Radiohead: "Houve uma época em que eu não estava mais no meu corpo"
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 09 de novembro de 2017
O vocalista do RADIOHEAD, Thom Yorke, realizou um bate-papo com a revista Interview Magazine e falou sobre um incidente traumático que passou, forçando-o a dar uma pausa na carreira.
Thom Yorke: Depois que terminei a escola, eu fiquei 01 ano basicamente fazendo trabalhos de merda, ganhando dinheiro suficiente para gravar demos e envia-las para as gravadoras. Logo depois, fiquei entediado com isso e entrei na faculdade de artes onde tive uma trajetória completamente diferente. A faculdade de artes explodiu a minha mente, porque experimentei estar com pessoas criativas pela 1ª vez na vida e me sentindo como se pertencesse aquele lugar, mas depois a ambição e a obsessão que eu tinha me deixou debilitado e naquele momento eu realmente poderia ter cansado qualquer um que convivesse comigo. Então, eu tive que dar uma pausa e cuidar do outro lado da minha personalidade...
Jornalista: Sim, também passei por algo parecido, mas eu fui completamente na outra direção - não querendo dizer que mergulhei em qualquer tipo de rebelião, sabe? Eu me tornei meio que um animal de festa e tive um choque maciço com isso. A minha saúde sofreu porque eu estava exagerando e essa nova pessoa não poderia estar mais longe daquela que emergiu da experiência anterior... Eu regredi massivamente.
Yorke: Fiquei curioso para saber se você já tomou um longo período e se retirou da trajetória em que estava passando no momento... Você já sentiu a necessidade de sair do "trem"? A razão pela qual pergunto é porque, enquanto seguia a minha trajetória normalmente eu nunca havia passado por esse tipo de coisa. Nunca pensei nisso até que um dia eu percebi que não estava mais no meu corpo. Eu passei por um incidente traumático e tive que parar por um longo período de tempo, sabe? Comecei a estudar meditação e quando eu finalmente me acalmei, encontrei-me em um retiro sentado numa almofada e percebi que antes parecia que alguém tinha amarrado um rádio na minha cabeça e o tinha ligado no volume máximo. Eu fiquei, tipo: "Oh, meu Deus!"
Jornalista: Sim, o barulho era tão alto quando percebe que parou de escuta-lo, porque você estava no fluxo dessa coisa o tempo todo "escolhendo" o que fosse mais ruidoso ou o mais negativo.
Yorke: Eu ia para o estúdio e quando começava a trabalhar, as vozes na minha cabeça começavam a falar: "Você não pode fazer isso, você não pode fazer aquilo". Então, eu tive que parar e tentar compreender o que estava acontecendo comigo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



64 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de novembro
O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho
A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
Pitty: cantora publica foto nua na internet e bate recorde de curtidas
Por que o hino beneficente do heavy metal não pegou, segundo Regis Tadeu
Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Dez músicos que eram bons demais para suas bandas
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis
Dimmu Borgir, Satyricon e Enslaved quebram recorde de público na Noruega
James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
O roqueiro brasileiro que deu cano em Axl Rose; "preferi ir embora"
O clássico dos Ramones inspirado por música de Alice Cooper
O álbum que Ozzy Osbourne queria gravar antes de morrer, segundo Zakk Wylde
Bruce Dickinson acha que igreja católica irá se incomodar com seu novo videoclipe

A última grande música de rock antes de o McDonald's perder as cores, segundo Rick Beato
Capa de álbum do Dream Theater lembra a de um álbum clássico do Radiohead, diz Portnoy
Os 100 melhores discos de rock dos anos 90, segundo o Classic Rock History
A relação que existe entre o Radiohead e o Yes, segundo Geddy Lee


