Vallet: Entrevista com Mr. Domene
Por Black Butterfly
Postado em 28 de abril de 2021
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O Baterista da banda brasileira de Hard Rock/AOR – VALLET, André Domene, concedeu um entrevista ao Portal HardFly, do blog Black Butterfly.
Em uma conversa descontraída e bem humorada com Dário Santos, o baterista falou um pouco sobre suas influências e alguns trabalhos da Vallet.
DÁRIO: Domene, é um prazer tê-lo em nosso blog, como vai? Como estão as coisas?
DOMENE: Olá Dário, prazer em estar aqui com sua equipe hoje, ainda que virtualmente, vamos caminhando seguindo sempre em frente.
DÁRIO: Domene, como é ser o baterista da Vallet? Quais são seus heróis influentes que moldaram seu perfil baterista?
DOMENE: Tocar na Vallet é uma experiência incrível, principalmente por se tratar de uma banda que resgata toda a magia oitentísta do universo do rock, e claro, minhas influências não poderiam ser diferentes. Cresci e vou envelhecer ouvindo sempre as mesmas bandas dos anos oitenta, sejam de Heavy Metal, Hard Rock e AOR, essa é minha trinca musical. Todos sabem que gosto muito de Iron Maiden então obviamente tive enorme influencia do mestre Nicko McBrain, assim como de Clive Burr também. Por outro lado, admiro muito o trabalho e a inteligência de Neil Peart, que para mim sempre será o melhor do mundo.
Acredito que eu consegui captar um pouco desses três gigantes e vários outros nomes também para moldar meu estilo no AOR e no Hard Rock. Não somos uma banda de metal pesado, mas para tocar nossa música também requer grande responsabilidade e técnica nas baquetas
Quem sabe se um dia eu me lançar em carreira solo, possa experimentar também o estilo mais pesado... Mas isso é assunto para outro dia.
DÁRIO: Domene, falando de AOR, quais são seus 5 álbuns preferidos do gênero?
DOMENE: Ah essa lista vive se atualizando, pois são tantas bandas marcantes do gênero que fica difícil classificar, mas vejamos, meu top 5 dessa lista vai para:
1-STRANGEWAYS: WALK IN THE FIRE 1989
2-PAUL JANZ: PRESENCE (COLLECITON) 1992
3-VAN STEPHENSON: SUSPICIOUS HEART 1986
4-JIM JIDHED: JIM 1989
5-KENNY MACLEAN: DON’T LOOK BACK 1990.
DÁRIO: Que lista hein Domene! Mas me fale sobre a Vallet, o que vocês andam fazendo durante esse período de isolamento?
DOMENE: Bem, nesse período difícil sem shows, resolvemos nos empenhar ainda mais nas produções de nosso álbum como também os futuros shows e turnê. Teremos espetáculos de altíssimo nível com direito a fogos, explosões, pirotecnias e muito mais... nossa equipe tem feito um trabalho fantástico até aqui e quando tudo voltar ao normal, voltaremos com novidades em peso para todos vocês. Infelizmente, o momento atual pede cuidados e paciência, vamos então ser muito espertos para ficar o mais longe possível desse vírus.
DÁRIO: Domene eu ouvi dizer que o Clipe da Living On The Road foi um dos mais difíceis de se gravar, você confirma isso? O que rolou durante as gravações? Conte-nos um pouco sobre esses dias.
DOMENE: Foi! Assim como toda gravação de clipe em vários locais diferentes, o clipe da Living foi bem cansativo por assim dizer, pois sofremos algumas causalidades, das quais hoje viraram histórias para contar sobre a banda. No final foi tudo divertido!
DOMENE: Temos a cena da pedreira rochosa, onde para descer minha bateria, tivemos que içar os equipamentos com uma corda! Tambor por tambor, peça por peça. Era muito perigoso descer carregando manualmente, pois por ser muito inclinada, a pedreira escorregava muito! Acho que o Mark até acabou rolando ladeira abaixo naquele dia, se ralando todo e rasgou o visu preferido dele, risos, mas no final tudo acabou dando certo.
DOMENE: Tem também a cena do opala sem freio. Quem assiste o trecho em que o opala domina a pista, não imagina que exatamente naquela cena o carro perdeu os freios! Mark me comunicou por radio: ‘’Domene, o carro está indo rápido demais porque perdemos os freios, mas não vamos parar de filmar porque esse é o melhor take! Iremos encostar o carro quando chegar na subida’’, e eu só pensei ‘’O QUE??’’! Apesar do risco, também acabou dando tudo certo. O Opala foi entregue são e salvo e agora possui novos freios.
DOMENE: Ah, e como esquecer a cena final com o por do sol? Foi a última que gravamos, mas demoramos muito para filmar La, porque durante alguns dias choveu muito, e queríamos pegar o por do sol. Como estava demorando muito e precisávamos entregar o clipe, decidimos filmar do jeito que estava, com tempo nublado mesmo, fazer o que... mas magicamente, quando subimos e começamos a gravar, o sol se abriu no céu e conseguimos aquela imagem incrível! Você pode notar que dá pra ver algumas nuvens ainda se dissipando, e para nossa sorte o sol resolveu aparecer naquela hora para nos dar um final digno e bonito para o clipe.
DARIO: Domene, obrigado por compartilhar um pouco dessas histórias conosco hoje! Logo falaremos com a banda toda.
DOMENE: Eu quem agradeço Dário, forte abraço a toda equipe. Se cuidem!
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