Judas Priest: a música de Bob Dylan que deu origem ao nome da banda

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Por Igor Miranda
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O nome do Judas Priest, uma das bandas mais lendárias do heavy metal, veio de uma música que pouco tem a ver com o estilo. Trata-se de "The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest", lançada por Bob Dylan em 1967, no álbum "John Wesley Harding".

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De acordo com o primeiro vocalista da banda, Al Atkins, o nome Judas Priest surgiu como sugestão do baixista Bruno Stapenhill, que fez parte do grupo entre 1969 e 1970. Logo em seguida, Stapenhill saiu da banda para fazer turnê com outro projeto na Dinamarca, sendo substituído por Ian Hill, que ocupa a vaga desde então.

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"The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest" foi gravada por Dylan, em apenas um take, no dia 17 de outubro de 1967. Na mesma data, ele também registrou "Drifter's Escape" e "I Dreamed I Saw St. Augustine", presentes no álbum.

A canção é a mais longa do disco, com seus 5 minutos e meio de duração, e se destaca por seu formato inusitado, onde Bob praticamente declama a letra em vez de cantar. Além de inspirar o nome do Judas Priest, a faixa ganhou uma versão de Jerry Garcia e David Grisman, em 2004.

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Ouça "The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest" a seguir e confira a letra traduzida (via Letras.mus.br).

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"Bem, Frankie Lee e Judas Priest,
Eles eram melhores amigos.
Então quando Frankie Lee precisou de dinheiro,
Judas rapidamente tirou um rolo de notas de dez
E as colocou em um banquinho
Um pouco acima do traçado simples,
Dizendo, "Faça sua escolha, garoto Frankie,
Minha perda será seu ganho."

Bem, Frankie Lee, ele sentou
E pôs seus dedos no queixo,
Mas com os olhos frios de Judas sobre ele,
Sua cabeça começou a girar.
"Você poderia por favor não me encarar dessa forma," ele disse,
"É apenas meu orgulho tolo,
Mas às vezes um homem deve estar sozinho
E isso não é lugar para esconder."

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Bem, Judas, ele apenas piscou e disse,
"Está bem, e vou deixá-lo aqui,
Mas seria melhor você se apressar e escolher
Qual dessas notas você quer,
Antes que elas desapareçam."
"Eu vou começar minha escolha agora mesmo,
Apenas diga onde você vai estar."

Judas apontou estrada a baixo
E disse, "Eternidade!"
"Eternidade?" disse Frankie Lee,
Com uma voz tão fria quanto o gelo.
"Isso mesmo," disse Judas Priest, "Eternidade,
Embora você possa chamá-la de 'Paraíso."

"Eu não chamo de nada,"
Disse Frankie Lee com um sorriso.
"Tudo bem," disse Judas Priest,
"Vejo você depois."

Bem, Frankie Lee, ele se sentou,
Sentindo-se baixo e mal,
Quando então um estranho passando
Entrou em cena,
Dizendo, "Você é Frankie Lee, o jogador,
Cujo pai está morto?
Bem, se for você,
Tem um camarada chamando você estrada a baixo
E ele disse que seu nome era Priest."

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"Oh, sim, ele é meu amigo,"
Disse Frankie Lee espantado,
"Eu me lembro dele muito bem,
Na verdade, ele acabou de sair."
"Sim, este mesmo," disse o estranho,
Tão silencioso quanto um rato,
"Bem, minha mensagem é, ele está rua a baixo,
Encalhado em uma casa."

Bem, Frankie Lee, em pânico,
Ele derrubou tudo e correu
Até chegar no local
Onde Judas Priest estava.
"Que tipo de casa é essa," ele disse,
"Onde eu vim perambular?"
"Não é uma casa," disse Judas Priest,
"Não é uma casa... é um lar."

Bem, Frankie Lee, ele tremeu,
Ele logo perdeu todo o controle
Sobre tudo o que tinha feito
Enquanto os sinos da missão tocavam
Ele apenas ficou olhando
Para a grande casa tão brilhante quanto o sol,
Com vinte e quatro janelas
E o rosto de uma mulher em cada um.

Bem, subindo as escadas correu Frankie Lee
Com um sentimental, salto delimitador,
E, espumando pela boca,
Ele começou a fazer sua fluência de meia-noite.
Por dezesseis noites e dias ele rugiu,
Mas no décimo sétimo ele explodiu
Para os braços de Judas Priest,
Que é onde ele morreu de sede.

Ninguém tentou falar nada
Quando o levaram para fora da brincadeira,
Exceto, é claro, o pequeno garoto da vizinhança
Quem cuidou para ele descansar.
E ele apenas andou ao longo, sozinho,
Com sua culpa muito bem escondida,
E murmurou sobre sua respiração,
"Nada está revelado."

Bem, a moral da história,
A moral desta música,
É simplesmente que ninguém deve estar
Onde não pertence.
Então quando você ver seu vizinho transportando alguma coisa,
Ajude-o com sua carga,
E não vá confundir o Paraíso
Por este lar do outro lado da rua."

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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