Shirley Manson: "me sinto cada vez mais maternal em relação aos fãs"
Por Paulo Giovanni G. Melo
Fonte: The Scotsman
Postado em 30 de junho de 2018
Shirley Manson, ícone do rock escocês, revelou que sente instintos maternais em relação aos fãs, depois de descobrir que sua música os ajudou a lidar com traumas como assassinatos, estupros e identidade sexual.
A vocalista, que tem liderado o GARBAGE desde 1995, admitiu que se sentiu "confusa, estranha e desconfortável" conhecendo os fãs.
Ela também temia ser criticada quando voltou à Escócia, por ter alcançado o sucesso nos EUA depois de deixar sua banda local, o GOODBYE MR. MACKENZIE.
Em um papo antes da abertura do "Rip It Up", uma exposição no Museu Nacional da Escócia que mostra a história do rock e do pop escocês, a ruiva falou sobre o impacto "profundo" das letras para os fãs e como sua relação com eles mudou ao longo dos anos.
"À medida que envelheço, me sinto cada vez mais maternal em relação aos fãs. Quando você surge num primeiro momento, eles são quase que seus colegas - é meio desconfortável. Mas estou nesta fase gloriosa da minha carreira em que me sinto maternal. Sinto que posso cuidar deles, ajudá-los e encorajá-los", disse Manson.
"Sinto cada vez mais que quero estar a serviço de nossos fãs. Quando comecei eu queria me exibir, ser ouvida, receber atenção. É realmente confuso, estranho, desconfortável. Mas se você tiver a sorte de estar por perto por muito tempo, isso muda."
Shirley falou sobre suas experiências com bullying na escola.
"Acho que uma das coisas mais profundas para mim são algumas cartas que recebemos, das pessoas falando sobre o que nossa música fez por elas. Literalmente são questões sobre mortes, estupros, assassinatos e transições sexuais. Recebi um bilhete recentemente, de um pai agradecendo à banda por certas canções que ajudaram sua filha a fazer a transição de homem para a mulher que ela é hoje. Ele estava agradecendo, porque nem ele e nem a mãe estavam entendendo o que estava acontecendo. A banda ajudou a salvar a vida da filha deles."
"Se eu morrer amanhã, teria servido à humanidade só por isso. Parece um clichê, mas é um grande privilégio da minha carreira."
"Sei o quanto meu musical 'Joan of Arcs' significou para mim. Quando conheci a Patti Smith, chorei."
"Não dá para descrever em palavras o que eles te dão. É algo que ninguém mais pode te dar."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
10 músicas lançadas há mais de meio século que superaram 1 bilhão de plays no Spotify
Com mais de 40 atrações, Monsters of Rock Cruise fecha cast para viagem de 2027
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Edu Falaschi lança "MI'RAJ", capítulo final de sua trilogia conceitual
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Rush toca "Moving Pictures" na íntegra em terceiro show da nova turnê
Rodrigo Constantino toca clássico do Iron Maiden na bateria e ganha elogios
Como o Metallica contribuiu para a criação de uma das maiores bandas de metal sinfônico
A música do Kreator que homenageia a comunidade do metal
Iron Maiden: Steve Harris não foi o primeiro baixista?
A razão que levou Paulo Ricardo a nunca tocar ao vivo um de seus projetos de maior sucesso
Bizarro & Absurdo: 12 Tristes Realidades da Música



A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez



