Stone: promissoras verdades não espalhadas pelo mundo
Por Don Roberto Muñoz
Fonte: metal-archives
Postado em 27 de junho de 2016
A temática dos grandes centros que também desponta em plagas distantes apesar da falta de contato entre ambos realça uma faceta da dramática situação do STONE, banda finlandesa. Mas seria isto mortalmente determinante? As influências do METALLICA, ANTHRAX e EXODUS estão presentes. Mas quem não teve tais influências nos anos 80 para criticá-los por tal condição? E o silêncio geral periclitou diante do estrangeiro afortunado.
"No Anaesthesia!" foi lançado em 89. O álbum é um petardo, o segundo da banda. Músicas como "Sweet Dreams", "Concrete Malformation" e "Meat Mincing Machine" reverberam a força dos aquilinos jovens provenientes do gélido Norte. Arrogância afirmativa com uma virilidade fecundante de musicalidades rejuvenescedoras para o Heavy Metal num final de década vituperado por deslumbramentos despropositados e ressacas tardias ocorridos com várias bandas nos EUA e Europa.
De modo que esta gurizada roqueira, mesmo com um frescor contagiante – um registro ao vivo do STONE em Tallinn, 1989, no You Tube, apresenta uma desenvoltura surpreendente de palco – e tendo músicas virulentas o necessário para explodir mundialmente, ou seja, vencer dentro de seus próprios termos, encontrou diante de si situações ditadas pelo Destino. A banda lançava seu segundo álbum quando o Heavy Metal se deparava com um significativo declínio. A transição para a década seguinte deu-se com GUNS’N’ROSES, que posteriormente passaria o bastão para o grunge, que consolidaria a mudança.
Com o GUNS o Heavy Metal atingiu o mainstream com "Use your Illusion", I e II, 91, sendo o bolo desta cereja os videoclipes esteticamente apuradíssimos para um público afeito a quantidades. Entretanto, a cultura Metal nasceu no âmbito do underground, distante das mentirosas purpurinas do status quo, logo, essencialmente alheia a "construções artísticas". Não gratuitamente, "Load", 96, do METALLICA, teve uma repercussão negativa internacional devido às fotos do encarte repletas de devaneios estéticos. A desintegração artística acontece quando elementos estranhos ao estilo musical de uma banda interferem decisivamente. O business pode ser um desses elementos.
A história da música também pode ser analisada através da época dos hinos sagrados e da época das danças profanas. Na primeira proposição, o mundo solar entoava hinos de louvor à vitória, à glória, e, sobretudo, a Deus, enquanto na última o mundo subterrâneo domina a situação na dança meramente laica. A sagacidade de Alex Hitchens (Will Smith) em "Hitch", filme de 2005, sobre as necessidades dançantes profanas para o homem dispensa comentários. Realmente, os hinos reaparecem com STONE. Mas quem estava se importando com isso naquele momento? Virada a ampulheta, novos mundos surgiram alheios a esta novíssima banda tão importante para um mundo tornado antigo. A carência de intimidade com o presente mundo apreciador de "Rock" na primeva década de 90 tornou-se patente.
O último álbum da banda, "Emotional Playground", 1991, apresenta uma sonoridade diferenciada pelo amadurecimento. Ritmos mais pesados, logo, imersos em pegadas mais cadenciadas que nos álbuns anteriores, propiciando um aprimoramento das "influências" que estimulam na hora da afinação do estilo. Apesar do término prematuro, o legado não apenas à Finlândia, mas a todos que amam um estilo musical "que não se vende", foi lançado com qualidade ímpar, superior a contingências exteriores. Sob o ponto-de-vista musical, o lema "Veni, vidi, vici" encaixa-se no caso do STONE enraizado na vontade reta do coração.
Roberto Muñoz, escritor
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