Adellaide: Entrevista com o baixista Cadu Yamazaki
Por Renan Caíque
Fonte: Adellaide
Postado em 04 de novembro de 2018
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O Adellaide surgiu em 2016, inspirado por nomes como Journey, Survivor, Kansas, Asia, fazendo uma AOR de qualidade e se tornando rapidamente referência no estilo tanto no Brasil quanto internacionalmente. A banda gravou um EP em 2016, e o seu primeiro álbum em 2017 sob produção de Tito Falaschi. Lançou ainda o segundo CD intitulado "Flying High". A capa dos dois álbuns foi feita pelo artista Joey Polycarpo, conhecido por trabalhar com Frederic Slama, Goran Edman, Chasing Violets, entre outros. Já gravaram um videoclipe para a canção "Save Your Love" e outro mais recente para "Learn to live". Tive o prazer de conversar um pouco com o baixista Cadu Yamazaki sobre o Adellaide, sua trajetória musical e os seus outros projetos.
Olá, Cadu. Um prazer tê-lo aqui conosco para compartilhar um pouco da sua história na música. Gostaria que você começasse falando um pouco como foi seu início na música, suas influências e se tocou outros estilos além do rock em sua vida.
Cadu: Fala Renan! O prazer é todo meu. Meu início na música se deu bem cedo, lá pelos 5 ou 6 anos, estudando piano erudito. Nesse meio tempo, mesmo sem saber, eu já era fã de AOR e Hard Rock. No rádio da perua escolar sempre tocava Journey, Survivor, Boston, Asia, Chicago, Foreigner, entre vários outros, e eu adorava. Pouco tempo depois, meu padrinho me apareceu com um vinil do Highway to Hell, do AC/DC. Aí não teve como, fui pro rock.
Cadu: Tenho muitas influências musicais, mas posso destacar algumas: Toto, Jaco Pastorius, Billy Sheehan e, aqui no Brasil, Marcelo Naudi, Claudio Rocha (meus dois grandes mestres), Ari Nascimento (do Placa Luminosa - toca um groove absurdo!!!) e o Roupa Nova.
Cadu: Em relação aos outros estilos, já toquei de tudo. Comecei profissionalmente na música com bandas de baile, então tem que dar conta de tocar bem todos os estilos. Já fui sideman de cantor sertanejo, toquei em bandas de funk/soul (minha segunda paixão), country... se for falar tudo, vou me estender demais!
Como surgiu a sua paixão pelo AOR e a entrada na banda?
Cadu: Eu já era fã do estilo mesmo sem saber, como eu disse antes. Mas me lembro de um dia estar na Galeria e ouvi vindo de uma loja uma música maravilhosa, bem melódica, com teclados em evidência... entrei e perguntei o que era. "Pride of Lions, é AOR", o cara me falou. Comprei o CD e comecei a pesquisar.
Cadu: A entrada na banda é uma história que eu adoro. Um dia estava no carro de manhã e começou a tocar a minha playlist de AOR. Fiquei empolgado, coloquei o álbum Adress the Nation do HEAT e comecei a me perguntar "porra, cadê a minha banda de AOR?". Estacionei o carro e sentei. Em menos de 10 minutos o Leandro (Freitas, tecladista) me liga perguntando se eu tinha interesse em fazer parte da Adellaide.
Como se deu a parceria com Tito na banda e alguns projetos musicais que vocês tem?
Cadu: O pessoal da banda tem parceria com o Tito desde a época do Horyzon. Eu já conhecia o trabalho dele no Symbols. Nós nos conhecemos mesmo através da Adellaide e hoje o Tito é um dos meus amigos mais próximos e um grande parceiro. Atualmente, trabalhamos juntos em 3 projetos (além da Adellaide): um tributo ao Bee Gees (que também conta com a tecladista Luciana Romano – ex Horyzon – e o incrível batera Pitchu Scarton), um projeto de versões voltado pro público mais heavy metal do Tito e um trabalho autoral o Pitchu na batera (mas esse é surpresa ainda).
Conte como foi a escolha dos novos membros?
Cadu: Foi algo muito natural. O Vitor Balconi e o Herbert Loureiro são músicos muito talentosos e parceiros nossos de longa data em outros projetos. Quando houve a necessidade de trazermos novos músicos para a banda, nada melhor do que trazer quem já faz parte da família.
Como foi o show de vocês no Ton Ton jazz?
Cadu: Olha, pra mim foi surpreendente. No palco eu já sabia como seria. Mas a reação do público, desde o primeiro acorde da primeira música, cantando junto, vibrando, gritando... isso eu não imaginava. Ficamos todos muito felizes e satisfeitos.
Como está sendo para você a repercussão da banda e os novos shows que virão no próximo ano?
Cadu: A repercussão do trabalho tem sido muito boa, principalmente no exterior. Chegamos a ter uma resenha excelente na revista Burrn e o Flying High foi o oitavo álbum importado mais vendido no Japão no início do ano.
Cadu: Temos planos de rodar o país em 2019, ainda estamos aguardando algumas confirmações. Mas vem coisa boa aí!
Como será musicalmente o novo disco?
Cadu: Não vai fugir do AOR moderno com um toque oitentista dos trabalhos anteriores. Mas dessa vez, eu estou participando do processo de composição, de algumas letras também. Além disso, o Vitor e o Herbert são músicos com muita personalidade, que com certeza estará estampada em todas as músicas.
Por que o nome New Horizons e como será a arte da capa e produção?
Cadu: New Horizons foi uma brincadeira que deu certo. Além do óbvio, que é a banda em novos horizontes, remete à banda em que o Daniel Vargas, o Leandro e o Vitor fizeram parte, a Horyzon.
Cadu: A capa fica por conta do Joey Polycarpo, que trabalhou com a banda no EP e no Flying High. Passamos algumas ideias pra ele, mas com certeza a nova capa trará o sentimento que temos com o momento musical da banda. Quanto à produção, o Tito Falaschi é um cara que eu confio de olhos fechados. Ele faz um trabalho impecável e sabe exatamente o som que procuramos.
Para encerrar, uma "brincadeira". Vou citar algumas bandas de estilos variados e você diz brevemente o que acha de cada uma:
Cadu:
- Dream Theater – som maravilhoso até o Awake. Gosto muito até o Scenes from a Memory. Depois disso, não consigo mais escutar.
- Rush – gosto mais como músico do que como apreciador. Mas admiro muito os caras.
- Mr. Big – sou fã incondicional. Tenho todos os álbuns, quase todos os singles, edições limitadas e tudo mais.
- Dr. Sin – quando eu penso em hard rock no Brasil, é o primeiro nome que lembro. Acho incrível.
- Foreigner – puta banda, puta som. Mas mesmo tendo uns sons tipo porrada na orelha, sempre volto pras baladas.
- Rainbow – sou uma das poucas pessoas que conheço que não gosta do som do Blackmore. Mas respeito muito.
- Mötley Crüe – ah, hard farofa é a minha praia. Adoro absolutamente tudo nesse estilo!
Por fim, obrigado pela entrevista. Agora o espaço é seu para mandar um recado para quem está lendo neste momento.
Cadu: Eu que agradeço, Renan. Quero agradecer o público que nos acompanha, sempre fiel e incentivador e as pessoas envolvidas direta e indiretamente na minha carreira. Queria dizer também que aprendi com a Adellaide que o que fazemos de coração, colocando nossa verdade e tendo os pés no chão, não tem como dar errado. E fazendo um merchant, eu toco todo mês com a banda Johnny16 no The Blue Pub, em São Paulo, um dos melhores pubs do Brasil. Só procurar pela banda ou pelo bar e dar uma olhadinha na agenda pra ver as datas!
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