando o baixista tocava em uma banda.
"Eu conheço estes caras desde 1981 ou 1982. São como irmãos. É muito bom passar todos os dias pendurados com meus amigos. É surreal e bizarro".
A respeito das canções que atualmente não estão no repertório do Yes, Billy argumenta que gostaria de tocar ‘Gates Of Delirium’ do álbum Relayer, de 1974. Ele argumenta que sugere a canção para os demais membros.
"Eu gosto do lado escuro do YES. ‘Gates Of Delirium ‘é um registro desta fase com toda aquela sequência. Eu simplesmente cresci amando esse material e eu sei a música como a palma da minha mão. As linhas de baixo são simplesmente incríveis".
Outro álbum que o músico apresenta estima especial para tocar é o duplo "Tales From Topographic Oceans", um dos mais complexos dos ingleses. Ele declara que ainda deseja apresentar o disco na íntegra em um show com o Yes, assim como a banda fez com "Close To The Edge", "Going For The One" e "The Yes Álbum".
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