Black Sabbath: a música mais pesada que existe não tem Ozzy nos vocais

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Por Marcos Ráinier de Sá
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Certa vez um amigo de longa data pediu ajuda para despertar e me enviou uma mensagem que dizia "me passa a música mais pesada que existe, quero ouvir para acordar". Em poucos segundos respondi sem pestanejar, a música mais pesada que existe chama-se "Black Sabbath", mas em uma versão ao vivo sem Ozzy Osbourne nos vocais. Sim, você leu certo.

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O BLACK SABBATH como todos sabemos é o principal nome quando falamos do nascimento do Heavy Metal setentista. Seu peso e obscuridade deram ao Rock Pesado uma nova face sem precedentes, que aliados a outros nomes da época (como o DEEP PURPLE, que deu velocidade ao Metal), criaram a base que influenciou o Heavy Metal em sua década mais importante, os anos 80. Dentre os elementos que tornavam o BLACK SABBATH tão singular podemos citar o peso da guitarra de Tony Iommi, as letras que pareciam ter saído de um conto de terror e a voz de Ozzy Osbourne, que trazia uma angústia e desespero perfeitos para a temática proposta pela banda. Toda essa atmosfera foi entregue ao mundo na faixa-título que deu nome a banda e a seu primeiro álbum, "Black Sabbath". Perfeita do início ao fim, mas seria possível torná-la melhor? A resposta é sim, e o próprio SABBATH fez isso.

Como muitos sabem, Ozzy foi despedido da banda no fim da década de 70 sendo substituído pelo fenomenal Ronnie James Dio, ex-ELF e RAINBOW, que deu nova sonoridade a banda e nos presenteou com o excelente "Heaven and Hell" (confesso não gostar muito do "Mob Rules"). Dio saiu da banda e para substituí-lo outro nome de peso foi escolhido, o ex-DEEP PURPLE Ian Gillan (sua contratação tem uma história para lá de bizarra, mas é assunto para outra hora).

Com Gillan o BLACK SABBATH gravou apenas um álbum de estúdio, denominado "Born Again". O disco é amado e odiado com a mesma intensidade. Eu mesmo confesso que demorei anos para admirar o disco, sendo que hoje a sua versão demo (sem mixagem, farei uma resenha a respeito) é o meu disco de Metal preferido. Como é de se imaginar, o SABBATH continuou tocando seus clássicos da primeira fase com Gillan nos vocais (e também tocava "Smoke on the Water", diga-se), e numa gravação ao vivo nesta fase me deparei com a música mais pesada que já ouvi: "Black Sabbath" ao vivo, com Gillan.

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Certamente muitos vão dizer que é impossível cantar a música melhor que Ozzy, ou que existem milhares de músicas mais pesadas, porém o peso que falo não são vocais guturais ou guitarras extremamente rápidas, peso para mim é o clima criado por uma música.
Se Ozzy parece cantar a música do inferno, Gillan foi até lá brigar com o Diabo e voltou para contar a história. Ele não só encarnou a música, como a colocou em outro patamar, com gritos e risadas que parecem ter saído do mais sombrios filme de terror (ou das profundezas da Terra, vai saber). Para completar, a guitarra de Iommi parece estar mais pesada do que nunca (a into e solo nesta versão são estrondosos), e o fato de saber que tudo aquilo estava sendo feito em um palco me faz pensar no quão impactante e assustador foi presenciar isto tudo ao vivo (eu vi "Black Sabbath" ao vivo com Ozzy, importante ressaltar).

Senhoras e senhores, irei morrer afirmando que está é a música mais pesada que existe.




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Sobre Marcos Ráinier de Sá

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