Rammstein: falta de rebeldia fez o rock perder espaço para o hip hop, segundo Kruspe
Por Emanuel Seagal
Postado em 18 de novembro de 2021
Em entrevista concedida ao Summa Inferno e transcrita pelo Ultimate Guitar, Richard Kruspe, guitarrista do Rammstein, falou sobre sua banda solo, Emigrate, comentou sobre o estado atual do rock, e o comparou com o hip hop.
Ao ser questionado se ainda acreditava que o rock está morto, conforme havia dito anteriormente em outras entrevistas, o músico disse o seguinte:
"Se algo está morto ou não é tão popular, não significa que eu ainda não o ame. Desde o início, quando ouvia música, sempre fui motivado e interessado por todos os tipos de música."
"A música eletrônica tem uma tradição alemã - e pensando no Kraftwerk e em todas aquelas bandas que criaram esse tipo de som, e pra mim, aquela música combinada com a ideia de escrever músicas de rock sempre foi muito atraente e interessante. O lance com o rock, ou todo tipo de música, tinha que ter um certo tipo de missão."
"O rock costumava ser uma música com a qual todos nós nos rebelávamos contra nossos pais. Eu me lembro quando eu era pequeno, eu aumentava o volume ouvindo rock e meus pais chegavam e diziam, 'Você pode abaixar isso?' Hoje em dia quando meus filhos tocam rock, eu venho e digo: 'Você pode aumentar o volume?' Então, a rebelião no rock acabou."
"É por isso que acho que a rebelião hoje em dia está mais nas letras, e é por isso que acho que o hip hop é tão popular, porque a geração jovem precisa se rebelar. Mas isso também vai passar para a próxima geração, eles vão precisar de alguma outra coisa. Não sei se o rock vai voltar, mas no momento, obviamente, mudou, não é algo com alta prioridade na indústria da música."
O entrevistador então citou bandas como Rammstein e Metallica, que tem um grande público, e Richard comentou:
"Sim, sim, mas são todos como dinossauros. Pense nisso, todas aquelas 'bandas de dinossauros' são antigas, nós somos velhos. A geração mais jovem talvez esteja ouvindo rock, mas também está interessada em outros tipos de música."
"E o outro problema é que essas bandas grandes - elas não virão depois. Eu sempre falo sobre essas bandas que tocam em estádios - está quase acabando! Qual é a última 'banda de estádio' que você conhece? Talvez o Muse seja a última."
O entrevistador então citou o bem sucedido Ghost.
"Sim, mas não é uma banda deste porte. Estou falando sobre grandes bandas de estádio que podem tocar em um estádio. Temos cada vez menos e menos e, certamente, elas vão morrer."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Jimmy Page disponibiliza demo caseira inédita de clássico do Led Zeppelin
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Gary Holt expõe crise das turnês na Europa e exigência para bandas de abertura
"IA é o demônio", opina Michael Kiske, vocalista do Helloween
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
A curiosa reação de Frank Sinatra ao descobrir que o U2 entrou de graça em seu show
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
O clássico do Raimundos que deixou o baterista Fred chocado
Lemmy Kilmister exigia que ingressos para shows do Motörhead tivessem preços acessíveis


Regis Tadeu cita álbum constrangedor de comprar fora: "Como vou explicar na alfândega?"
Rammstein: vídeo gera polêmica por supostamente banalizar Holocausto


