King Crimson: 5 Fatos interessantes sobre a banda antes de conferir o show
Por Felipe Belotta
Fonte: Wikipedia, Ingresso Rápido
Postado em 22 de maio de 2019
O KING CRIMSON, banda de rock progressivo formada no final dos anos 60, está em turnê para comemorar seus 50 anos de carreira e passará, pela primeira vez em sua história, no Brasil para duas apresentações. Uma será no Rock in Rio 2019 e outra em São Paulo, no Espaço das Américas. Certamente os fãs de longa data não perderão essa oportunidade inédita, talvez única, de conferir o trabalho da banda ao vivo. Ao mesmo tempo a oportunidade pode ser interessante para quem gosta de shows musicais com experimentalismo, longas sessões instrumentais, improvisação com estruturas que fogem do costumeiro pop, a qual estamos acostumados. Por isso neste artigo trago 5 motivos pelos quais vale a pena presenciar o show da banda. Mas antes, um pequeno histórico sobre a trajetória da banda.
A primeira formação em seu primeiro álbum, "In the Court of the Crimson King", contava com cinco membros, com Robert Fripp nas guitarras, Greg Lake no baixo e vocais (mais tarde deixaria a banda para formar o EMERSON, LAKE and PALMER) Michael Giles na bateria, Ian McDOnald nos instrumentos de sopro e teclados e Peter Sinfield na composição das letras, iluminação e produção. Convenhamos, caro leitor, dificilmente vemos uma banda creditar como parte da banda um membro cuja função é escrever letras, cuidar da iluminação e produção. O trabalho do grupo é marcado pelo som experimental, combinação de instrumentos de sopro junto a guitarras distorcidas e som pesado, mudança nas fórmulas de compasso, longas sessões instrumentais com improvisação e muito mais.
De lá para cá gravaram 13 álbuns de estúdio, 20 álbuns ao vivo e 22 músicos integraram a banda ao longo desses 50 anos de carreira. Destaque para Tony Levin no baixo, Bill Bruford na bateria, John Wetton no baixo e vocal e Adrian Belew na guitarra e vocal. O destaque desses integrantes se deve a terem participado de muitos álbuns da banda e também por terem integrado bandas famosas, como YES, ASIA, URIAH HEEP, TALKING HEADS, FRANK ZAPPA, entre outras.
Hoje Robert Fripp é o único membro original e também o único que participou de todas as formações do grupo. É considerado o líder e força motriz da banda, além de ser o responsável pelas idas e vindas do KING CRIMSON. Vamos agora aos motivos para conferir o show:
1 - A excentricidade de Robert Fripp
O primeiro fato a se notar sobre Fripp é que ele toca sentado ao lado de seu equipamento durante todo o show em uma posição de pouco destaque no palco. E não, isso não se deve a idade, pois Fripp sempre teve uma postura reservada e tocou sentado em suas apresentações na maior parte do tempo. Segundo o músico a guitarra possui design anatômico para se tocar sentado e, diferente de músicos como Greg Lake e Pete Townsend, que gostavam abusavam da presença de palco tocando em pé, Fripp prefere tocar sentado. Vindo do líder da banda é no mínimo interessante, considerando que na maior parte dos casos o líder sempre se posiciona no local de maior destaque e às vezes até veta a presença de palco de outros integrantes que possam ofuscá-lo por problemas de ego. Não, Robert Fripp está lá para fazer música e não se importa em ser o showman!
2 - O mapa de palco não convencional da banda
Nos vídeos das apresentações mais recentes da banda o mapa de palco possui o seguinte formato: na parte de trás, sobre um praticável, ficam a maior parte dos integrantes, um ao lado do outro e Fripp no canto. Na parte da frente ficam os três bateristas com seus kits, um ao lado do outro. É o contrário da grande maioria dos mapas de palco, em que o baterista é posicionado atrás com a banda toda na frente com bastante espaço para se movimentarem. Sim, caro leitor, além da banda contar com três bateristas ao mesmo tempo, estes ficam em destaque no palco!
Parece irônico, pois no praticável com cinco integrantes na parte de trás não há muito espaço para os músicos se moverem e andarem durante o show. Já a maior parte do espaço livre fica para os bateristas, que estão sentados em seus kits. Seria essa mais uma das ideias excêntricas de Fripp?
3 - A viagem sonora ao vivo
As músicas do KING CRIMSON misturam diversos elementos e sonoridades, como rock pesado, jazz, funk e folk sem perder a personalidade. Desde baladas mais leves e etéreas, como "Matte Kudasai", "I Talk to the Wind" e "Epitaph" até as instrumentais cheias de dissonâncias, polirritmia, como "Larks Tongues in Aspic"e "Red", mais os clássicos "In the Court of the Crimson King"e "21'st Century Skizoid Man", com seus momentos de improvisação, a emoção certamente é mais forte em uma apresentação ao vivo do que as gravações originais!
4 - Músicos competentes proporcionando um espetáculo
Os músicos que compõem a banda tem larga experiência não apenas no KING CRIMSON, mas também em trabalhos com outros artistas. Todos são muito bons em seus instrumentos e possuem entrosamento no palco para proporcionar um espetáculo inesquecível ao público.
5 - Oportunidade inédita de uma experiência singular
Em seus cinquenta anos de existência a banda nunca veio ao Brasil. Pela primeira vez, aos 73 anos de idade, Robert Fripp nos traz a banda que é considerada uma das seminais do rock progressivo. Com a idade de Fripp é possível crer que se trata de uma oportunidade única.
A formação atual da banda para a turnê é composta por oito integrantes: Robert Fripp na guitarra, Mel Collins nos instrumentos de sopro e vocais, Tony Levin no baixo, Jakko Jakszyk na guitarra e vocal, Bill Rieflin nos teclados, Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Jeremy Stacy nas baterias. Sim, caro leitor, trê bateristas tocando ao mesmo tempo.
As apresentações da banda no Brasil ocorrem em duas datas de outubro deste ano, no dia 4 em São Paulo no Espaço das Américas e dia 6 no Rio de Janeiro no Rock In Rio, Palco Sunset. Os ingressos para o Rock in Rio no momento estão esgotados, segundo o site oficial. Já os preços para o show de SP giram em torno de R$150,00 a R$425,00. Um preço justo se compararmos com os preços exorbitantes dos ingressos de outros artistas lendários que vieram ao país nos últimos anos com ingressos a R$900,00. Sobretudo se considerarmos a possibilidade de uma oportunidade inédita e única.
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